{"id":4827,"date":"2017-07-18T21:35:55","date_gmt":"2017-07-19T00:35:55","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=4827"},"modified":"2017-07-18T21:35:55","modified_gmt":"2017-07-19T00:35:55","slug":"mercado-de-lacteos-no-brasil-producao-importacao-e-exportacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/mercado-de-lacteos-no-brasil-producao-importacao-e-exportacao\/","title":{"rendered":"Mercado de l\u00e1cteos no Brasil: produ\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Nos \u00faltimos dois anos a produ\u00e7\u00e3o nacional apresentou crescimento inexpressivo, as importa\u00e7\u00f5es cresceram e as exporta\u00e7\u00f5es diminu\u00edram. Confira os n\u00fameros<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A estimativa de produ\u00e7\u00e3o de leite, em 2016, deve ser pr\u00f3xima de 35,3 bilh\u00f5es de litros, produzi\u00addos em maior volume na regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds. De acordo com os dados da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE, o volume captado e processado por ind\u00fastrias com servi\u00e7o de inspe\u00ad\u00e7\u00e3o, em 2016, foi 3,7% menor do que em 2015. A capta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo deve representar 66% da produ\u00e7\u00e3o total, ou seja, 12 bilh\u00f5es de litros n\u00e3o passaram pelo servi\u00e7o de inspe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O volume de leite processado no pr\u00f3prio estabelecimento ou vendido ao consumidor na forma fluida ou de derivados \u00e9 semelhante \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da Argentina e quatro vezes maior que a produ\u00e7\u00e3o do Uruguai, que s\u00e3o dois importantes pa\u00edses exportadores de l\u00e1cteos, inclusive, para o Brasil. O pequeno crescimento da produ\u00e7\u00e3o e a menor capta\u00e7\u00e3o de leite refletem na atua\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds no mercado interna\u00adcional de l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial fechou, em 2015, com saldo negativo de 60 mil t e representou gastos pr\u00f3ximos de US$ 100 milh\u00f5es. Em 2016, o d\u00e9ficit subiu para 190 mil t de l\u00e1cteos importados que somaram US$ 490 milh\u00f5es. Nota-se que o saldo foi positivo para o leite UHT, leite modificado para a alimenta\u00ad\u00e7\u00e3o infantil e para o iogurte, como se observa na tabela 1.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4828\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/07\/tabela1.jpg\" alt=\"tabela1\" width=\"690\" height=\"368\" \/>Nos primeiros cinco meses de 2017 o d\u00e9ficit est\u00e1 em 65 mil t com gastos de US$ 221 milh\u00f5es, indicando tend\u00eancia de um ano com compras maiores no mercado internacional. O volume das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos pode ser observado na figura 1.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4829\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/07\/figura1.jpg\" alt=\"figura1\" width=\"690\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p><strong>Importa\u00e7\u00e3o em crescimento<\/strong><br \/>\nEm 2016, as importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos foram 78,8% maiores que no ano anterior, com um total de 245,3 milh\u00f5es de t. Comparan\u00addo os primeiros cinco meses de 2017 com igual per\u00edodo de 2016, compra\u00admos 2,7% a mais, de um total de 82,8 milh\u00f5es de t. As compras de leite UHT cresceram em 44%; de iogurte, em 483%; soro em p\u00f3 e manteiga, em 29%, e doce de leite, em 82%. O volume de leite em p\u00f3 e de queijo foi seme\u00adlhante quando comparado ao mesmo per\u00edodo anterior, e o leite modificado para alimenta\u00e7\u00e3o infantil reduziu 33% (figura 2).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4830\" src=\"https:\/\/baldebranco.com.brwp-content\/uploads\/2017\/07\/figura2.jpg\" alt=\"figura2\" width=\"690\" height=\"356\" \/>O Uruguai foi o maior fornecedor de leite UHT, leite em p\u00f3, iogurte e manteiga. Da Argentina, compramos o soro de leite em p\u00f3 e o doce de leite. Os queijos importados vieram tamb\u00e9m da Argentina, 6,2 mil t, e do Uruguai, 5,6 mil t. O leite modificado para alimenta\u00ad\u00e7\u00e3o infantil veio da Alemanha.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es realizadas no ano passado foram realizadas principal\u00admente pelo Estado do Esp\u00edrito Santo, que comprou 72,5 mil t de l\u00e1cteos, sendo 66,1 mil t de leite em p\u00f3, 3,8 mil t de queijos e 2,2 mil t de soro de leite em p\u00f3. S\u00e3o Paulo foi o segundo maior importador dos produtos, com 63,9 mil t, sendo 25,1 mil t de leite em p\u00f3, 21,0 mil t de queijos, 9,6 mil t de soro de leite em p\u00f3 e 5,2 mil t de manteiga. O Rio Grande do Sul foi o terceiro estado importador de l\u00e1cteos, comprando 50,9 mil t de leite em p\u00f3 e de 2,7 mil t do soro de leite em p\u00f3.<\/p>\n<p>Nos cinco primeiros meses de 2017, o Esp\u00edrito Santo comprou 19,0 mil t. Da compra total de 10,9 mil t de soro de leite em p\u00f3, o Paran\u00e1 ficou com 3,6 mil t, e S\u00e3o Paulo, com 2,6 mil t. Os paulistas compraram tamb\u00e9m 96% da manteiga, 95% do leite modificado para alimenta\u00e7\u00e3o infantil, 66% dos queijos e 56% do doce de leite. Santa Catarina foi o destino de 203,9 mil kg de leite UHT, enquanto o Rio Grande do Sul comprou 432 mil kg em iogurtes.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es em baixa<\/strong><br \/>\nAs exporta\u00e7\u00f5es, em 2016, somaram US$ 167,9 milh\u00f5es com 55,0 mil t de l\u00e1cteos vendidas. Esse volume representou redu\u00e7\u00e3o de 28% em rela\u00e7\u00e3o a 2015, que foi de 76,8 mil t e de 36%, em compara\u00e7\u00e3o com 2014, quando foram vendidas 86 mil t. No ano passado aumentaram as exporta\u00e7\u00f5es do leite UHT em maior propor\u00e7\u00e3o, enquanto as de queijos, leite modificado para alimenta\u00e7\u00e3o infantil e doce de leite cresceram menos. Ocorreu redu\u00e7\u00e3o de 36% no volume de leite em p\u00f3 vendido; do iogurte, soro de leite e manteiga tamb\u00e9m diminuiu, por\u00e9m em menor propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De um total de 30 pa\u00edses, Venezuela, Ar\u00e1bia Saudita e Angola foram os tr\u00eas que mais compraram leite em p\u00f3 do Brasil em 2016. As vendas desse produto somaram 40,4 mil t. Nos primeiros cinco meses de 2017 vendemos 11,5 mil t, volume que foi 14% menor do que no mesmo per\u00edodo do ano anterior. O maior comprador foi a Ar\u00e1bia Saudita, e em menor quantidade, Estados Unidos e Venezuela.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de leite UHT foram de 7,8 mil t em 2016, sendo Filipinas a maior compradora com 34% do total, e os Emirados \u00c1rabes e a Venezuela, com 17% do leite vendido. Em 2017 mantiveram-se os mesmos compradores, exceto a Venezuela.<\/p>\n<p>Em 2016 foram exportadas cerca de 3 mil t de queijos, principalmente para Chile, R\u00fassia e Argentina. Em 2017, aumentaram as exporta\u00e7\u00f5es do produto em 20%, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, e os pa\u00edses compradores permanecem os mesmos. A Argentina vendeu para o Brasil 6,2 mil t de queijo e comprou 339 mil kg de janeiro a maio deste ano.<\/p>\n<p>Considerando o volume, o Brasil vende mais leite modificado para alimenta\u00e7\u00e3o infantil do que queijos. Em 2016, exportamos 3,3 mil t, principalmente para a Col\u00f4mbia, que representou 51% das vendas do leite modificado. Outros compradores foram Equador, Argentina e Chile. Em 2017, vendemos 1,5 mil t para os mesmos pa\u00edses.<\/p>\n<p>As incertezas do cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro podem afetar diretamente o setor l\u00e1cteo, acarretando estagna\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo redu\u00e7\u00e3o no consumo interno. Nos \u00faltimos dois anos a produ\u00e7\u00e3o nacional apresentou crescimento insignificante, as importa\u00e7\u00f5es aumentaram e as exporta\u00e7\u00f5es diminu\u00edram. A Venezuela, que \u00e9 um importante comprador dos l\u00e1cteos brasileiros, est\u00e1 vivenciando uma forte crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica, que tamb\u00e9m dificulta as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Esses fatores refor\u00e7am a situa\u00e7\u00e3o delicada n\u00e3o s\u00f3 para o setor leiteiro que, aliada \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es dos pre\u00e7os do leite, confirmam uma situa\u00e7\u00e3o de constantes desafios para os produtores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois anos a produ\u00e7\u00e3o nacional apresentou crescimento inexpressivo, as importa\u00e7\u00f5es cresceram e as exporta\u00e7\u00f5es diminu\u00edram. 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