{"id":6790,"date":"2018-11-07T09:55:41","date_gmt":"2018-11-07T11:55:41","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=6790"},"modified":"2018-11-07T09:55:41","modified_gmt":"2018-11-07T11:55:41","slug":"mulheres-inovacao-protagonismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/mulheres-inovacao-protagonismo\/","title":{"rendered":"Mulheres, inova\u00e7\u00e3o e protagonismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Por\u00a0<strong>Coriolano\u00a0Xavier<\/strong>, membro do Conselho Cient\u00edfico Agro Sustent\u00e1vel (CCAS) e Professor da ESPM<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 auspicioso ver como as mulheres est\u00e3o ligadas no seu desenvolvimento pessoal e preparo t\u00e9cnico-cient\u00edfico para fortalecer sua presen\u00e7a na economia e sociedade.\u00a0 Pesquisa realizada em 17 pa\u00edses, sob coordena\u00e7\u00e3o da Corteva Agriscience, entrevistando 4.157 mulheres do agro, 433 delas no Brasil, mostra que mais de 80% das brasileiras gostariam de ampliar seu n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o educacional e ter mais acesso a treinamento e estudos. Falam, sim, da falta de equidade entre g\u00eaneros (78%), mas enxergam no aumento do conhecimento o principal valor para avan\u00e7ar em inclus\u00e3o e import\u00e2ncia econ\u00f4mico-social.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es mais citadas por elas para superar barreiras \u00e0 igualdade est\u00e3o &#8220;mais treinamento em tecnologia&#8221; (citado por 80% das entrevistadas brasileiras) e &#8220;mais educa\u00e7\u00e3o acad\u00eamica&#8221; (mencionado por 79%). S\u00f3 depois aparecem a\u00e7\u00f5es como &#8220;apoio jur\u00eddico&#8221; e &#8220;sensibiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221; contra a discrimina\u00e7\u00e3o (cerca de 75% das cita\u00e7\u00f5es). Ou seja, a mulher est\u00e1 consciente da sua for\u00e7a e apostando no pr\u00f3prio taco para cuidar de seu desenvolvimento pessoal, fazer valer a sua competitividade e criar seu espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Quem respondeu \u00e0 pesquisa, realizada de agosto a setembro deste ano? No perfil global da pesquisa, a maioria das mulheres entrevistadas trabalha diretamente com agricultura e as outras est\u00e3o envolvidas em atividades relacionadas ao agroneg\u00f3cio. Entre as produtoras, havia mulheres que comandam pequenas propriedades familiares e tamb\u00e9m mulheres de empresas agropecu\u00e1rias de maior porte (mais de 300 funcion\u00e1rios), com idade m\u00e9dia de 34 anos e cargos variando entre propriet\u00e1rias, gerentes e funcion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Na parte brasileira da pesquisa, especificamente, 80% das entrevistadas est\u00e3o na faixa de 20 a 39 anos, a maior parte (44%) \u00e9 dona ou s\u00f3cia-propriet\u00e1ria, 24% s\u00e3o funcion\u00e1rias, 18% gerentes e 12% supervisoras. Entre as donas e s\u00f3cias, mais da metade (55%) s\u00e3o pequenas produtoras (com 1 a 19 funcion\u00e1rios). E ainda um dado muito importante sobre as cren\u00e7as e valores de todas as entrevistadas: 90% delas t\u00eam muito orgulho do seu trabalho, porcentagem bem superior \u00e0 m\u00e9dia global da pesquisa nesse item, que foi de 70%.<\/p>\n<p>No 3\u00ba Congresso Nacional de Mulheres do Agroneg\u00f3cio, realizado em S. Paulo, dias 23 e 24 de outubro, quase 1.500 mulheres vindas de todos os Estados discutiram o seu papel no futuro do agro. No segundo dia do evento, em seu bloco final de apresenta\u00e7\u00f5es, haviam quatro arenas simult\u00e2neas de debate e uma delas se destacava das demais, estando totalmente lotada, com mulheres acompanhando e participando das discuss\u00f5es do lado de fora. Seu tema era &#8220;O perfil dos futuros l\u00edderes do Agro&#8221;.<\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o \u00e9 uma profecia, mas \u00e9 sintom\u00e1tico. Com esse grau de consci\u00eancia e posicionamento em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento, as mulheres se colocam desde j\u00e1 como um dos mais agudos fatores de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e de gest\u00e3o nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o alimentar, nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Que as mulheres est\u00e3o avan\u00e7ando, isso j\u00e1 se sabia e por isso tamb\u00e9m se torcia. S\u00f3 que agora vai ser com uma profundidade transformadora muito maior e, tamb\u00e9m, muito mais r\u00e1pido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Coriolano\u00a0Xavier, membro do Conselho Cient\u00edfico Agro Sustent\u00e1vel (CCAS) e Professor da ESPM<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6790","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6790"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6790\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}