{"id":2242,"date":"2016-07-31T18:32:53","date_gmt":"2016-07-31T21:32:53","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=2242"},"modified":"2016-07-31T18:32:53","modified_gmt":"2016-07-31T21:32:53","slug":"milho-vaca-precisa-aproveita-lo-ao-maximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/milho-vaca-precisa-aproveita-lo-ao-maximo\/","title":{"rendered":"Milho: a vaca precisa aproveit\u00e1-lo ao m\u00e1ximo"},"content":{"rendered":"<p><em>No Brasil, o milho digere menos que nos EUA. No entanto, o aproveitamento do amido na dieta das vacas deve ser m\u00e1ximo, pr\u00f3ximo de 5% se sua presen\u00e7a for conferida nas fezes do animal. \u00c9 a medida americana, mas que tamb\u00e9m j\u00e1 vem sendo <\/em><em>obtida por aqui<\/em> <!--more--><\/p>\n<p>Professor de Ci\u00eancia Animal da Universidade de Purdue, no estado de Indiana-EUA, Shawn S. Donkin \u00e9 um dos pesquisadores mais destacados em nutri\u00e7\u00e3o bovina, atuando diretamente em estudos envolvendo aumento de efici\u00eancia alimentar, metabolismo lip\u00eddico e hep\u00e1tico, resist\u00eancia \u00e0 insulina e suprimento de prote\u00edna p\u00f3s-r\u00famen.<\/p>\n<p>No ano passado esteve no Brasil, fazendo palestras no ciclo Formuleite, organizado pelo laborat\u00f3rio de an\u00e1lise de forragens 3rlab. Foi quando falou sobre resposta metab\u00f3lica de vacas leiteiras a produtos da digest\u00e3o ruminal do amido, tema que tamb\u00e9m norteia esta entrevista exclusiva concedida \u00e0 Balde Branco. Por v\u00e1rias vezes, compara o aproveitamento dos gr\u00e3os do milho utilizado nos Estados Unidos com o do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mestre pela Universidade da Pensilv\u00e2nia e PhD pela Universidade de Wisconsin, Donkin fala tamb\u00e9m de sua experi\u00eancia como nutricionista em fazendas norte-americanas e resume um pouco do muito que sabe sobre alimenta\u00e7\u00e3o de vacas leiteiras. Em sua visita ao nosso pa\u00eds, conferiu as pr\u00e1ticas de algumas fazendas, as quais lhe deixaram muito bem impressionado na utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologia no manejo e nos programas de melhoria gen\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Balde Branco &#8211; <\/strong><em>Por que precisamos trabalhar com milho na dieta de vacas leiteiras?<\/em><br \/>\n<strong>Shawn S. Donkin &#8211;<\/strong> Esta pergunta \u00e9 muito interessante, pois praticamente to\u00acdas as dietas em que me envolvi, inclusive as que tive oportunidade de ver aqui no Brasil, t\u00eam como refer\u00eancia o amido do milho. Bom, precisamos trabalhar com amido por alguns motivos. Primeiro, por\u00acque est\u00e1 provado que ao retirarmos o amido da formula\u00e7\u00e3o da dieta a produ\u00e7\u00e3o de lei\u00acte da vaca cai. Outro fato: a baixa densidade energ\u00e9tica da forragem, que limita o consumo de mat\u00e9ria seca, pode ser corrigida com a utiliza\u00e7\u00e3o de amido, com o objetivo proporcionar que o animal consuma mais e consiga atingir a produ\u00e7\u00e3o determinada por sua gen\u00e9tica. Sem contar que o amido \u00e9 palat\u00e1vel e somente por este motivo ajuda a aumentar o consumo de mat\u00e9ria seca. Em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 fermenta\u00e7\u00e3o no r\u00famen, a participa\u00e7\u00e3o do amido se mostra mais eficiente ao produzir menos metano. Tenho visto algumas dietas que utilizam como fonte de forragem a cana-de-a\u00e7\u00facar, no entanto, essas dietas precisam de amido para otimizar o funcionamento do r\u00famen e como consequ\u00eancia aumentar a produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/p>\n<p><strong>BB &#8211; <\/strong><em>Qual tem sido o foco das pesquisas sobre utiliza\u00e7\u00e3o de amido para ruminantes?<\/em><br \/>\n<strong>SSD &#8211;<\/strong> Muitos experimentos t\u00eam focado no que acontece com o amido no r\u00famen e esquecem que em uma vaca de alta produ\u00e7\u00e3o, 40% da digest\u00e3o do amido acontece no intestino delgado e grosso, ou seja, quase metade da digestibilidade do amido acontece no trato gastrointestinal. Como se sabe que o amido brasileiro fermenta menos no r\u00famen devido ao seu maior teor de prolamina, a digestibilidade no intestino passa a ser ainda mais importante para a pecu\u00e1ria de leite no Brasil.<\/p>\n<p><strong>BB &#8211;<\/strong> <em>O sr. poderia discorrer um pouco mais sobre a menor fermentabilidade do amido brasileiro e o impacto que isto teria na digestibilidade do intestino?<\/em><br \/>\n<strong>SSD &#8211;<\/strong> Acredito que o professor Marcos Neves Pereira, da Universidade Federal de Lavras, tem demonstrado que o amido brasileiro cont\u00e9m mais prolamina, uma prote\u00edna insol\u00favel, que funciona como uma peneira ao redor dos gr\u00e3os de amido do milho. Sabe\u00acmos que para ocorrer digest\u00e3o no r\u00famen precisamos que o material esteja sol\u00favel. Portanto, esta prote\u00edna precisa ser solubilizada e degradada pelos microorganismos para que os mesmos possam fermentar o amido. O problema \u00e9 que os alimentos n\u00e3o ficam muito tempo no r\u00famen, sendo assim, n\u00e3o se consegue degradar muita prolamina no r\u00famen, passando para o intestino e levando consigo o amido intacto.<\/p>\n<p><em>Leia a \u00edntegra desta entrevista na edi\u00e7\u00e3o Balde Branco 621, de julho 2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, o milho digere menos que nos EUA. No entanto, o aproveitamento do amido na dieta das vacas deve ser m\u00e1ximo, pr\u00f3ximo de 5% se sua presen\u00e7a for conferida nas fezes do animal. \u00c9 a medida americana, mas que tamb\u00e9m j\u00e1 vem sendo obtida por aqui<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}