{"id":1613,"date":"2016-01-15T10:37:22","date_gmt":"2016-01-15T12:37:22","guid":{"rendered":"http:\/\/revistabaldebranco.com.br\/?p=1613"},"modified":"2016-01-15T10:37:22","modified_gmt":"2016-01-15T12:37:22","slug":"o-leite-nos-biomas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/o-leite-nos-biomas-brasileiros\/","title":{"rendered":"O leite nos biomas brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><em>A pecu\u00e1ria de leite est\u00e1 presente nos seis diferentes biomas que se espalham pelo Pa\u00eds. Na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e3o os maiores \u00edndices, tendo Ponta Grossa-PR como a principal refer\u00eancia, com produtividade m\u00e9dia de 6.131 litros\/vaca\/ano<\/em><!--more--><\/p>\n<p>O Brasil possui uma \u00e1rea de 8,5 milh\u00f5es de km2 com seis diferentes biomas: Floresta Amaz\u00f4nica, Cerrado, Caatinga, Mata Atl\u00e2ntica, Pantanal e Pampa, como se observa na figura 1. Em todos eles existem estabelecimentos rurais com produ\u00e7\u00e3o de leite, uma atividade que em 2014 representou para o Pa\u00eds um total de 35,2 bilh\u00f5es de litros, com um rebanho de vacas ordenhadas de 23 milh\u00f5es de cabe\u00e7as.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1617\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/616-rosangela-figura1-1.jpg\" alt=\"616-rosangela-figura1\" width=\"690\" height=\"813\" \/>Na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica foi produzida mais da metade do leite brasileiro, 54% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Este bioma abrigou 45% do rebanho produtivo e ocupa 13% do territ\u00f3rio, como pode ser observado na figura 2. A vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi sendo substitu\u00edda, ao longo dos anos, por pastagens, que s\u00e3o a base da alimenta\u00e7\u00e3o na maioria dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de leite deste bioma, restando hoje apenas 7% da vegeta\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>Na tabela 1 est\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de leite e a produtividade do rebanho nos diversos biomas. Observa-se que, nos \u00faltimos 10 anos, a Mata atl\u00e2ntica apresentou o maior crescimento da atividade leiteira, 63,5%, comparando-se os volumes produzidos em 2004 e 2014.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1614\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/616-rosangela-figura2-1.jpg\" alt=\"616-rosangela-figura2\" width=\"690\" height=\"586\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1615\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/616-rosangela-tabela1-1.jpg\" alt=\"616-rosangela-tabela1\" width=\"690\" height=\"438\" \/><br \/>\nEntre as microrregi\u00f5es que fazem parte da Mata Atl\u00e2ntica, as 10 com maior volume de leite foram Chapec\u00f3, S\u00e3o Miguel do Oeste e Conc\u00f3rdia em Santa Catarina; Passo Fundo e Tr\u00eas Passos, no Rio Grande do Sul, e Francisco Beltr\u00e3o, Toledo, Ponta Grossa, Cascavel e Pato Branco, no Paran\u00e1. Estas microrregi\u00f5es produziram 4,8 bilh\u00f5es de litros de leite, com m\u00e9dia de produtividade animal de 3.727 litros\/vaca\/ano.<\/p>\n<p>As microrregi\u00f5es destacadas no mapa da figura 3 produzem entre 33% e 66% do leite de cada bioma. Na Mata Atl\u00e2ntica, as microrregi\u00f5es que mais produzem est\u00e3o localizadas em duas grandes regi\u00f5es, sendo que uma delas agrega o noroeste do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paran\u00e1, e a outra \u00e9 formada pelo sul de Minas, Zona da Mata e microrregi\u00f5es de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, que fazem divisa com Minas Gerais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1616\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/07\/616-rosangela-figura3.jpg\" alt=\"616-rosangela-figura3\" width=\"690\" height=\"779\" \/>J\u00e1 o Cerrado ocupa 24% das \u00e1reas brasileiras e foi respons\u00e1vel por 10,4 bilh\u00f5es de litros, 31% do volume total do Pa\u00eds. No per\u00edodo de 2004 a 2014 cresceu 39,5% em volume. Seu clima \u00e9 marcante, apresentando duas esta\u00e7\u00f5es bem definidas: seca e das chuvas. A vegeta\u00e7\u00e3o original praticamente n\u00e3o existe mais, cedeu lugar para as culturas de soja e milho e para as pastagens. As microrregi\u00f5es com maior volume de leite s\u00e3o Patos de Minas, Patroc\u00ednio, Arax\u00e1, Uberl\u00e2ndia, Paracatu, Curvelo, Frutal e Passos, em Minas Gerais; Meia Ponte e Sudoeste de Goi\u00e1s, em Goi\u00e1s. Estas dez microrregi\u00f5es produziram, juntas, 4,2 bilh\u00f5es de litros de leite, com produtividade m\u00e9dia de 1.919 litros\/vaca\/ano.<\/p>\n<p><strong>Variabilidade dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Caatinga, localizada na regi\u00e3o Nordeste, produziu 2,5 bilh\u00f5es de litros de leite, ocupa 10% da \u00e1rea e \u00e9 caracterizada pela vegeta\u00e7\u00e3o rala do Semi\u00e1rido, sujeita a per\u00edodos de seca intensos. Grande parte do sert\u00e3o nordestino sofre alto risco de desertifica\u00e7\u00e3o devido \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, das condi\u00e7\u00f5es do solo e das secas prolongadas.<\/p>\n<p>As \u00e1reas localizadas mais pr\u00f3ximas do litoral s\u00e3o chamadas de agreste. Nesta regi\u00e3o ocorre maior incid\u00eancia de chuvas e \u00e9 onde est\u00e3o as microrregi\u00f5es mais produtivas, como \u00e9 o caso do Vale do Ipanema e Garanhuns, em Pernambuco; Palmeira dos \u00cdndios, Batalha, Arapiraca e Santana do Ipanema, em Alagoas, e Sergipana do Sert\u00e3o de S\u00e3o Francisco, no Sergipe. Outra regi\u00e3o que se destaca nesse ecossistema \u00e9 no leste do Cear\u00e1, nas microrregi\u00f5es pr\u00f3ximas de Serra do Pereiro.<\/p>\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica abrange 49% do territ\u00f3rio nacional, produz 7% do leite brasileiro e tem 10% do rebanho das vacas ordenhadas. Localizada na regi\u00e3o Norte, \u00e9 considerada a maior floresta tropical do mundo, com clima quente e \u00famido. O leite produzido neste bioma tem origem principalmente nas microrregi\u00f5es de Ji-Paran\u00e1, Cacoal, Porto Velho e Ariquemes, em Rond\u00f4nia; Imperatriz, no Maranh\u00e3o; Col\u00edder e Jauru, no Mato Grosso, e Reden\u00e7\u00e3o, no Par\u00e1. Juntas, produzem 1,2 bilh\u00e3o de litros de leite. A produtividade animal m\u00e9dia \u00e9 muito baixa, e em apenas 20 microrregi\u00f5es o \u00edndice foi superior a 1.000 litros de leite por vaca\/ano. As microrregi\u00f5es de Bel\u00e9m e Alto Paraguai, no Mato Grosso, chegaram a 1.460 litros\/ano por vaca ordenhada.<\/p>\n<p>O Pampa, formado por 15 microrregi\u00f5es, ocupa 63% do territ\u00f3rio do Estado do Rio Grande do Sul e se caracteriza por terrenos planos das plan\u00edcies e dos planaltos. A produ\u00e7\u00e3o de leite de 479 milh\u00f5es de litros em 2014 teve lugar principalmente nas microrregi\u00f5es ga\u00fachas de Santo \u00c2ngelo e Pelotas. Este bioma apresenta a maior m\u00e9dia de produtividade por animal, de 2.244 litros\/vaca\/ano.<\/p>\n<p>As tr\u00eas microrregi\u00f5es que comp\u00f5em o Pantanal, que s\u00e3o o Alto Pantanal, no Mato Grosso, e Aquidauana e Baixo Pantanal, no Mato Grosso do Sul, produziram 48 milh\u00f5es de litros de leite em 2014. A atividade leiteira \u00e9 desenvolvida de forma extensiva, com predomin\u00e2ncia de rebanhos de duplo-prop\u00f3sito (carne e leite), cuja m\u00e9dia de produtividade animal \u00e9 de 894 litros\/vaca\/ano.<\/p>\n<p>A grande variabilidade dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil acompanha a diversifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, por\u00e9m algumas caracter\u00edsticas devem ser perseguidas e servir de exemplo, como \u00e9 o caso da produtividade animal m\u00e9dia da microrregi\u00e3o de Ponta Grossa, de 6.131 litros\/vaca\/ano, na Mata Atl\u00e2ntica; de Patroc\u00ednio, com 2.856 litros, no Cerrado; de Palmeira dos \u00cdndios, com 2.959 litros, na Caatinga; de Bel\u00e9m ou Alto Paraguai, com 1.460 litros, na Floresta Amaz\u00f4nica; de Pelotas, com 2.779 litros, no Pampa, ou ainda do Alto Pantanal, com 1.109 litros, no Pantanal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pecu\u00e1ria de leite est\u00e1 presente nos seis diferentes biomas que se espalham pelo Pa\u00eds. Na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e3o os maiores \u00edndices, tendo Ponta Grossa-PR como a principal refer\u00eancia, com produtividade m\u00e9dia de 6.131 litros\/vaca\/ano<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1613\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}