{"id":6128,"date":"2018-03-02T09:34:02","date_gmt":"2018-03-02T12:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=6128"},"modified":"2018-03-02T09:34:02","modified_gmt":"2018-03-02T12:34:02","slug":"tmr-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/tmr-brasileira\/","title":{"rendered":"TMR Brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Marcelo Hentz Ramos, PhD \u2013 Diretor 3rlab<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 realizado um trabalho dentro da propriedade leiteira para certamente produzir uma excelente forragem. Em adi\u00e7\u00e3o, alimentos s\u00e3o selecionados para complementar aquilo que a forragem n\u00e3o conseguiu fornecer de acordo com a produ\u00e7\u00e3o de leite desejada. A mistura destes ingredientes gera o que chamamos de TMR (total mixed ration). Entender se realmente o que o nutricionista esta balanceando no software e o que esta chegando na frente da vaca \u00e9 de extrema import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na tabela 1 apresentamos a an\u00e1lise de in\u00fameras TMR do Brasil com elementos de import\u00e2ncia. Podemos notar que existem TMRs com mat\u00e9ria seca (MS) variando de 30% a 60%. Certamente uma TMR com 30% de MS esta muito \u00famida e tem a tend\u00eancia a esquentar, o que comprometer\u00e1 o consumo de mat\u00e9ria seca (CMS) do animal. Em adi\u00e7\u00e3o, uma TMR com 60% de MS esta muito seca e pode levar a sele\u00e7\u00e3o a tamb\u00e9m queda no CMS. Uma TMR com MS variando de 40% a 50% estaria em uma boa faixa de umidade.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1 \u2013 Valores m\u00e9dios de nutrientes da TMR do Brasil<\/strong><\/p>\n<table width=\"546\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\"><strong>Min<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\"><strong>M\u00e9dia<\/strong><\/td>\n<td width=\"66\"><strong>M\u00e1x<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>Mat\u00e9ria seca<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">30<\/td>\n<td width=\"71\">45<\/td>\n<td width=\"66\">60<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>Prote\u00edna Bruta<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">11<\/td>\n<td width=\"71\">16<\/td>\n<td width=\"66\">21<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>Prote\u00edna Sol\u00favel (%PB)<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">16<\/td>\n<td width=\"71\">39<\/td>\n<td width=\"66\">61<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>FDN<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">24<\/td>\n<td width=\"71\">35<\/td>\n<td width=\"66\">45<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>Amido<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">10<\/td>\n<td width=\"71\">22<\/td>\n<td width=\"66\">35<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>Cinzas<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">5<\/td>\n<td width=\"71\">8<\/td>\n<td width=\"66\">11<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"346\"><strong>EE<\/strong><\/td>\n<td width=\"63\">1<\/td>\n<td width=\"71\">3<\/td>\n<td width=\"66\">6<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a prote\u00edna bruta (PB), tamb\u00e9m notamos extremos com m\u00ednimo de 11% e m\u00e1ximo de 21% de PB. Interessante notar que a m\u00e9dia de 16% \u00e9 um n\u00famero muito utilizado pelos nutricionistas. Quando aprofundamos um pouco mais e olhamos para a prote\u00edna sol\u00favel (PS), notamos dieta com baixa porcentagem de prote\u00edna sol\u00favel (16% da PB), que certamente impactar\u00e1 negativamente a fermenta\u00e7\u00e3o no r\u00famen. Como tamb\u00e9m dietas com excesso de PS (61% da PB), o que certamente ir\u00e1 resultar em um NUL alto no leite. Aproximadamente um ter\u00e7o da prote\u00edna bruta como sol\u00favel \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o muito utilizada.<\/p>\n<p>Quando mudamos o foco para an\u00e1lise de fibra (FDN), podemos notar dietas com 24% de FDN, como tamb\u00e9m dietas com 45% de FDN. \u00c9 muito importante entender a qualidade da fibra da forragem (TTNDFD, kd do FDN, uFDN e digestibilidade padronizada) para inferirmos sobre o valor de FDN na dieta. Com rela\u00e7\u00e3o ao amido, podemos notar dietas com n\u00fameros muito baixos de amido (10%) ou muito altos (35%). Estas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas normalmente devido a falta de an\u00e1lise da silagem de milho e utiliza\u00e7\u00e3o de um valor do amido da silagem de biblioteca pelo nutricionista, algo que devemos evitar. A an\u00e1lise de cinzas (minerais) mostra dietas com 11% de cinzas. Certamente foi utilizada silagem com contamina\u00e7\u00e3o no silo (terra) como parte da TMR.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da sua TMR \u00e9 de extrema import\u00e2ncia. Muitos problemas s\u00e3o resolvidos entendendo que muitas vezes a dieta balanceada pelo nutricionista n\u00e3o \u00e9 a mesma que esta na frente da vaca. Tamb\u00e9m de extrema import\u00e2ncia \u00e9 entender que antes de enviar uma dieta para o seu laborat\u00f3rio voc\u00ea precisa passar a Penn State e confirmar que a varia\u00e7\u00e3o em 10 pontos ao longo do cocho esta aceit\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcelo Hentz Ramos, PhD \u2013 Diretor 3rlab \u00c9 realizado um trabalho dentro da propriedade leiteira para certamente produzir uma excelente forragem. Em adi\u00e7\u00e3o, alimentos s\u00e3o selecionados para complementar aquilo que a forragem n\u00e3o conseguiu fornecer de acordo com a produ\u00e7\u00e3o de leite desejada. 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