{"id":1600,"date":"2016-04-15T10:14:45","date_gmt":"2016-04-15T13:14:45","guid":{"rendered":"http:\/\/revistabaldebranco.com.br\/?p=1600"},"modified":"2016-04-15T10:14:45","modified_gmt":"2016-04-15T13:14:45","slug":"tendencias-dos-grandes-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/tendencias-dos-grandes-produtores\/","title":{"rendered":"Tend\u00eancias dos grandes produtores"},"content":{"rendered":"<p><em>A fazenda de maior volume de leite retraiu sua produ\u00e7\u00e3o em 2015. Este \u00e9 apenas um dos v\u00e1rios indicadores apontados pelo Levantamento Top 100, realizado pelo portal Milkpoint, a partir dos maiores produtores do Pa\u00eds<\/em><!--more--><\/p>\n<p>O ano de 2015 n\u00e3o foi f\u00e1cil para os produtores de leite, considerando que houve aumento dos custos de pro\u00addu\u00e7\u00e3o em todas as regi\u00f5es, independentemente do tipo do sistema de produ\u00e7\u00e3o adotado. Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o m\u00e9dio pago pelas ind\u00fastrias foi menor do que em anos anteriores. Mesmo assim, os grandes produtores confiam na atividade e planejam aumentar o volume produzido nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, segundo o Levantamento TOP 100, que identifica as maiores fazendas leiteiras do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No estudo realizado pelo portal Milkpoint, os 100 pro\u00addutores relacionados somaram uma produ\u00e7\u00e3o de 564,8 milh\u00f5es de litros em 2015. A Fazenda Colorado, localizada em Araras-SP, se apresenta como a maior produtora, com m\u00e9dia di\u00e1ria de 60.729 litros, apesar de ter reduzido o volume 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A produ\u00e7\u00e3o individual foi de 22.166.124 litros\/ano, que \u00e9 um volume superior ao produzido em 5.157 munic\u00edpios brasi\u00adleiros do total de 5.506 que produ\u00adzem leite.<\/p>\n<p>Em tr\u00eas fazen\u00addas citadas, o vo\u00adlume di\u00e1rio de leite foi superior a 53 mil litros; em quatro outras, sendo duas em Minas Gerais e duas no Cear\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o variou de 30 a 40 mil litros\/ dia. Os Estados do Cear\u00e1, Goi\u00e1s, Mi\u00adnas Gerais, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul abrigam 11 pro\u00addutores de 21 mil a 30 mil litros\/dia. Entre os TOP 100, 49 fazendas produziram diariamente de 10 mil a 20 mil litros, e em 35 a produ\u00e7\u00e3o foi de 7 a dez mil litros\/dia.<\/p>\n<p>O Estado de Minas Gerais concentrou o maior n\u00famero de grandes produtores, com 42 fazendas apresentando vo\u00adlume entre 7 mil e 40 mil litros\/dia, que foram respons\u00e1veis por 35,8% do total produzido pelos 100 maiores (tabela 1 e figura 1). No grupo de grandes produtores brasileiros, o Paran\u00e1 participa com 20 deles, com produ\u00e7\u00e3o variando de 7 mil a 30 mil litros\/dia. Oito produtores s\u00e3o paulistas que produzem de 8 mil a 61 mil litros\/dia, e entre eles est\u00e3o os tr\u00eas maiores do Pa\u00eds. Goi\u00e1s \u00e9 o terceiro em n\u00famero de produtores e o quarto em volume produzido, com 61,3 milh\u00f5es de litros\/ano.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1602\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/618-rosangela-tabela1.jpg\" alt=\"618-rosangela-tabela1\" width=\"690\" height=\"474\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1601\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/618-rosangela-figura1.jpg\" alt=\"618-rosangela-figura1\" width=\"690\" height=\"775\" \/><br \/>\nComparando dois momentos do levantamento, de 2006 e 2016, observa-se um aumento do volume de leite produzido por este seleto grupo em 57%, passando de 359,4 milh\u00f5es para 564 milh\u00f5es de litros de leite\/ano. Em 2006, a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do cent\u00e9simo produtor foi de 5.400 litros\/ dia, e em 2016, 7.493 litros.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 10 anos, na Regi\u00e3o Sudeste, aumentou o n\u00famero de representantes em Minas Gerais, reduziu em S\u00e3o Paulo, deixou de participar um produtor do Rio de Janeiro e foi inclu\u00eddo um no Esp\u00edrito Santo. O leite mineiro cresceu 53,2%, alcan\u00e7ando 202,1 milh\u00f5es de litros em 2016 (tabela 1). Em S\u00e3o Paulo, apesar da redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de produtores, o volume se manteve, aproximadamente 84 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p>Goi\u00e1s, que possu\u00eda tr\u00eas representantes com m\u00e9dia de 13 mil litros\/dia, passou a contar com 11 produtores, com m\u00e9dia de 15 mil litros\/dia, sen\u00addo tr\u00eas produtores com produ\u00e7\u00e3o di\u00e1\u00adria variando de 20 a 30 mil litros. O Estado do Cear\u00e1 dobrou o n\u00famero de produtores, de tr\u00eas para seis fa\u00adzendas, e o leite triplicou, passou de 14,6 milh\u00f5es para 47,9 milh\u00f5es de litros\/ano, com tr\u00eas grandes pro\u00addutores, de 28, 34 e 35 mil litros por dia. Na Bahia ocorreu uma situ\u00ada\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 do Cear\u00e1, passando a contar com duas fazendas com 11 mil e uma com 20 mil litros\/dia.<\/p>\n<p><strong>Estados do Sul aumentam volume<\/strong><br \/>\nO Paran\u00e1 reduziu os produtores e a produ\u00e7\u00e3o aumentou 35,2%, e o Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram o mesmo n\u00famero de fazen\u00addas, por\u00e9m aumentou em 61% o volume do leite ga\u00facho, e em 100%, o do catarinense.<\/p>\n<p>O levantamento TOP 100-2016 passou a contar com nove produtores que n\u00e3o foram considerados no ano an\u00adterior. Onze deles mantiveram a posi\u00e7\u00e3o no ranking, 54 fazendas tiveram uma classifica\u00e7\u00e3o melhor do que 2015 e 26 produtores n\u00e3o conseguiram manter a posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O confinamento total dos animais foi o sistema de pro\u00addu\u00e7\u00e3o em 49% das fazendas. Em 19% das propriedades, as pastagens s\u00e3o a base da alimenta\u00e7\u00e3o volumosa do rebanho, e em 34% dos sistemas pode-se considerar como misto, onde o pasto \u00e9 importante, mas n\u00e3o ex\u00adclusivo como volumoso. Os sistemas mistos s\u00e3o mais frequentes no Nordeste, e o confinamento, nas regi\u00f5es Sul e Sudeste. No Centro-Oeste h\u00e1 um equil\u00edbrio entre os sistemas utilizados nas fazendas consideradas no levantamento. Observa-se tamb\u00e9m o sistema <em>compost barn<\/em> entre os grandes produtores.<\/p>\n<p>O gado Holand\u00eas \u00e9 a ra\u00e7a predominante na maioria dos rebanhos classificados no ranking TOP 100. Em 35 fazendas, o rebanho \u00e9 Girolan\u00addo, em seis propriedades \u00e9 o Gir leiteiro ou Jer\u00adsolando, e cinco produtores t\u00eam o gado Jersey, mas ainda \u00e9 comum os sistemas terem mais de uma ra\u00e7a na explora\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>O custo de produ\u00e7\u00e3o de leite foi apontado como um dos grandes desafios que os produto\u00adres t\u00eam nos pr\u00f3ximos anos. Manter o equil\u00edbrio entre o aumento dos pre\u00e7os dos insumos e a efici\u00eancia dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil. O desafio que vem em seguida, citado pelos produtores, \u00e9 a m\u00e3o de obra, com pequena disponibilidade e dificuldades em rela\u00ad\u00e7\u00e3o \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o para os trabalhos exigidos na atividade leiteira.<\/p>\n<p>Outros itens tamb\u00e9m foram citados pelos produtores TOP 100, tais como sanidade do rebanho, conforto animal, prepara\u00e7\u00e3o da ali\u00admenta\u00e7\u00e3o volumosa, reprodu\u00e7\u00e3o, obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, gest\u00e3o de pessoas, clima e cen\u00e1rio pol\u00edtico. Os desafios citados pelos grandes pro\u00addutores servem tamb\u00e9m para todos os outros que pretendem ter sucesso na atividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fazenda de maior volume de leite retraiu sua produ\u00e7\u00e3o em 2015. 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