{"id":2376,"date":"2016-08-17T14:19:12","date_gmt":"2016-08-17T17:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=2376"},"modified":"2016-08-17T14:19:12","modified_gmt":"2016-08-17T17:19:12","slug":"queijos-producao-e-importacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/queijos-producao-e-importacao\/","title":{"rendered":"Queijos: produ\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Cerca de 11 bilh\u00f5es de litros de leite\/ano s\u00e3o transformados em queijos no Pa\u00eds, sem considerar a produ\u00e7\u00e3o informal. Mesmo assim, s\u00e3o importados mais de 21 mil t, sendo metade da Argentina<\/em><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil, em 2015, ficou em aproximadamente 34 bilh\u00f5es de litros. Desse volume, 24 bilh\u00f5es de litros foram captados por ind\u00fastrias. Do leite inspecionado e processado, 54% foram embalados como leite fluido, leite em p\u00f3, iogurtes e sobremesas, enquanto 46% (11 bilh\u00f5es de litros) foram transformados em queijos, segundo a Abiq-Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Queijo. E desse total, 68% foram queijos considerados como grandes commodities, que s\u00e3o a mussarela, o queijo prato e o requeij\u00e3o culin\u00e1rio, como se observa na tabela 1.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2377\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/08\/622-figura1.jpg\" alt=\"622-figura1\" width=\"690\" height=\"821\" \/><\/p>\n<p>As ind\u00fastrias de latic\u00ednios est\u00e3o presentes em todo o territ\u00f3rio nacional e somam 1.679 estabelecimentos, conforme destacado na figura 1. A concentra\u00e7\u00e3o se d\u00e1, em sua maior parte, nas regi\u00f5es de maior produ\u00e7\u00e3o de leite, principalmente na regi\u00e3o centro-sul de Minas Gerais, que abriga 36% de todas as ind\u00fastrias de latic\u00ednios fiscalizadas, somando 609 unidades.<\/p>\n<p>Completando: na regi\u00e3o Sudeste s\u00e3o 868 empresas, sendo 180 em S\u00e3o Paulo, 50 no Rio de Janeiro e 29 no Esp\u00edrito Santo; na regi\u00e3o Sul, existem 149 unidades no Paran\u00e1, 105 no Rio Grande do Sul e 90 em Santa Catarina; no Centro-Oeste, s\u00e3o 252 unidades e 159 est\u00e3o em Goi\u00e1s; nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, mais 100 estabelecimentos em cada uma delas.<\/p>\n<p>A Junta Comercial do Estado de Minas Gerais registra 1.995 unidades de processamento de leite, considerando tamb\u00e9m a inspe\u00e7\u00e3o estadual e municipal. A maioria delas \u00e9 de m\u00e9dio e pequeno porte. Em territ\u00f3rio mineiro estima-se que 6,1 bilh\u00f5es de litros de leite sejam transformados em queijos por ano. A produ\u00e7\u00e3o total do Estado \u00e9 de 9,5 bilh\u00f5es de litros de leite.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de queijo, que acontece em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds, \u00e9 o destino de cerca de 60% do leite informal, estimado em 10 bilh\u00f5es de litros, ou seja, 6 bilh\u00f5es de litros de leite\/ano s\u00e3o transformados em diferentes tipos de queijos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2378\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2016\/08\/622-tabela1.jpg\" alt=\"622-tabela1\" width=\"690\" height=\"482\" \/><\/p>\n<p><strong>Brasil importador de queijos<\/strong><br \/>\nEm 2015, foram captados por ind\u00fastrias de latic\u00ednios com inspe\u00e7\u00e3o aproximadamente 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional. O leite informal \u00e9 vendido diretamente ao consumidor e processado na pr\u00f3pria fazenda. A maior parte desta produ\u00e7\u00e3o se transforma em queijo minas frescal, minas padr\u00e3o e mussarela. O com\u00e9rcio desses produtos \u00e9 frequente nas pequenas cidades do interior do Pa\u00eds e na periferia das grandes cidades.<\/p>\n<p>A tabela 1 traz o mercado internacional de queijos. Em 2015 importamos 21.550 t de diferentes tipos de queijo e exportamos 2.522 t, o que nos coloca como importadores de l\u00e1cteos. A origem das importa\u00e7\u00f5es foi a Argentina (50%) e o Uruguai (36%). Tamb\u00e9m compramos queijos da Holanda, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Alemanha, al\u00e9m de outros sete pa\u00edses. Os principais produtos importados foram a mussarela, o queijo fundido e a pasta semidura. Em 2015, as compras totalizaram US$ 95,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ainda s\u00e3o bastante pequenas e totalizaram US$ 10,8 milh\u00f5es. Os queijos brasileiros foram consumidos em 13 pa\u00edses, mas nosso maior comprador, no ano passado, foi o Chile (39%); em menor propor\u00e7\u00e3o, o Paraguai (13%) e Taiwan (12%).<\/p>\n<p>Nos primeiros seis meses de 2016, importamos 17.417 t, com valor aproximado de US$ 57,1 milh\u00f5es. As importa\u00e7\u00f5es foram principalmente de mussarela (36%) e queijos de pasta semidura (25%). Esses produtos vieram do Uruguai (46%) e da Argentina (25%). As exporta\u00e7\u00f5es, at\u00e9 junho deste ano, renderam US$ 5,7 milh\u00f5es (1.394 t exportadas) e foram para 12 pa\u00edses, sendo a R\u00fassia e o Chile os maiores compradores.<\/p>\n<p>Com a expectativa de melhora da economia brasileira neste segundo semestre, espera-se um aumento do consumo de leite e derivados, principalmente do queijo. Com o pre\u00e7o do leite pago ao produtor em ascens\u00e3o e a falta do produto no mercado interno, revela-se uma boa oportunidade para os produtores brasileiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 11 bilh\u00f5es de litros de leite\/ano s\u00e3o transformados em queijos no Pa\u00eds, sem considerar a produ\u00e7\u00e3o informal. 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