{"id":32179,"date":"2026-02-23T07:00:34","date_gmt":"2026-02-23T10:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br\/?p=32179"},"modified":"2026-02-23T07:00:34","modified_gmt":"2026-02-23T10:00:34","slug":"rebrote-de-plantas-daninhas-desafia-a-pecuaria-e-exige-manejo-tecnico-nas-pastagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/rebrote-de-plantas-daninhas-desafia-a-pecuaria-e-exige-manejo-tecnico-nas-pastagens\/","title":{"rendered":"Rebrote de plantas daninhas desafia a pecu\u00e1ria e exige manejo t\u00e9cnico nas pastagens"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><i>Uso correto de herbicidas e adjuvantes amplia a efici\u00eancia do controle, reduz custos e preserva a produtividade das \u00e1reas<\/i><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As pastagens s\u00e3o a base da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. Mesmo ap\u00f3s interven\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou mec\u00e2nicas, muitas invasoras apresentam alta capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, voltando a competir com as forrageiras por luz, \u00e1gua e nutrientes. O resultado \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da oferta de mat\u00e9ria seca, queda na qualidade do pasto e impacto direto no desempenho do rebanho.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Segundo Robson Luiz Slivinski Dantas, t\u00e9cnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, um dos erros mais comuns \u00e9 apostar apenas no controle mec\u00e2nico. \u201cA ro\u00e7adora elimina a parte a\u00e9rea, mas n\u00e3o atinge o sistema radicular. Isso estimula o rebrote e, muitas vezes, torna a planta ainda mais vigorosa. Al\u00e9m disso, muitas plantas daninhas t\u00eam alta toler\u00e2ncia a cortes, ao pisoteio e at\u00e9 mesmo a aplica\u00e7\u00f5es malconduzidas de herbicidas. Sem um manejo qu\u00edmico adequado, o problema tende a se repetir\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A presen\u00e7a cont\u00ednua de invasoras reduz a capacidade de suporte da \u00e1rea e compromete o ganho m\u00e9dio di\u00e1rio (GMD) dos animais, j\u00e1 que muitas dessas plantas t\u00eam baixa palatabilidade e valor nutritivo inferior \u00e0s gram\u00edneas forrageiras. Em alguns casos, esp\u00e9cies t\u00f3xicas como a erva-de-santiago e o cip\u00f3-preto podem afetar a sa\u00fade do rebanho, elevando ainda mais os preju\u00edzos. No longo prazo, \u00e1reas invadidas se degradam mais rapidamente e demandam maiores investimentos em recupera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A escolha inadequada do herbicida tamb\u00e9m est\u00e1 entre os fatores que favorecem o rebrote. \u201cProdutos com espectro de controle incompat\u00edvel com as plantas presentes na \u00e1rea, doses incorretas ou aplica\u00e7\u00f5es realizadas em est\u00e1gios avan\u00e7ados das invasoras reduzem a efici\u00eancia e exigem reaplica\u00e7\u00f5es. \u00c9 fundamental selecionar o herbicida correto, respeitar a dose recomendada e aplicar no momento certo. Quando o produto n\u00e3o \u00e9 sist\u00eamico ou n\u00e3o tem a\u00e7\u00e3o adequada sobre a esp\u00e9cie alvo, o controle \u00e9 parcial e o custo aumenta\u201d, ressalta Dantas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os adjuvantes tamb\u00e9m desempenham papel estrat\u00e9gico para potencializar os resultados. Eles melhoram a ader\u00eancia e a espalhabilidade das gotas, favorecem a penetra\u00e7\u00e3o do produto na cut\u00edcula da folha e reduzem perdas por deriva.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cO uso destes produtos \u00e9 especialmente importante em condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas, como altas temperaturas, presen\u00e7a de vento ou orvalho intenso, e em casos de invasoras com folhas cerosas ou em rebrote avan\u00e7ado. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a formula\u00e7\u00e3o adequada pode ser determinante para evitar falhas e retrabalho\u201d, afirma o especialista.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A tecnologia de aplica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante para o sucesso do controle. Equipamentos bem calibrados, bicos adequados, volume de calda correto e respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o medidas que fazem diferen\u00e7a no resultado. \u201cAplica\u00e7\u00f5es com ventos acima de 10 km\/h, temperaturas superiores a 30\u00b0C ou com previs\u00e3o de chuva nas seis horas seguintes tendem a reduzir a efic\u00e1cia do controle. Al\u00e9m disso, plantas jovens s\u00e3o mais suscet\u00edveis aos herbicidas, tornando o monitoramento da \u00e1rea um fator-chave para o sucesso do manejo\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Do ponto de vista econ\u00f4mico, o manejo correto reduz desperd\u00edcios, evita reaplica\u00e7\u00f5es e amplia a produtividade da pastagem. Com \u00e1reas mais limpas e forrageiras bem estabelecidas, o pecuarista consegue maior lota\u00e7\u00e3o, melhor desempenho animal e maior longevidade do pasto.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Dantas, o primeiro passo \u00e9 o diagn\u00f3stico correto da \u00e1rea. \u201c\u00c9 fundamental identificar quais plantas est\u00e3o presentes e em que est\u00e1gio de desenvolvimento elas se encontram. A partir disso, o produtor deve escolher o herbicida adequado, utilizar adjuvantes de qualidade, calibrar corretamente os equipamentos e respeitar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Com planejamento e tecnologia, \u00e9 poss\u00edvel controlar o rebrote de forma eficiente e prolongar a vida \u00fatil da pastagem\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ele ressalta ainda que, ap\u00f3s o controle, \u00e9 indispens\u00e1vel avaliar a efici\u00eancia do manejo e realizar os ajustes necess\u00e1rios. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o ao uso excessivo de ro\u00e7adoras, que pode estimular o rebrote das invasoras. O ideal, segundo o especialista, \u00e9 priorizar o controle das rebrotas com tecnologia qu\u00edmica bem aplicada e pr\u00e1ticas preventivas, garantindo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pastagens s\u00e3o a base da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. 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