Cam­pa­nha de vaci­na­ção não foi alte­ra­da duran­te a pan­de­mia de Covid-19

Em maio, 10,5 mi de bovídeos de todas as idades devem ser vacinados contra febre aftosa no Estado de SP

Teve iní­cio no dia 1° de maio, e vai até 31 de maio a pri­mei­ra eta­pa de vaci­na­ção con­tra a febre afto­sa no Esta­do de São Pau­lo. O pra­zo da vaci­na­ção se man­tém mes­mo duran­te a pan­de­mia de Covid-19.

Devem ser vaci­na­dos os boví­de­os (bovi­nos e buba­li­nos) de todas as ida­des. A expec­ta­ti­va é que um total de 10,5 milhões de boví­de­os seja vaci­na­do até o dia 31. A vaci­na­ção de outros ani­mais é proi­bi­da.

Des­de 2019, a vaci­na con­tra a febre afto­sa teve a sua dose redu­zi­da de 5 ml para 2 ml. Um dos prin­ci­pais obje­ti­vos na mudan­ça da vaci­na foi o de menor volu­me de óleo mine­ral, com con­se­quen­te redu­ção de rea­ções alér­gi­cas nos ani­mais. Outra medi­da rele­van­te foi a reti­ra­da do soro­ti­po C.

Estu­do do Cen­tro Pan-Ame­ri­ca­no de Febre Afto­sa (Panaf­to­sa) que con­cluiu pela ine­xis­tên­cia do vírus da febre afto­sa tipo C na Amé­ri­ca do Sul foi deter­mi­nan­te para reco­men­da­ção da Comis­são Sul-Ame­ri­ca­na para a Luta con­tra a Febre Afto­sa (Cosal­fa) sus­pen­der a vaci­na­ção com esse soro­ti­po na região. De acor­do com o estu­do, o últi­mo foco de febre afto­sa com o soro­ti­po C nas Amé­ri­cas data de 2004.

As vaci­nas con­tra a febre afto­sa são pro­du­zi­das no Bra­sil e tes­ta­das pelos Labo­ra­tó­ri­os Naci­o­nais Agro­pe­cuá­ri­os (Lana­gros), que são os labo­ra­tó­ri­os ofi­ci­ais do Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Mapa).

Antes e duran­te a cam­pa­nha de vaci­na­ção, a Secre­ta­ria de Agri­cul­tu­ra e Abas­te­ci­men­to, por sua Coor­de­na­do­ria de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria rea­li­za em todo o Esta­do a vigi­lân­cia no mer­ca­do para garan­tir a efi­ci­ên­cia das vaci­nas colo­ca­das no comér­cio, con­fe­rin­do o arma­ze­na­men­to, aten­to à tem­pe­ra­tu­ra que deve estar entre 2 a 8 graus Cel­sius.

É com­pe­tên­cia dos pro­pri­e­tá­ri­os, trans­por­ta­do­res e depo­si­tá­ri­os a qual­quer títu­lo de ani­mais sus­ce­tí­veis à febre afto­sa vaci­nar nas épo­cas ou datas esta­be­le­ci­das; com­pro­var a vaci­na­ção ao órgão ofi­ci­al de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria da região; man­ter atu­a­li­za­da ficha cadas­tral e comu­ni­car ime­di­a­ta­men­te aos EDA a sus­pei­ta de febre afto­sa, con­for­me esta­be­le­ci­do no Arti­go 13, da Reso­lu­ção SAA — 1, de 17 de janei­ro de 2002.

Como vaci­nar

A pri­mei­ra pro­vi­dên­cia é adqui­rir as vaci­nas em esta­be­le­ci­men­tos cadas­tra­dos jun­to à Coor­de­na­do­ria de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria. Isso por­que todo o esto­que de vaci­na dis­po­ní­vel no Esta­do para comér­cio duran­te a eta­pa da cam­pa­nha é cadas­tra­do pela reven­da no sis­te­ma infor­ma­ti­za­do Geda­ve.

No momen­to da com­pra, o volu­me adqui­ri­do pelo cri­a­dor é trans­fe­ri­do, por meio do sis­te­ma, para o esto­que da pro­pri­e­da­de, o que faci­li­ta a decla­ra­ção da vaci­na­ção pelo cri­a­dor. A legis­la­ção proí­be o uso de vaci­nas adqui­ri­das em eta­pas de vaci­na­ções ante­ri­o­res.

A vaci­na, que nun­ca pode ser con­ge­la­da, deve ser man­ti­da entre 2 e 8 graus Cel­sius, tan­to no trans­por­te como no arma­ze­na­men­to, usan­do uma cai­xa de iso­por, com dois ter­ços de seu volu­me em gelo para que a vaci­na não per­ca sua efi­cá­cia.

Para rea­li­zar a vaci­na­ção deve ser esco­lhi­do o horá­rio mais fres­co do dia, clas­si­fi­can­do os ani­mais por ida­de (era) e sexo, para evi­tar aci­den­tes.

Usar serin­gas e agu­lhas novas e higi­e­ni­za­das, sem o uso de pro­du­tos quí­mi­cos (nem álco­ol, nem clo­ro). O local da apli­ca­ção é no ter­ço médio do pes­co­ço (tábua do pes­co­ço) por via sub­cu­tâ­nea (abai­xo do cou­ro). Inde­pen­den­te da ida­de, a dose é de 2 ml de vaci­na. As agu­lhas devem ser subs­ti­tuí­das com frequên­cia (a cada 10 ani­mais), para evi­tar infec­ções e os fras­cos devem ser man­ti­dos res­fri­a­dos duran­te a ope­ra­ção.

O cri­a­dor deve se orga­ni­zar para fazer a vaci­na­ção den­tro do pra­zo esta­be­le­ci­do pela legis­la­ção, ou seja, de 1º a 31 de maio. É pre­ci­so comu­ni­car a vaci­na­ção ao órgão ofi­ci­al de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria dire­ta­men­te no sis­te­ma infor­ma­ti­za­do Geda­ve.

É pre­ci­so decla­rar todos os ani­mais de outras espé­ci­es exis­ten­tes na pro­pri­e­da­de, tais como equí­de­os (equi­nos, asi­ni­nos e mua­res), sui­de­os (suí­nos, java­lis e java­por­cos), ovi­nos, capri­nos e aves (gran­jas de aves domés­ti­cas, cri­a­tó­ri­os de aves­tru­zes).

A vaci­na­ção é obri­ga­tó­ria. Dei­xar de vaci­nar e de comu­ni­car a vaci­na­ção sujei­ta o cri­a­dor a mul­tas de 5 Ufesps (138,05 reais) por cabe­ça por dei­xar de vaci­nar, e 3 Ufesps (82,83 reais) por cabe­ça por dei­xar de comu­ni­car. O valor de cada Ufesp — Uni­da­de Fis­cal do Esta­do de São Pau­lo é 27,61 reais.

Fon­te: Asses­so­ria de Comu­ni­ca­ção Secre­ta­ria de Agri­cul­tu­ra e Abas­te­ci­men­to do Esta­do de São Pau­lo

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