{"id":29435,"date":"2025-06-16T11:00:26","date_gmt":"2025-06-16T14:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br\/?p=29435"},"modified":"2025-06-16T11:00:26","modified_gmt":"2025-06-16T14:00:26","slug":"brucelose-bovina-entenda-os-prejuizos-e-a-eficacia-da-revacinacao-no-controle-da-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/brucelose-bovina-entenda-os-prejuizos-e-a-eficacia-da-revacinacao-no-controle-da-doenca\/","title":{"rendered":"Brucelose bovina: entenda os preju\u00edzos e a efic\u00e1cia da revacina\u00e7\u00e3o no controle da doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em><strong>M\u00e9dico-veterin\u00e1rio da\u00a0<span class=\"il\">MSD<\/span>\u00a0Sa\u00fade Animal detalha as diferen\u00e7as das vacinas B19 e RB-51, principais meios de preven\u00e7\u00e3o nos rebanhos bovinos<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00a0Doen\u00e7a causada principalmente pela bact\u00e9ria\u00a0<i>Brucella abortus<\/i>, a brucelose bovina \u00e9 respons\u00e1vel por altos preju\u00edzos na cadeia produtiva. Um\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/pvb\/a\/B3NKT3n5HS3YqfQ4DfMK4wH\/abstract\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.scielo.br\/j\/pvb\/a\/B3NKT3n5HS3YqfQ4DfMK4wH\/abstract\/?lang%3Dpt&amp;source=gmail&amp;ust=1750124607905000&amp;usg=AOvVaw0DIpy7WjW6FRxzYa2olfCm\">estudo<\/a>\u00a0publicado em 2013 demonstra que as perdas derivadas da brucelose no Brasil foram estimadas em R$420,12 e R$226,47 para cada f\u00eamea infectada acima de 24 meses de idade em rebanhos de leite e corte, respectivamente. Os c\u00e1lculos incluem gastos relacionados com as ocorr\u00eancias de abortos, natimortos, subfertilidade, descartes involunt\u00e1rios, mortalidade, interven\u00e7\u00f5es veterin\u00e1rias e diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite e de carne.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A porta de entrada mais importante da bact\u00e9ria \u00e9 pelo trato digestivo, conforme detalha o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Rafael Luiz, gerente de mercado de Gado de Leite na\u00a0<span class=\"il\">MSD<\/span>\u00a0Sa\u00fade Animal. \u201cA infec\u00e7\u00e3o se inicia quando um animal suscet\u00edvel ingere \u00e1gua ou alimentos contaminados. Al\u00e9m disso, um animal pode adquirir a doen\u00e7a ao cheirar fetos abortados, pois a bact\u00e9ria pode entrar pelas mucosas do nariz e dos olhos. E as f\u00eameas prenhes ainda podem infectar suas crias no \u00fatero, durante ou logo ap\u00f3s o parto.\u201d<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O impacto da doen\u00e7a para bezerros \u00e9 relevante. Rafael explica que a manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica mais comum e de maior impacto s\u00e3o os abortos. Eles ocorrem geralmente no ter\u00e7o final da gesta\u00e7\u00e3o, o que resulta na perda direta de bezerros, impactando negativamente a taxa de natalidade dos rebanhos. Ainda, caso o aborto n\u00e3o ocorra, como as vacas infectadas podem parir bezerros prematuros ou muito fracos, com menor viabilidade e maior susceptibilidade a outras doen\u00e7as, aumenta a taxa de mortalidade neonatal.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m \u00e9 importante entender que, na maioria das vezes, na primeira gesta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, o animal aborta. Entretanto, o aborto \u00e9 muito menos frequente na segunda gesta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o e muito raro a partir da terceira gesta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, devido ao desenvolvimento de imunidade celular. \u201cIsso pode causar a falsa ideia de que o animal est\u00e1 curado, criando uma situa\u00e7\u00e3o preocupante, pois o animal infectado continua a disseminar a infec\u00e7\u00e3o durante os partos normais, mesmo sem apresentar sintomas\u201d, destaca Rafael.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O m\u00e9dico-veterin\u00e1rio ainda pontua que a infec\u00e7\u00e3o pode levar \u00e0 morte do bezerro logo ap\u00f3s o parto e causar infertilidade tempor\u00e1ria ou permanente nas f\u00eameas, resultando em menor taxa de prenhez e, consequentemente, menor n\u00famero de nascimento de bezerros.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Protocolo de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para reduzir a preval\u00eancia e os impactos da brucelose na cadeia produtiva, a vacina\u00e7\u00e3o de f\u00eameas bovinas e bubalinas \u00e9 uma medida obrigat\u00f3ria e essencial do Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). A preven\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00f5es causadas por\u00a0<i>Brucella abortus<\/i>\u00a0em bovinos \u00e9 feita por meio da imuniza\u00e7\u00e3o com as vacinas B19 e RB-51, e revacina\u00e7\u00e3o com RB-51.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A vacina B19 \u00e9 uma amostra de\u00a0<i>B. abortus<\/i>\u00a0lisa, que pode ser aplicada em f\u00eameas bovinas de tr\u00eas a oito meses de idade, sem possibilidade de revacina\u00e7\u00e3o ou de vacina\u00e7\u00e3o ap\u00f3s os oito meses. Ela induz a forma\u00e7\u00e3o de anticorpos espec\u00edficos, podendo interferir no diagn\u00f3stico sorol\u00f3gico da brucelose, gerando um falso positivo em animais de at\u00e9 24 meses.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 a RB-51 \u00e9 a vacina com a cepa rugosa da\u00a0<i>Brucella abortus<\/i>, que pode ser aplicada tamb\u00e9m de tr\u00eas a oito meses de idade ou a partir dos oito meses. Por possuir a cepa rugosa, n\u00e3o gera resultados falso positivo e permite a realiza\u00e7\u00e3o de exames sorol\u00f3gicos antes dos 24 meses. Al\u00e9m disso, diferentemente da B19, permite realizar a revacina\u00e7\u00e3o dos animais e, com tr\u00eas doses de Bovilis\u00ae RB-51, \u00e9 poss\u00edvel ter uma prote\u00e7\u00e3o de 97% dos animais contra a brucelose, conforme\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwi759WewtiNAxWaqpUCHROYMMEQFnoECBwQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fveterinary-science%2Farticles%2F10.3389%2Ffvets.2024.1440599%2Fpdf&amp;usg=AOvVaw1fu3ehBhJfIZ-C440tj7ii&amp;opi=89978449\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.google.com\/url?sa%3Dt%26rct%3Dj%26q%3D%26esrc%3Ds%26source%3Dweb%26cd%3D%26ved%3D2ahUKEwi759WewtiNAxWaqpUCHROYMMEQFnoECBwQAQ%26url%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.frontiersin.org%252Fjournals%252Fveterinary-science%252Farticles%252F10.3389%252Ffvets.2024.1440599%252Fpdf%26usg%3DAOvVaw1fu3ehBhJfIZ-C440tj7ii%26opi%3D89978449&amp;source=gmail&amp;ust=1750124607905000&amp;usg=AOvVaw39nPd6Al3I63h27iM5go7v\">estudo<\/a>\u00a0realizado pela\u00a0<span class=\"il\">MSD<\/span>\u00a0Sa\u00fade Animal.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cA vacina viva atenuada Bovilis\u00ae RB-51 se destaca por propiciar o controle e uma poss\u00edvel erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a na fazenda em curto per\u00edodo, justamente pela possibilidade de revacina\u00e7\u00e3o. Outro diferencial \u00e9 a possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de exames sorol\u00f3gicos a partir de oito meses de vida do animal, ou depois dos 24 meses (quando se usa a B-19), j\u00e1 que n\u00e3o leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de anticorpos\u201d, diz Rafael.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Impacto em humanos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Um problema de sa\u00fade p\u00fablica, a brucelose \u00e9 transmitida aos seres humanos principalmente por meio do contato direto com animais infectados ou suas secre\u00e7\u00f5es, como placentas, fetos abortados, leite contaminado e at\u00e9 mesmo a carca\u00e7a. Outra fonte importante de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 a ingest\u00e3o de alimentos provenientes de animais infectados, a partir do consumo de leite cru, seus derivados n\u00e3o pasteurizados e da carne mal passada.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cA brucelose possui car\u00e1ter ocupacional, envolvendo principalmente trabalhadores que manejam animais e da cadeia de produ\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios, carnes e seus derivados. Por isso, o manuseio das vacinas com o uso adequado de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPI&#8217;s) \u00e9 fundamental, assim como o cuidado com a coc\u00e7\u00e3o dos alimentos\u201d, ressalta o especialista da biofarmac\u00eautica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9dico-veterin\u00e1rio da\u00a0MSD\u00a0Sa\u00fade Animal detalha as diferen\u00e7as das vacinas B19 e RB-51, principais meios de preven\u00e7\u00e3o nos rebanhos bovinos \u00a0Doen\u00e7a causada principalmente pela bact\u00e9ria\u00a0Brucella abortus, a brucelose bovina \u00e9 respons\u00e1vel por altos preju\u00edzos na cadeia produtiva. 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