{"id":6160,"date":"2018-03-13T15:36:41","date_gmt":"2018-03-13T18:36:41","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=6160"},"modified":"2018-03-13T15:36:41","modified_gmt":"2018-03-13T18:36:41","slug":"santa-catarina-produzir-leite-exportacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/santa-catarina-produzir-leite-exportacao\/","title":{"rendered":"Santa Catarina quer produzir leite tipo exporta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Santa Catarina se prepara para exportar leite. Com uma produ\u00e7\u00e3o que aumenta num ritmo de 6% ao ano, o estado quer agora conquistar o mercado externo. Para que o leite catarinense seja capaz de suprir o mercado internacional, o setor tem grandes desafios, passando pela redu\u00e7\u00e3o de custos e organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica da cadeia produtiva.<\/p>\n<p>O leite \u00e9 a atividade agropecu\u00e1ria que mais cresce em Santa Catarina. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produ\u00e7\u00e3o girou em torno de 3,4 bilh\u00f5es de litros em 2017 \u2013 um incremento de 8% em rela\u00e7\u00e3o a ano anterior. O secret\u00e1rio da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, ressalta que em Santa Catarina a produ\u00e7\u00e3o de leite est\u00e1 concentrada, principalmente, nas pequenas propriedades de agricultores familiares e representa uma importante fonte de renda no meio rural.\u00a0 &#8220;O setor leiteiro \u00e9 um grande destaque de Santa Catarina e vem passando por grandes transforma\u00e7\u00f5es, com o investimento em pastagens, tecnologias e gen\u00e9tica. Ainda temos muitos desafios pela frente e um deles \u00e9 tornar nosso leite competitivo para exporta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Para que o leite produzido no estado chegue ao mercado internacional h\u00e1 uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos a serem vencidos. Entre eles melhorar a qualidade do leite, principalmente, o teor de s\u00f3lidos; eliminar doen\u00e7as do rebanho como a brucelose e tuberculose; aumentar a efici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o e reduzir os custos.\u00a0 Segundo o secret\u00e1rio adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o leite representa uma grande oportunidade para a agricultura familiar do sul do Brasil e o setor deve se equiparar com os l\u00edderes mundiais de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Aqui temos muitas vantagens comparativas que podem ser transformadas em vantagens competitivas. Temos mais sol, mais chuva, solos f\u00e9rteis e um clima favor\u00e1vel para ocorrer fotoss\u00edntese e produzir biomassa, que \u00e9 o alimento b\u00e1sico das vacas durante os doze meses do ano. Al\u00e9m disso, temos ainda a valorosa capacidade de trabalho dos agricultores familiares, que j\u00e1 t\u00eam muita tradi\u00e7\u00e3o e habilidades na lida com os animais&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Apoio do Governo do Estado<\/strong><\/p>\n<p>O Governo do Estado, atrav\u00e9s da Secretaria da Agricultura e da Pesca, \u00e9 um grande parceiro dos produtores rurais catarinenses, desenvolvendo programas que incentivam os investimentos e melhorias na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o programa Terra-Boa, os agricultores familiares podem adquirir calc\u00e1rio e sementes de milho de alto potencial produtivo para produzir silagem e alimenta\u00e7\u00e3o para o gado leiteiro. E ainda t\u00eam acesso ao Kit Forrageira, que permite implementar um hectare de pastagem com a orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e o manejo correto. Tudo isso com o apoio financeiro do Governo do Estado.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda linhas de financiamento para aquisi\u00e7\u00e3o de novilhas em feiras agropecu\u00e1rias e investimentos em infraestrutura nas propriedades rurais.<\/p>\n<p>A sanidade agropecu\u00e1ria \u00e9 outra preocupa\u00e7\u00e3o constante. No estado, as fronteira s\u00e3o protegidas para manter o rebanho livre de doen\u00e7as. Os propriet\u00e1rios que possuem animais acometidos de brucelose ou tuberculose, e que precisam ser abatidos sanitariamente, s\u00e3o indenizados pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Leite no Sul do Brasil <\/strong><\/p>\n<p>Os tr\u00eas estados do Sul \u2013 Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul \u2013 devem se tornar um grande p\u00f3lo produtor de leite. As estimativas s\u00e3o de que at\u00e9 2025 a regi\u00e3o produza mais da metade de todo leite brasileiro.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m no Sul onde as ind\u00fastrias est\u00e3o fazendo os maiores investimentos, ampliando a capacidade e estimulando ainda mais o aumento na produ\u00e7\u00e3o. Airton Spies explica que o clima favor\u00e1vel e a capacidade dos agricultores familiares em se adaptar ao sistema agroindustrial integrado s\u00e3o decisivos para esse movimento. &#8220;Na suinocultura e na avicultura, esse mesmo processo j\u00e1 aconteceu e o leite na regi\u00e3o, com as devidas diferen\u00e7as que caracterizam a produ\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m vai se modernizar. As ind\u00fastrias t\u00eam feito um grande esfor\u00e7o para melhorar a qualidade do leite, investindo em pagamento por qualidade, rastreabilidade e premiando o produto melhor&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7a L\u00e1ctea Sul Brasileira\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A Alian\u00e7a L\u00e1ctea \u00e9 uma iniciativa dos tr\u00eas estados do sul para desenvolver a cadeia produtiva do leite na regi\u00e3o e preparar o setor para exporta\u00e7\u00e3o. Com problemas e oportunidades comuns, Santa Catarina, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul se unem em um f\u00f3rum permanente que congrega produtores, governo e ind\u00fastrias em busca de um desenvolvimento harm\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa Catarina se prepara para exportar leite. Com uma produ\u00e7\u00e3o que aumenta num ritmo de 6% ao ano, o estado quer agora conquistar o mercado externo. 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