{"id":1604,"date":"2016-03-15T10:23:34","date_gmt":"2016-03-15T13:23:34","guid":{"rendered":"http:\/\/revistabaldebranco.com.br\/?p=1604"},"modified":"2016-03-15T10:23:34","modified_gmt":"2016-03-15T13:23:34","slug":"leite-quanto-mudou-nos-ultimos-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/leite-quanto-mudou-nos-ultimos-dez-anos\/","title":{"rendered":"Leite: quanto mudou nos \u00faltimos dez anos?"},"content":{"rendered":"<p><em>De 2005 a 2015, a atividade leiteira deu sinais de maior efici\u00eancia, com rebanho crescendo 19% e o volume em 57%. Na regi\u00e3o Sul est\u00e3o os principais destaques<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Goi\u00e1s, Santa Catarina e S\u00e3o Paulo s\u00e3o os estados que mais produ\u00adzem leite no Pa\u00eds. A estimativa \u00e9 que juntos proporciona\u00adram um volume total de 28,1 bilh\u00f5es de litros em 2015, representando 80% do leite nacional. Em 2005, a produ\u00e7\u00e3o somada desses seis estados era de 17,9 bilh\u00f5es de litros de leite, o que significava 73% do total. Quer dizer, aumentou a import\u00e2ncia desses seis estados na produ\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p>Outro indicador: em 10 anos a atividade leiteira se espe\u00adcializou, com crescimento de 19% do rebanho de vacas orde\u00adnhadas e de 57% da quantidade de leite produzido. Na figura 1 observam-se os percentuais de crescimento do rebanho e da produ\u00e7\u00e3o de leite. Na figura 2 est\u00e3o os n\u00fameros de volume de leite produzido em 2005 e em 2015.<\/p>\n<p>O crescimento do rebanho, em termos percentuais, foi maior no estado de Santa Catarina, de 53%, e a produ\u00e7\u00e3o de leite dobrou no per\u00edodo, passando de 1,6 bilh\u00e3o para 3,1 bilh\u00f5es de litros de leite (figuras 1 e 2). No Rio Grande do Sul, o volume de leite tamb\u00e9m dobrou, passou de 2,5 bilh\u00f5es para 5,0 bilh\u00f5es, enquanto a incorpora\u00e7\u00e3o de vacas ordenhadas foi de 28%. O Estado do Paran\u00e1 tamb\u00e9m teve um grande crescimento na quantidade de leite produzida, saindo de 2,6 bilh\u00f5es para 4,8 bilh\u00f5es em 2015, enquanto o rebanho aumentou 27% no per\u00edodo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1605\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/617-rosangela-figura1-2.jpg\" alt=\"617-rosangela-figura1-2\" width=\"690\" height=\"805\" \/><br \/>\nMinas Gerais, que \u00e9 o maior estado pro\u00addutor de leite, cresceu em volume 38%, o que representou um acr\u00e9scimo de 2,6 bilh\u00f5es de litros, que \u00e9 a maior varia\u00e7\u00e3o absoluta quando comparado com outros estados brasileiros. Essa grande capacidade de crescimento da produ\u00e7\u00e3o foi semelhante ao desempenho do Rio Grande do Sul, com acr\u00e9scimo de 2,5 bilh\u00f5es, e do Paran\u00e1, com 2,2 bilh\u00f5es de litros. J\u00e1 o rebanho leiteiro do Estado de Goi\u00e1s aumentou 14%, en\u00adquanto a produ\u00e7\u00e3o de leite, 40%, o que significa 1,1 bilh\u00e3o de litros em 10 anos, ou cerca de 107 milh\u00f5es de litros por ano.<\/p>\n<p>Entre os estados que mais produzem leite no Pa\u00eds, S\u00e3o Paulo teve pequena mudan\u00e7a no volume produzido. Em 2005 produzia 1,7 bilh\u00e3o e, em 2015, passou a 1,8 bilh\u00e3o de litros de leite. Apesar do pequeno crescimento do volume, ocorreu melhora dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o em consequ\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o em 21% do rebanho de vacas ordenhadas, aumento em 6% da pro\u00addu\u00e7\u00e3o e a produtividade por animal passou de 1.066 litros\/vaca\/ano para 1.435 litros\/vaca\/ano, que \u00e9 um incremento de 34% em produtividade.<\/p>\n<p><strong>Algumas regi\u00f5es do Sul dobraram a produ\u00ad\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nOs melhores \u00edndices de produtividade por animal ocorreram no Rio Grande do Sul, que obteve m\u00e9dia de 3.246 litros\/vaca\/ano, com crescimento de 58% no per\u00edodo citado. A m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o por vaca em 2015 foi muito semelhante no Paran\u00e1, com 2.800 litros\/vaca\/ ano, e em Santa Catarina, com 2.830 litros\/ano. Minas Gerais, com produtividade de 1.643 litros\/vaca\/ano teve \u00edndice pouco superior \u00e0 m\u00e9dia brasileira, que foi de 1.525 litros.<\/p>\n<p>Na tabela 1 se observa as mesorregi\u00f5es mais produtoras nos estados com maior volume de leite. Est\u00e3o em destaque no mapa, 16 mesorregi\u00f5es que produziram 19,1 bilh\u00f5es de litros de leite em 2015, ou seja, 53% do leite brasileiro. O aumento de volume dessas mesorregi\u00f5es, durante os 10 anos, equivale a uma m\u00e9dia anual de 799 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, 67% do leite foi oriundo do Noroeste ga\u00facho, que produziu 3,3 bilh\u00f5es de litros em 2015. Esse volume \u00e9 mais do dobro do que foi produzido em 2005, 1,5 bilh\u00e3o de litros. A diferen\u00e7a, que representou o acr\u00e9scimo no leite ga\u00facho de 1,8 bilh\u00e3o de litros, \u00e9 equivalente \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de um produtor de leite de 507 litros na mesorregi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, a mesorregi\u00e3o do Oeste catarinense produziu 2,4 bilh\u00f5es de litros por ano, que representou 75% da produ\u00e7\u00e3o de todo o Estado. O crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite na mesorregi\u00e3o foi de 114% em rela\u00e7\u00e3o a 2005 (tabela 1). \u00c9 como dizer que surgiu a cada dia um produtor de 345 litros durante 10 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1606\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/617-rosangela-tabela1.jpg\" alt=\"617-rosangela-tabela1\" width=\"690\" height=\"694\" \/><br \/>\nNo Paran\u00e1, duas mesorregi\u00f5es produziram mais de 1 bilh\u00e3o de litros de leite em 2015, que foram o Oeste e o Sudoeste do Estado. Outras duas mesorregi\u00f5es que tamb\u00e9m se destacaram no leite foram a Centro-Oriental e o Centro-Sul, com volume de 635 milh\u00f5es de litros em cada uma delas. No conjunto, as quatro mesorregi\u00f5es produziram 3,5 bilh\u00f5es de litros, que representou 74% da produ\u00e7\u00e3o estadual. Na mesorregi\u00e3o Centro Orien\u00adtal, a produtividade m\u00e9dia por vaca ordenhada foi de 4.765 litros\/ano, que traduz o melhor \u00edndice no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Minas Gerais, que produz anualmente 9,5 bilh\u00f5es de litros de leite, tem como \u00e1reas de maior concentra\u00e7\u00e3o o Tri\u00e2ngulo Mineiro\/Alto Parana\u00edba, com 2,5 bilh\u00f5es de litros, e o Sul\/Sudoeste de Minas, com 1,5 bilh\u00e3o de litros. Na mesorregi\u00e3o Central Mineira e no Vale do Rio Doce, o volume foi em m\u00e9dia de 890 milh\u00f5es de litros\/ano. Nas quatro mesorregi\u00f5es destacadas foram produzidos 60% do leite mineiro.<\/p>\n<p>Das mesorregi\u00f5es do Estado de Goi\u00e1s, destaca-se o Sul, com 1,9 bilh\u00e3o, e o Centro, com 1,1 bilh\u00e3o. Juntas produziram 81% do leite do Estado. No Estado de S\u00e3o Paulo, quatro mesorregi\u00f5es produziram 1,1 bilh\u00e3o de litros de leite, com m\u00e9dia de 260 milh\u00f5es de litros em cada uma delas, que foram: Campinas, S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Vale do Para\u00edba e Presidente Prudente. Em 10 anos, a mesor\u00adregi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto apresentou redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite de 94 milh\u00f5es de litros, passando de 374 milh\u00f5es para 279 milh\u00f5es em 2015, equivalente ao desaparecimento semanal de um produtor de 176 litros.<\/p>\n<p>Os seis citados estados com maior volume de leite passaram a produzir cerca de 8 bilh\u00f5es de litros de leite em 10 anos, volume equivalente a 3,5 vezes a produ\u00e7\u00e3o do Uruguai e a 71% da produ\u00e7\u00e3o da Argentina, que s\u00e3o os dois pa\u00edses mais exportadores de l\u00e1cteos para o Brasil. Esses dados mostram que o Brasil tem grande capacidade de crescimento para atuar no mercado internacional. Ent\u00e3o, qual \u00e9 a proposta do setor para ser reconhecido como um dos setores mais importantes do agroneg\u00f3cio brasileiro?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2005 a 2015, a atividade leiteira deu sinais de maior efici\u00eancia, com rebanho crescendo 19% e o volume em 57%. 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