{"id":3466,"date":"2017-01-21T12:29:47","date_gmt":"2017-01-21T14:29:47","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=3466"},"modified":"2017-01-21T12:29:47","modified_gmt":"2017-01-21T14:29:47","slug":"agronegocio-soma-19-milhoes-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/agronegocio-soma-19-milhoes-de-pessoas\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio soma 19 milh\u00f5es de pessoas"},"content":{"rendered":"<p><em>Desse total, quase a metade trabalha dentro da porteira. A bovinocultura, de corte e leite re\u00fane um total de 3,16 milh\u00f5es de trabalhadores<\/em><\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nPesquisa do Cepea-Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada, da Esalq\/USP, revela que, atualmente, chega a 19 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas ocupadas no agroneg\u00f3cio brasileiro, com destaque para o segmento prim\u00e1rio (\u201cdentro da porteira\u201d), com 9,09 milh\u00f5es de trabalhadores ou quase metade do total.<\/p>\n<p>Agroind\u00fastria e servi\u00e7os empregam, respectivamente, 4,12 milh\u00f5es e 5,67 milh\u00f5es de pessoas, enquanto, no segmento de insumos do agroneg\u00f3cio, est\u00e3o outras 227,9 mil pessoas. Esses n\u00fameros referem-se ao ano de 2015 (dados mais recentes) e n\u00e3o incluem os trabalhadores que produzem exclusivamente para pr\u00f3prio consumo.<\/p>\n<p>No segmento prim\u00e1rio agr\u00edcola do agroneg\u00f3cio, destaca-se a quantidade expressiva de pessoas ocupadas no grupo \u201coutras lavouras\u201d, de 2,9 milh\u00f5es de trabalhadores, correspondentes \u00e0 metade do total empregado, de 5,9 milh\u00f5es. Outros 16% est\u00e3o ligados a atividades com gr\u00e3os e 12%, com caf\u00e9. No segmento prim\u00e1rio da pecu\u00e1ria, por sua vez, a bovinocultura, de corte e leite, predomina no que diz respeito \u00e0 quantidade de pessoas ocupadas, participando com 65% do total, de 3,16 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Apesar do grande n\u00famero de pessoas ocupadas no segmento prim\u00e1rio do agroneg\u00f3cio, ainda \u00e9 elevada a parcela sem carteira assinada neste segmento. Por outro lado, na ind\u00fastria e nos insumos, os trabalhadores com carteira assinada representam a maioria do total. Considerando-se todos os segmentos do agroneg\u00f3cio, 36% dos empregados t\u00eam carteira assinada e 33% atuam por conta pr\u00f3pria. Outros 15% est\u00e3o como empregados sem carteira assinada e apenas 4%, como empregadores.<\/p>\n<p>O estudo do Cepea aponta, ainda, que, no agroneg\u00f3cio, tem-se elevada concentra\u00e7\u00e3o de pessoas que n\u00e3o chegaram a iniciar o ensino m\u00e9dio, somando quase 60% do total de pessoas ocupadas. Ao mesmo tempo, o percentual de pessoas com ensino superior completo no agroneg\u00f3cio se limita a 8,5%, frente a uma taxa de quase 17% para o mercado de trabalho brasileiro em geral. Esse quadro reflete principalmente os dados verificados no segmento prim\u00e1rio, em que mais de 80% das pessoas ocupadas n\u00e3o iniciaram o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Empregados do agroneg\u00f3cio brasileiro recebem, em m\u00e9dia, R$ 1.499 mensais, conforme dados de 2015. O segmento que mais remunera \u00e9 o de insumos, que inclui a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, defensivos, ra\u00e7\u00f5es, produtos veterin\u00e1rios e m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas, com rendimento m\u00e9dio mensal habitual de R$ 2.331 (para a mesma categoria de empregados).<\/p>\n<p>O segmento prim\u00e1rio, por sua vez, paga, em m\u00e9dia, R$ 998 mensais na pecu\u00e1ria e R$ 891 por m\u00eas na agricultura, correspondendo aos menores sal\u00e1rios entre os segmentos do agroneg\u00f3cio, ainda considerando-se os dados de 2015. Os empregados na \u00e1rea de servi\u00e7os recebem R$ 2.019 por m\u00eas. Para os trabalhadores da ind\u00fastria agr\u00edcola e pecu\u00e1ria, os sal\u00e1rios s\u00e3o de R$ 1.663 e R$ 1.397, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><em>O estudo foi coordenado por <\/em><em>Geraldo Sant\u2019Ana de Camargo Barros (PhD), tendo como pesquisadores Nicole Renn\u00f3 Castro, Alexandre Nunes de Almeida, Ana Carolina de Paula Morais, Leandro Gilio, Adriana Ferreira Silva, Arlei Luiz Fachinello e Gustavo Ferrarezi Giachini.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desse total, quase a metade trabalha dentro da porteira. A bovinocultura, de corte e leite re\u00fane um total de 3,16 milh\u00f5es de trabalhadores<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}