{"id":3434,"date":"2017-01-15T10:42:51","date_gmt":"2017-01-15T12:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=3434"},"modified":"2017-01-15T10:42:51","modified_gmt":"2017-01-15T12:42:51","slug":"parana-um-estado-cada-vez-mais-leiteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/parana-um-estado-cada-vez-mais-leiteiro\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1: um Estado cada vez mais leiteiro"},"content":{"rendered":"<p><em>Como segundo maior estado produtor de leite no Pa\u00eds, com 4,660 bilh\u00f5es de litros, o Paran\u00e1 tem regi\u00f5es com produtividade superior \u00e0s da Argentina e da Austr\u00e1lia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira de leite foi de 35 bilh\u00f5es de litros em 2015, de acordo com os dados publicados pela pesquisa do IBGE. Isso representa uma redu\u00e7\u00e3o de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Apesar do menor volume, o desempenho da atividade ocorreu de forma diferente nas regi\u00f5es, com crescimento no Sul e no Nordeste e redu\u00e7\u00e3o nas demais.<\/p>\n<p>No Sul, a produ\u00e7\u00e3o foi maior no Paran\u00e1 e em Santa Catarina e menor no Rio Grande do Sul. Com produ\u00e7\u00e3o de 4,660 bilh\u00f5es de litros em 2015, o Paran\u00e1 passou a ser o segundo maior estado produtor de leite no Pa\u00eds, superando o volume produzido no Rio Grande do Sul, que foi de 4,599 bilh\u00f5es. Minas Gerais continua como maior produtor, com 9,145 bilh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p>As mesorregi\u00f5es paranaenses que mais se destacaram, em termos de quantidade, com produ\u00e7\u00e3o superior a 1 bilh\u00e3o de litros anuais, foram o Oeste, com 1,120 bilh\u00e3o, e o Sudoeste, com 1,099 bilh\u00e3o de litros de leite. O Centro-Sul e o Centro Oriental produziram cerca de 620 milh\u00f5es de litros\/ano, como se observa na figura 1. No per\u00edodo de 2000 a 2015, em todas as mesorregi\u00f5es do Estado houve incremento da atividade leiteira, exceto na Metropolitana de Curitiba e no Norte Central Paranaense.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3435 size-full\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/figura1.jpg\" alt=\"figura1\" width=\"690\" height=\"538\" \/><\/p>\n<p>Considerando apenas 10 microrregi\u00f5es paranaenses que apresentaram maior volume de leite no Estado em 2015, a quantidade produzida foi de 3,399 bilh\u00f5es de litros, com crescimento de 47,1% no per\u00edodo de 2005 a 2015. No per\u00edodo mais recente, de 2010 a 2015, o aumento foi de 35,8%, como pode ser observado na figura 2 e na tabela 1. As dez microrregi\u00f5es citadas representam 73% do leite estadual.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3436\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/figura2.jpg\" alt=\"figura2\" width=\"690\" height=\"543\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3437 size-full\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/tabela1-1.jpg\" alt=\"tabela1\" width=\"690\" height=\"539\" \/><\/p>\n<p>Nas microrregi\u00f5es de Umuarama e Pitanga, ocorreu um grande aumento da produ\u00e7\u00e3o de leite, cujo volume mais que dobrou: passou de 182 milh\u00f5es para 385 milh\u00f5es de litros. Em Ponta Grossa e Francisco Beltr\u00e3o, o crescimento da produ\u00e7\u00e3o foi, em m\u00e9dia, de 162 milh\u00f5es de litros de leite. Em cinco anos, essas duas microrregi\u00f5es passaram a produzir 323 milh\u00f5es de litros a mais que o estimado em 2010. Numericamente, isso significa que, em cinco anos, cada produtor dessas microrregi\u00f5es incrementou sua produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria em 177 litros ou surgiu um novo produtor.<\/p>\n<p><strong>Dobro da produ\u00e7\u00e3o do Uruguai<\/strong><br \/>\nNa m\u00e9dia brasileira, a produ\u00e7\u00e3o de leite por vaca foi de 1.609 litros\/ano. Na regi\u00e3o Sul, a produtividade foi maior: 2.900 litros. Considerando apenas o Estado do Paran\u00e1, a m\u00e9dia foi de 2.840 litros\/ano.<\/p>\n<p>Na tabela 1, se observa a produtividade m\u00e9dia nas microrregi\u00f5es paranaenses e nota-se que em Ponta Grossa, com 6.433 litros\/ano, foi superior \u00e0 m\u00e9dia da Argentina ou da Austr\u00e1lia, de 6.000 litros\/vaca. A produtividade animal de Toledo e Pato Branco foi de 4.400 litros\/vaca\/ano. Em Foz do Igua\u00e7u, Francisco Beltr\u00e3o, Capanema, Pitanga e Cascavel, foi de 3 a 3,5 mil litros\/vaca. Entre as dez microrregi\u00f5es com maior volume de leite, Umuarama foi a que apresentou a menor produtividade por animal, em m\u00e9dia, de 2.232 litros\/ano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3438\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/figura3.jpg\" alt=\"figura3\" width=\"690\" height=\"770\" \/><\/p>\n<p>No per\u00edodo de 2010 a 2015, as microrregi\u00f5es de Prudent\u00f3polis, Irati, Umuarama, Pitanga e Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria mais que dobraram o volume de leite produzido. Esse desempenho reflete que tr\u00eas microrregi\u00f5es, que n\u00e3o s\u00e3o as de maior produ\u00e7\u00e3o, tiveram grande desenvolvimento, sugerindo que a atividade leiteira cresce n\u00e3o s\u00f3 nas regi\u00f5es tradicionais, mas tamb\u00e9m em outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A quantidade de leite produzido no Paran\u00e1 \u00e9 o dobro do volume produzido no Uruguai, que foi de 2,310 bilh\u00f5es de litros e produtividade de 5.200 litros\/vaca, em 2014. O pa\u00eds vizinho \u00e9 um grande exportador de l\u00e1cteos para o Brasil, haja vista que em onze meses de 2016 consumimos 115 mil t de l\u00e1cteos uruguaios. Se os brasileiros derem prefer\u00eancia ao leite produzido no Pa\u00eds, a atividade continuar\u00e1 crescendo no Paran\u00e1 com mercado garantido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como segundo maior estado produtor de leite no Pa\u00eds, com 4,660 bilh\u00f5es de litros, o Paran\u00e1 tem regi\u00f5es com produtividade superior \u00e0s da Argentina e da Austr\u00e1lia<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3434","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3434\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}