{"id":3019,"date":"2016-11-14T10:10:33","date_gmt":"2016-11-14T12:10:33","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=3019"},"modified":"2016-11-14T10:10:33","modified_gmt":"2016-11-14T12:10:33","slug":"compost-barn-um-sistema-que-veio-para-ficar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/compost-barn-um-sistema-que-veio-para-ficar\/","title":{"rendered":"Compost barn: Um sistema que veio para ficar"},"content":{"rendered":"<p><em>Esse confinamento ganha for\u00e7a e cada vez mais adeptos no Brasil, consolidando-se como mais uma op\u00e7\u00e3o para se produzir leite. No entanto, suas vantagens s\u00f3 aparecem se for bem projetado<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Romualdo Ven\u00e2ncio<\/strong><\/p>\n<p>Desde que chegou ao Brasil, em 2011, o sis\u00actema de confinamento de gado leiteiro compost barn tem ocupado cada vez mais espa\u00e7o nos debates sobre solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para o setor. Hoje, s\u00e3o diversos os produtores que decidiram apostar e est\u00e3o comprovando os benef\u00edcios de tal escolha, j\u00e1 popular nos Estados Unidos e em Israel. Por aqui, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio e propriet\u00e1rio da consultoria Alcance Rural, Adriano Seddon, estima que existam cerca de 300 unidades instaladas, seja de forma integral, seja parcial.<\/p>\n<p>\u201cOnde mais tem crescido \u00e9 em Goi\u00e1s, seguido do Rio Grande do Sul e Santa Catarina\u201d, comenta. Os principais diferenciais do compost barn est\u00e3o no custo por vaca, no conforto dos animais \u2013 que gera avan\u00e7os em produ\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o e sanidade \u2013 e nos ganhos ambientais. Est\u00e1 nesse trip\u00e9 o principal apoio na decis\u00e3o dos produtores que, em sua maioria, segundo Seddon, chegaram a um impasse: oferecem conforto para o rebanho ou, ent\u00e3o, deixam a atividade.<\/p>\n<p>Isso costuma ocorrer principalmente em fazendas que passam por duas situa\u00e7\u00f5es distintas durante o ano: \u201cParece at\u00e9 que s\u00e3o duas propriedades, uma que vai bem no inverno e se ganha dinheiro, e outra que tem problemas no ver\u00e3o e tudo d\u00e1 errado. Diante desse desequil\u00edbrio, que causa instabilidade na gest\u00e3o, come\u00e7aram a procurar o compost barn\u201d, explica o veterin\u00e1rio, um dos respons\u00e1veis pela entrada e dissemina\u00e7\u00e3o do sistema no Brasil.<\/p>\n<p>Grosso modo, esse confinamento consiste em uma \u00e1rea comum dentro de um galp\u00e3o no qual o piso de cimento d\u00e1 lugar a uma cama de maravalha ou serragem, com altura geralmente acima de 30 cm. Devido ao conforto oferecido, os animais ficam mais tranquilos e deixam de ter problemas de casco por atrito, por exemplo. H\u00e1 ainda grande impacto na sa\u00fade do rebanho, sobretudo, do aparelho mam\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os dejetos das vacas se misturam ao material da cama, passam por um processo natural de compostagem e podem at\u00e9 servir como fertilizante para lavouras da pr\u00f3pria fazenda, ou at\u00e9 para comercializa\u00e7\u00e3o. Mas isso tudo s\u00f3 acontece se houver informa\u00e7\u00e3o, planejamento e compromisso. At\u00e9 mesmo quem j\u00e1 tem experi\u00eancia com esse tipo de manejo reconhece a import\u00e2ncia de continuar a aprender, avaliar e aprimorar.<\/p>\n<p><em>Leia a \u00edntegra desta mat\u00e9ria na edi\u00e7\u00e3o Balde Branco 625, de novembro 2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse confinamento ganha for\u00e7a e cada vez mais adeptos no Brasil, consolidando-se como mais uma op\u00e7\u00e3o para se produzir leite. 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