Leite de búfala: qualidade e inovação para atender a um mercado em crescimento

Com tradição na atividade leiteira, produtores trocam a mussarela de leite de vaca pela de leite de búfala, impulsionam o negócio e estão iniciando a exportação de seus produtos

João Antônio dos Santos

Com foco no segmento de lácteos de leite de búfalas, o Laticínios Bom Destino, com sede na Zona Rural de Morro do Ferro, Distrito de Oliveira-MG, conta com uma linha de mais de 60 produtos presentes nas gôndolas dos principais pontos de vendas espalhados por quase todas as capitais e grandes cidades dos estados brasileiros. A marca Bom Destino traz ainda a chancela do Selo de Pureza, que valoriza os produtos 100% de búfala, pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos – ABCB. “É o nosso trabalho em prol da qualidade que se destaca no mercado brasileiro e que agora será exportado”, orgulham-se os irmãos João Batista de Souza e Marcelo Vargas Leão, proprietários do laticínio e criadores de búfalos.

A história dos irmãos na atividade leiteira vem desde seu pai, que faleceu quando eles eram crianças, e sua mãe, que continuou na lida com as vacas por algum tempo, pois não conseguiu tocar e acabou vendendo os animais, arrendando parte da Fazenda Bom Destino, herdada de seu avô paterno. Mas ficaram algumas bezerras, que viraram novilhas e, em 1984, João Batista e Marcelo com oito vacas retomaram a produção de leite. “Éramos muito jovens, mas com muita garra no trabalho, e desde esse recomeço tínhamos a ideia de que precisávamos agregar valor ao leite”, lembra João Batista.

Assim, em 1989, ele fez um curso sobre fabricação de mussarela. Dos 150 litros de leite por dia, usavam 50 litros para produzir queijo e o restante era vendido a um laticínio da região. Logo, a demanda pelo produto aumentou e tiveram de comprar leite de produtores vizinhos. Um passo a mais: começaram a produzir provolone e a levar seus produtos no mercado de Belo Horizonte, “mas ainda não tínhamos uma marca nossa; nosso produto era mais de combate e precisávamos de ter uma marca forte”.

 


Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 657 (setembro/2019)

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