Piá foca na qualidade e no desempenho dos cooperados

Cooperativa gaúcha investe em assistência técnica e no aumento de sua capacidade de processamento de lácteos de maior valor

Por Luiz H. Pitombo

Ao completar 50 anos de funda­ção em 2017, a Cooperativa Agropecuária Petrópolis, deten­tora da marca Piá, se mostra fiel às suas raízes, num momento em que projeta a expansão de seus negócios: focar na assistência técnica a seus produtores para que avancem em produtividade, qualidade e rentabilidade. Isto porque, para ampliar a colocação de suas diversificadas linhas de produtos lácteos em novos mercados, precisa aumentar a captação de matéria-prima de alta de qualidade. Mesmo antes de começar a captação de leite, seus produtores de leite sempre contavam com a presença de técnicos que lhes prestavam assistência.

Com sede em Nova Petrópolis, a no­roeste do Estado, na Serra Gaúcha, tem sua origem nos imigrantes alemães. Atu­almente, é composta por cerca de dois mil associados. Com a proposta de trazer desenvolvimento econômico e social aos produtores locais, a cooperativa mantém e reforça sua política de capacitação e profissionalização na busca de matéria-prima de qualidade e por baixo custo, o que cada vez mais ganha importância por sua meta de expansão de mercados com produtos de maior valor agregado. Sua produção abastece quatro estados (RS, SC, PR e SP).

Desde 2011, a Piá já fez investimen­tos da ordem de R$ 100 milhões na am­pliação de seus negócios, como na sua nova fábrica de iogurtes (R$ 85 milhões), inaugurada em 2017, que triplicou sua capacidade de produção, outros R$ 15 milhões na fábrica de processamento de frutas. E continuamente vem investindo na inovação de seu mix de produtos lácteos e na prestação de serviços aos cooperados.

De sua captação di­ária de 420 mil litros de leite, cerca de 60% são transformados em leite UHT, que representam 40% de seu faturamento, enquanto o restante é processado em iogurtes, bebidas lácteas, mantei­ga, doce de leite e outros, sendo responsável por 60% de sua receita com o leite. “Estamos depen­dentes do UHT, que é uma commodity, cujos valores têm osci­lado muito e se mostrado insatisfatórios”, afirma Jeferson Smaniotto, presidente da Piá. Assim é que a estratégia em an­damento é a de alterar esta composição do destino do leite, com 60% a 70% dele passando a ser utilizado na obtenção de produtos mais elaborados com aumento do faturamento e possibilidade de me­lhoria da remuneração ao associado, como salienta.

Para isso, inauguraram no ano pas­sado uma nova planta com capacidade para produzir 500 t/dia destes produtos de maior valor agregado, o que repre­senta mais de três vezes sua capacidade anterior. Também foi ins­talada uma nova unidade de processamento de frutas (marmelo, uva, morango e outras) para a obtenção de 450 t/mês de produtos, contra 100 t/ mês de antes, parte utili­zada para incorporação aos iogurtes e bebidas lácteas. A fruticultura é outra atividade da coope­rativa que conta com 364 associados responsáveis por 17% do faturamento de R$ 580 milhões que obteve em 2017.

—————————–

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 641, de abril 2018

Posts Relacionados

Silagem de qualidade nasce de uma sequência de cuidados, do campo ao cocho

Especialista da Supra Sementes destaca os cinco pilares que ajudam o produtor a reduzir perdas, preservar nutrientes e melhorar o desempenho do rebanho...

Dia Mundial do Doce de Leite: marca mineira transforma tradição familiar em negócio de R$ 24 milhões

Com mais de uma década de atuação, a Rocca alia a história de quatro gerações ligadas à produção leiteira à expansão no varejo e no food service...

Biotecnologias reprodutivas buscam acelerar melhoramento genético de búfalos no Amazonas

Projeto apoiado pelo Sebraetec utiliza técnicas como a transferência de embriões para ampliar a produção leiteira e multiplicar animais de genética superior...