{"id":4595,"date":"2017-06-21T20:46:46","date_gmt":"2017-06-21T23:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=4595"},"modified":"2017-06-21T20:46:46","modified_gmt":"2017-06-21T23:46:46","slug":"acoes-e-tendencias-nas-industrias-de-laticinios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/acoes-e-tendencias-nas-industrias-de-laticinios\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00f5es e tend\u00eancias nas ind\u00fastrias de latic\u00ednios"},"content":{"rendered":"<p><em>No Brasil, empresas do setor apostam em aquisi\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es, tend\u00eancia que se observa tamb\u00e9m em outras partes do mundo, buscando redu\u00e7\u00e3o de custos e garantia de mercado<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o quarto maior produtor mundial de leite, com 35 bilh\u00f5es de litros\/ano. Em 2016, o volume captado para processamento em ind\u00fastrias de lati\u00adc\u00ednios do Pa\u00eds foi de 23 bilh\u00f5es de litros. O volume de leite que entra na ind\u00fastria \u2013 chamado de \u201cleite SIF\u201d \u2013 tem reduzido nos \u00faltimos anos. Em 2014, o percentual captado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o total foi de 70%, caiu para 69% em 2015 e em 2016 reduziu para 66%, segundo dados disponibilizados pela Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE.<\/p>\n<p>Apesar da diminui\u00e7\u00e3o do volume total captado nas oito maiores ind\u00fastrias de latic\u00ednios, cresceu a compra do leite nos \u00faltimos tr\u00eas anos. A quantidade total adquirida pelas maiores em 2014 foi de 7,8 bilh\u00f5es de litros e passou para 7,9 bilh\u00f5es de litros em 2015. As empresas que mais aumentaram o volume comprado foram Lactalis\/Elebat, em 11,8%; Vigor, 51,8%, e as tr\u00eas cooperativas juntas, Castrolanda, Batavo e Capal, que praticam um modelo de intercoopera\u00e7\u00e3o e aumentaram em 13,7%.<\/p>\n<p>Na figura 1 pode ser observado que entre as oito maiores ocorreu redu\u00e7\u00e3o na compra de leite na Nestl\u00e9, de 11,6%; na CCPR\/Itamb\u00e9, de 4,4%, e na Aurora, de 7,3%, de acordo com o levantamento realizado pela Leite Brasil.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4597\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/06\/figura1.jpg\" alt=\"figura1\" width=\"690\" height=\"378\" \/>Ainda considerando as oito maiores companhias que atuam no Brasil, as empresas que reduziram o volume cap\u00adtado, Aurora, CCP\/Itamb\u00e9 e Nestl\u00e9, diminu\u00edram tamb\u00e9m o n\u00famero de fornecedores. As outras cinco empresas aumen\u00adtaram o volume e o n\u00famero de fornecedores, em diferentes percentuais dos valores de 2014 em rela\u00e7\u00e3o a 2015.<\/p>\n<p>O n\u00famero de produtores que vendeu leite para as empre\u00adsas mencionadas foi de 42.980. Chama a aten\u00e7\u00e3o a Aurora, que aumentou em 51,8% o volume de leite e em apenas 8,0% o n\u00famero de fornecedores, e o Latic\u00ednios Bela Vista, que aumentou em 2,5% o volume adquirido com 18,4% a mais no n\u00famero de produtores, como se observa na figura 2.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4596\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/06\/figura2.jpg\" alt=\"figura2\" width=\"690\" height=\"438\" \/>Associa\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es entre as ind\u00fastrias<\/strong><br \/>\nA globa\u00adliza\u00e7\u00e3o que torna os mercados mais competitivos, a ins\u00adtabilidade econ\u00f4mica e o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o refletem no consumo de derivados l\u00e1cteos, colocando os produtores, as empresas e os consumi\u00addores em situa\u00e7\u00e3o de alerta. N\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas no mundo todo, a maioria das ind\u00fastrias atua realizando associa\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es com o objetivo de reduzir custos e continuar crescendo.<\/p>\n<p>No Brasil, a empresa su\u00ed\u00e7a Emmi adqui\u00adriu 40% da participa\u00e7\u00e3o no Latic\u00ednio Porto Alegre, localizado na Zona da Mata de Minas Gerais. Com essa opera\u00e7\u00e3o, o latic\u00ednio mi\u00adneiro acelera seus planos de crescimento e a Emmi inicia sua estrat\u00e9gia de entrada no Pa\u00eds. No \u00faltimo relat\u00f3rio do CNIEL, de abril de 2017, foi citado que a Lactalis confirmou o interesse em adquirir a cooperativa argentina Sancor, que est\u00e1 em crise.<\/p>\n<p>Outras associa\u00e7\u00f5es e incorpora\u00e7\u00f5es recentes, envolvendo as ind\u00fastrias de latic\u00ednios, tamb\u00e9m relatadas pelo CNIEL, foram: a francesa Danone, que ocupa a nona posi\u00e7\u00e3o no ranking das maiores in\u00add\u00fastrias brasileiras, vendeu sua subsidi\u00e1ria Stonyfield Farm e adquiriu a WhiteWave Foods, que \u00e9 especializada em produtos l\u00e1cteos org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>No continente asi\u00e1tico, a gigante Huishan Dairy, na China, que vive um momento turbulento financeiramente, est\u00e1 reduzindo suas atividades e buscando alternativas para resolver o tal impasse. No Sri Lanka, a Cargill Ceylon inaugurou uma usina de produtos l\u00e1cteos, que \u00e9 a maior do pa\u00eds em termos de volume captado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das aquisi\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es do setor industrial, no setor produtivo tamb\u00e9m se observam mudan\u00e7as. Por exemplo, no Vietn\u00e3, a Vinamilk investiu na primeira fazenda de leite org\u00e2nico, seguindo as nor\u00admas europeias, e implantou 10 sistemas de produ\u00e7\u00e3o, com 500 vacas em lacta\u00e7\u00e3o em cada n\u00facleo, para produ\u00e7\u00e3o de leite org\u00e2nico, para atender \u00e0 demanda do mercado mundial.<\/p>\n<p>Empresas europeias, as maiores &#8211; A americana Brookside, em Uganda, investiu na renova\u00e7\u00e3o de sua usina de l\u00e1cteos, em Kampala, para atender ao mercado africano. Em Ruan\u00adda, o Minist\u00e9rio da Agricultura lan\u00e7ou um projeto, de US$ 65 milh\u00f5es, para o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o de leite e processamento de l\u00e1cteos. Ainda no continente africano, na Tanz\u00e2nia, a Danone pretende se tornar a acionista ma\u00adjorit\u00e1ria da filial da Kenyan Brookside Dairy.<\/p>\n<p>Na Europa tamb\u00e9m ocorrem mudan\u00e7as no setor indus\u00adtrial e produtivo. Na Fran\u00e7a, a La\u00efta investiu 80 milh\u00f5es em uma nova planta, com capacidade para processar 20 mil t de leite em p\u00f3 por ano. Na Espanha, a TGT investiu em uma f\u00e1brica de queijos e est\u00e1 construindo um sistema de produ\u00e7\u00e3o para abrigar 20 mil vacas em lacta\u00e7\u00e3o, cha\u00admado de Valle de Odieta, em 3 mil hectares de pastagem parcialmente irrigadas e com produ\u00e7\u00e3o estimada em 580 mil litros\/dia.<\/p>\n<p>O Rabobank fez um levantamento das grandes ind\u00fastrias de l\u00e1cteos no mundo, classificando-as de acordo com o fa\u00adturamento em 2013, listadas na tabela 1. Quando comparou os resultados com os de anos anteriores, verificou mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o no ranking, fato este que ocorre pela fragilidade da economia e por limita\u00e7\u00f5es de oferta da mat\u00e9ria-prima. Observa-se que cinco das maiores empresas no mundo s\u00e3o europeias, duas delas s\u00e3o americanas, uma \u00e9 da Nova Ze\u00adl\u00e2ndia, outra \u00e9 do Canad\u00e1, e outra ainda, \u00e9 chinesa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4598\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/06\/tabela1.jpg\" alt=\"tabela1\" width=\"690\" height=\"470\" \/>As mudan\u00e7as do setor leiteiro nacional e mundial ocorrem para a sustentabilidade econ\u00f4mica, sempre buscando redu\u00ad\u00e7\u00e3o dos custos e garantias de mercado. No Brasil, produtores e ind\u00fastrias de latic\u00ednios est\u00e3o trilhando o mesmo caminho.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es ainda desfavor\u00e1veis dos mercados de tra\u00adbalho e de cr\u00e9dito dificultam uma retomada mais expressiva do consumo das fam\u00edlias brasileiras, principalmente dos l\u00e1cteos, que est\u00e3o diretamente relacionados ao poder de compra da popula\u00e7\u00e3o. Com a quarta maior produ\u00e7\u00e3o de leite do mundo e os movimentos de consolida\u00e7\u00e3o do setor em andamento, parece natural antever que processos de concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e de processamento de l\u00e1cteos ser\u00e3o acelerados e que o Brasil se fortalecer\u00e1 no leite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, empresas do setor apostam em aquisi\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es, tend\u00eancia que se observa tamb\u00e9m em outras partes do mundo, buscando redu\u00e7\u00e3o de custos e garantia de mercado<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4595","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4595"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4595\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}