Ordenhadeira: boas práticas na limpeza e higienização

O rigor nessa operação não pode de jeito nenhum ser negligenciado, pois está em jogo principalmente a qualidade do leite, que pode ser drasticamente afetada

João Antônio dos Santos

Na edição anterior Maquinários abordou a importância do uso correto da ordenhadeira, bem como os cuidados e manutenção como prática que garante sua eficiência no funcionamento e maior durabilidade do equipamento.

Tão importante quanto as orientações anteriores sãos os cuidados na limpeza e higienização do equipamento a cada ordenha, com o uso correto dos produtos usados na operação, que exige atenção em uma série de aspectos para não prejudicar a qualidade do leite.

A qualidade do leite é uma necessidade imperiosa para esta cadeia produtiva: estão aí as IN 76 e 77, às quais o setor lácteo tem de se adequar. Por isso, é crucial para os produtores atentarem para a higiene primária, ou seja, na sua origem dentro das fazendas leiteiras. “Na qualidade de leite, o índice mais fácil de se adequar é a CBT, pois esse quesito depende quase que exclusivamente da higiene”, assinala Elvis Tomais, supervisor Regional e técnico em Qualidade do Leite, da ATC Launer Química.

Marcelo Augusto Vieira Amodio, gestor da Área Comercial da Sani Química, explica que a  função de um produto de limpeza, em linhas gerais, é soltar resíduos da superfície e mantê-los suspensos até sua remoção. “Quando falamos de equipamentos que têm contato com alimentos, há a necessidade também de fazer a sanitização deles, para garantir a qualidade desses alimentos”.

Por sua vez, Ricardo Vachtagne, gerente Nacional de Vendas da Weyzur do Brasil, complementa que é preciso atenção para escolher o produto certo para cada finalidade, saber quais resíduos devem ser limpos. No caso do leite, ele é composto de água (87%), gordura (3,9%), açúcares (5%), proteína (3,2%), minerais (0,7%), e outros (0,2%).

“Devemos estar atentos quanto à gordura, proteína e sais minerais, pois os demais são solúveis em água e são retirados com o primeiro enxágue. Um segundo ponto a ser levado em conta diz respeito ao tipo de equipamento a ser limpo, ou seja, se tem limpeza automática ou se a limpeza é manual”.


Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 654 (junho/2019)

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