{"id":3517,"date":"2017-01-31T22:00:13","date_gmt":"2017-02-01T00:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=3517"},"modified":"2017-01-31T22:00:13","modified_gmt":"2017-02-01T00:00:13","slug":"leite-ano-se-inicia-com-preco-estavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/leite-ano-se-inicia-com-preco-estavel\/","title":{"rendered":"Leite: ano se inicia com pre\u00e7o est\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Assim como j\u00e1 esperado por colaboradores do Cepea-Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada-Esalq\/USP, os pre\u00e7os do leite recebido<!--more--> por produtores em janeiro seguiram est\u00e1veis (ligeiro recuo de 0,15%) frente aos de dezembro, fechando a R$ 1,1885\/litro na \u201cm\u00e9dia Brasil\u201d (MG, RS, SP, PR, GO, BA e SC).<\/p>\n<p>Segundo os entrevistados, o excesso de chuva na regi\u00e3o Sul do Brasil e o baixo volume de precipita\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s e em Minas Gerais limitaram o ritmo de crescimento na oferta nas principais bacias produtoras.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses, parte dos agentes consultados acredita em recupera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do leite ao produtor, fundamentada no poss\u00edvel aquecimento da demanda por conta do retorno das aulas e na recupera\u00e7\u00e3o da economia nacional.<\/p>\n<p>Para este m\u00eas de fevereiro, especificamente, a maioria dos produtores entrevistados, que representam 42,1% do leite amostrado, ainda espera estabilidade nos pre\u00e7os. Por\u00e9m\u2019, os outros 38,8%, que representam 54,7% do volume amostrado de leite, acreditam em alta. Apenas 7,5%, que representam 3,1% do volume da amostra, esperam queda nos valores.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no campo, o \u00cdndice de Capta\u00e7\u00e3o de Leite do Cepea (ICAP-L\/Cepea) sinalizou pequena queda de 0,1% no volume de novembro para dezembro. Dos sete estados inclu\u00eddos no ICAP-L\/Cepea, destacaram-se Bahia, com aumento de 4,51% na capta\u00e7\u00e3o, e Rio Grande do Sul, com queda de 0,80%. No acumulado do ano anterior, o ICAP-L registrou queda de 2,96%.<\/p>\n<p>Completando, o Cepea destaca ainda que o pre\u00e7o do leite UHT continua em alta, sustentado pela leve melhora na demanda pelo derivado em janeiro. J\u00e1 o queijo mussarela segue em queda pelo sexto m\u00eas consecutivo, mas com indicativos de invers\u00e3o de tend\u00eancia para o pr\u00f3ximo m\u00eas. As m\u00e9dias de janeiro (at\u00e9 dia 30) do leite UHT e do queijo mussarela negociados no atacado do estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o de R$ 2,3668\/litro e de R$ 14,64\/kg, respectivamente, altas de 4,79% e baixa de 1,01%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>2016: m\u00e9dia \u00e9 a maior da s\u00e9rie<br \/>\n<\/strong>Considerando-se os pre\u00e7os reais (valores deflacionados pelo IPCA de dez\/16) no ano passado, a m\u00e9dia l\u00edquida anual foi de R$ 1,253\/litro, 21,8% superior \u00e0 de 2015 e a maior de toda a s\u00e9rie anual do Cepea, iniciada em 2004. No correr de 2016, o clima impactou fortemente na produ\u00e7\u00e3o de leite nas principais bacias, reduzindo a oferta de mat\u00e9ria-prima em boa parte do ano.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2016, o aumento significativo no volume de chuvas atrapalhou a qualidade das pastagens e a log\u00edstica para coleta do leite nas propriedades. Com a produ\u00e7\u00e3o no campo abaixo do esperado e com o avan\u00e7o da entressafra, os estoques das ind\u00fastrias reduziram, impulsionado os valores ao produtor a patamares recordes. Por\u00e9m, diferente dos anos anteriores, o in\u00edcio sazonal da safra coincidiu com a chegada das chuvas, resultando em forte recupera\u00e7\u00e3o dos estoques e queda nos pre\u00e7os ao produtor a partir de agosto.<\/p>\n<p>Do lado da demanda, as crises econ\u00f4mica e pol\u00edtica continuaram impactando no mercado l\u00e1cteo. Mesmo com a ligeira melhora no consumo de alguns derivados quando comparados a 2015, grande parte desses produtos ainda \u00e9 classificada como bem superiores de consumo, e, com o poder de compra do consumidor ainda em recupera\u00e7\u00e3o, a demanda \u00e9 considerada baixa pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>J\u00e1 os custos de produ\u00e7\u00e3o das propriedades leiteiras seguiram em alta em 2016. O Custo Operacional Efetivo (COE) acumulou aumento de 5,26%, abaixo do IPCA, que subiu 6,29% no ano passado. O item que mais se valorizou em 2016 foi o concentrado (11,6%), que tem a maior pondera\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o dos custos, de 45,5% do COE. J\u00e1 o item que registrou a maior queda foi o das forrageiras anuais, com 11,5%, principalmente por conta dos fertilizantes e defensivos.<\/p>\n<p><strong>Conseleites confirmam estabilidade<br \/>\n<\/strong>Confirmando a tend\u00eancia apontada pelo Cepea, o Conseleite RS indica o pre\u00e7o de refer\u00eancia para o litro de leite em janeiro\/2017 de R$ 0,9367, menos de 1% abaixo do consolidado em dezembro de 2016 (R$ 0,9453), o que revela um quadro de estabilidade. O secret\u00e1rio-executivo do Sindilat-Sindicato das Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, informou que os atuais n\u00fameros mostram recupera\u00e7\u00e3o em outros itens importantes no mix de produtos do setor l\u00e1cteo, a exemplo do UHT, que teve eleva\u00e7\u00e3o de 5,68%.<\/p>\n<p>Ao se referir aos n\u00fameros tabulados pela Universidade Federal de Passo Fundo, ele disse que a maioria dos produtos pesquisados come\u00e7a o ano um pouco acima dos valores praticados em janeiro de 2016, como o leite pasteurizado, al\u00e9m do UHT. Outro dirigente do Sindilat, Raul Amaral, lembrou que tais valores v\u00eam sendo alcan\u00e7ados mesmo sendo verificada redu\u00e7\u00e3o de consumo de l\u00e1cteos devido \u00e0 sazonalidade tradicional do per\u00edodo de ver\u00e3o e f\u00e9rias escolares.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Conseleite de Santa Catarina aponta tamb\u00e9m pequenas varia\u00e7\u00f5es nas cota\u00e7\u00f5es de janeiro\/2017 se comparadas com dezembro\/2016. Respectivamente, para o leite acima do padr\u00e3o, o valor refer\u00eancia foi de R$ 1,214 contra R$ 1,188; para o leite padr\u00e3o, R$ 1,055 contra R$ 1,033; para o leite abaixo do padr\u00e3o, R$ 0,959 contra R$ 0,939. Os dados parciais do <em>MilkPoint Radar<\/em>, aplicativo que monitora cerca de 500 produtores, informava, em meados de janeiro, que o pre\u00e7o m\u00e9dio praticado era, ent\u00e3o, de R$ 1,292, praticamente o mesmo do m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Segundo o aplicativo, at\u00e9 o momento, o mercado n\u00e3o apresenta uma tend\u00eancia \u00fanica para os pre\u00e7os, mas indica que as varia\u00e7\u00f5es foram relativamente pequenas. Completando o leque dos indicadores, o Conseleite do Paran\u00e1, reunido no dia 17 de janeiro, apontou o pre\u00e7o de refer\u00eancia para o leite padr\u00e3o: R$ 1,306, referindo-se \u00e0 mat\u00e9ria-prima com 3,50% de gordura, 3,10% de prote\u00edna, 400 mil c\u00e9lulas som\u00e1ticas \/ml e 300 mil ufc\/ml de contagem bacteriana.<\/p>\n<p>Ao conferir todos esses n\u00fameros, o analista Rafael Ribeiro, da Scot Consultoria, n\u00e3o tem d\u00favida de que o mercado do leite est\u00e1 ganhando sustenta\u00e7\u00e3o. \u201cProva disso \u00e9 que os pre\u00e7os no mercado\u00a0<em>spot<\/em>\u00a0e no atacado j\u00e1 subiram\u201d, diz. Segundo levantamento realizado na primeira quinzena de janeiro, o leite comercializado entre as ind\u00fastrias alcan\u00e7ou pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 1,259 por litro, posto na plataforma, uma alta de 7,2% em rela\u00e7\u00e3o a quinzena anterior. Em Minas Gerais os neg\u00f3cios ocorreram, em m\u00e9dia, em R$1,269 por litro, um aumento de 5,3% na compara\u00e7\u00e3o quinzenal.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio m\u00ednimo eleva os custos<br \/>\n<\/strong>Os custos de produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria leiteira aumentaram em janeiro de 2017, segundo o \u00cdndice Scot Consultoria, que apontou alta de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro do ano passado. Destaque para o custo com os colaboradores, em fun\u00e7\u00e3o do reajuste de 6,5% no sal\u00e1rio m\u00ednimo, al\u00e9m disso, combust\u00edvel (2,8%), defensivos (1,7%) e fertilizantes (0,3%) ficaram mais caros. \u201cPor outro lado, houve queda nos pre\u00e7os dos alimentos concentrados, com destaque para o milho e farelos\u201d, cita Ribeiro.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com janeiro do ano passado, os custos de produ\u00e7\u00e3o da atividade acumulam valoriza\u00e7\u00e3o de 5,4%. A expectativa para 2017 \u00e9 de uma maior disponibilidade de gr\u00e3os (milho e soja) e, consequentemente, queda nos pre\u00e7os dos alimentos concentrados. No entanto, observa ele, o d\u00f3lar pode trazer surpresas, caso a conjuntura externa valorize a moeda norte-americana, deixando mais caro os produtos importados.<\/p>\n<p>Ribeiro cinta ainda que a balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos terminou 2016 com d\u00e9ficit de US$ 484,52 milh\u00f5es, segundo dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os. O d\u00e9ficit aumentou 401,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. \u00c9 o maior desde 2013. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de produtos l\u00e1cteos ca\u00edram 29,6% na compara\u00e7\u00e3o com 2015, totalizando 51,82 mil toneladas.<\/p>\n<p>\u201cEsse desempenho sofr\u00edvel pode ser explicado em fun\u00e7\u00e3o da queda da produ\u00e7\u00e3o e da alta de pre\u00e7os dos produtos nacionais, gerando menor competitividade no mercado internacional. Al\u00e9m disso, importantes clientes, como a Venezuela, reduziram as compras em 2016\u201d, relata, observando que as importa\u00e7\u00f5es aumentaram 80,6% em volume em 2016, comparado com 2015, totalizando 242,57 mil toneladas de l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>Para 2017 alguns indicativos levam a crer que as importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos devem ser menores. \u201cApesar das recentes quedas nos pre\u00e7os dos produtos no mercado internacional existem sinais de recupera\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es, devido a menor oferta mundial. Atualmente, o pre\u00e7o m\u00e9dio do leite em p\u00f3 est\u00e1 em US$ 3.283,00\/t, 50,0% mais que h\u00e1 um ano\u201d, destaca. A expectativa de melhora gradual na produ\u00e7\u00e3o nacional tamb\u00e9m deve contribuir para o cen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1<\/strong><br \/>\n<strong>Pre\u00e7os pagos pelos latic\u00ednios (brutos) e recebidos pelos produtores (l\u00edquidos) em JANEIRO\/17 referentes ao leite entregue em DEZEMBRO\/16<\/strong><\/p>\n<p class=\"xl24\" style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; tab-stops: 1.0cm;\"><a href=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/tabela1.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3518\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/01\/tabela1.png\" alt=\"tabela1\" width=\"690\" height=\"360\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Fonte: Cepea-Esalq\/USP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como j\u00e1 esperado por colaboradores do Cepea-Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada-Esalq\/USP, os pre\u00e7os do leite recebido<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3517","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3517\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}