{"id":7723,"date":"2019-04-02T05:08:27","date_gmt":"2019-04-02T08:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=7723"},"modified":"2019-04-02T05:08:27","modified_gmt":"2019-04-02T08:08:27","slug":"pressao-de-baixa-no-mercado-do-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/pressao-de-baixa-no-mercado-do-milho\/","title":{"rendered":"Press\u00e3o de baixa no mercado do milho"},"content":{"rendered":"<p><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span>As expectativas positivas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda safra no Pa\u00eds (2018\/2019) e a maior inten\u00e7\u00e3o do vendedor em negociar o cereal tiraram a sustenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no mercado interno em mar\u00e7o. A maior oferta advinda de outros estados colabora com este cen\u00e1rio.<br \/>\nSegundo levantamento da Scot Consultoria, na regi\u00e3o de Campinas-SP, a saca de 60 quilos ficou cotada, em m\u00e9dia, em R$ 42,11, sem o frete, na primeira quinzena, com neg\u00f3cios em at\u00e9 R$ 40,00 por saca no final do m\u00eas. Em curto e m\u00e9dio prazo a expectativa \u00e9 de mercado mais frouxo, e quedas de pre\u00e7os n\u00e3o est\u00e3o descartadas.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span>Expectativas positivas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda safra<span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_end\">\ufeff<\/span> <\/strong> <\/p>\n<p>A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou no dia 12 de mar\u00e7o o sexto levantamento da safra brasileira de gr\u00e3os.<br \/>\nDestacamos as revis\u00f5es para cima  na \u00e1rea e produtividade m\u00e9dia do milho de segunda safra, em reta final de semeadura no Pa\u00eds. A expectativa \u00e9 de que a cultura ocupe 12,05 milh\u00f5es de hectares neste ciclo (2018\/2019), frente aos 11,80 milh\u00f5es de hectares estimados no relat\u00f3rio anterior. Na compara\u00e7\u00e3o com a safra passada, a \u00e1rea dever\u00e1 ser 4,4% maior.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade m\u00e9dia das lavouras, a previs\u00e3o \u00e9 de um incremento de 18,3% em 2018\/2019, em rela\u00e7\u00e3o a 2017\/2018. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o na segunda  safra foi estimada em 66,6 milh\u00f5es de toneladas, 2,1% a mais frente as  65,2 milh\u00f5es de toneladas estimadas em fevereiro \u00faltimo.<br \/>\nO Brasil dever\u00e1 colher 23,6% mais milho este ano, em compara\u00e7\u00e3o com a segunda safra passada, o equivalente a 12,69 milh\u00f5es de toneladas a mais.<br \/>\nSeguimos monitorando o clima e o c\u00e2mbio, principais fatores de precifica\u00e7\u00e3o para o cereal nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Farelo de soja: cota\u00e7\u00f5es acompanhando o gr\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A maior disponibilidade interna (colheita), o d\u00f3lar oscilando menos e as incertezas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda fizeram os pre\u00e7os da soja-gr\u00e3o andarem de lado em mar\u00e7o, com um vi\u00e9s de baixa. Por ora, a expectativa de uma menor produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sido suficiente para dar f\u00f4lego \u00e0s cota\u00e7\u00f5es diante das expectativas de queda na demanda externa. At\u00e9 o final de mar\u00e7o, por volta de 70% da \u00e1rea de soja havia sido colhida no Pa\u00eds. Com rela\u00e7\u00e3o ao farelo de soja, as cota\u00e7\u00f5es t\u00eam acompanhado o cen\u00e1rio observado para o gr\u00e3o.<br \/>\nSegundo levantamento da Scot Consultoria, em S\u00e3o Paulo, a tonelada do farelo de soja ficou cotada, em m\u00e9dia, em R$ 1.281,90, sem o frete, em mar\u00e7o. Os pre\u00e7os ca\u00edram 2,5% desde o come\u00e7o do ano.<br \/>\nEm curto prazo, a expectativa \u00e9 de que o vi\u00e9s de baixa continue sobre os pre\u00e7os do gr\u00e3o e do farelo de soja no mercado interno. No entanto, as quedas dever\u00e3o ser mais limitadas, comparativamente com os \u00faltimos meses.<br \/>\nJ\u00e1 em m\u00e9dio prazo, existe a possibilidade de as cota\u00e7\u00f5es retomarem a firmeza, com a previs\u00e3o, por ora, de queda na \u00e1rea com a cultura nos Estados Unidos, que est\u00e3o se preparando para semear a safra 2019\/20, e em fun\u00e7\u00e3o do mercado, do clima e dos estoques reduzidos no Brasil.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Mais milho e menos soja nos estados unidos em 2019\/2020?<\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu no final de fevereiro o Agricultural Outlook Forum, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em ingl\u00eas). O f\u00f3rum trouxe as primeiras estimativas acerca da safra norte-americana na temporada 2019\/2020, em fase de preparo para a semeadura. Por ora, \u00e9 esperado um incremento da \u00e1rea com milho nos Estados Unidos, frente \u00e0 safra passada, e uma redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea semeada com soja.<br \/>\nO USDA estima 37,23 milh\u00f5es de hectares a serem semeados com milho em 2019\/2020, um crescimento de 3,2% na compara\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea semeada em 2018\/2019. No caso da soja, as previs\u00f5es iniciais apontam para uma redu\u00e7\u00e3o de 4,7% na \u00e1rea no ciclo atual, frente ao passado. A cultura dever\u00e1 ocupar 34,39 milh\u00f5es de hectares em 2019\/2020.<br \/>\nA previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea plantada com soja \u00e9 reflexo das incertezas comerciais entre os norte-americanos e chineses, o que poderia levar a uma menor demanda pela soja norte-americana este ano, caso um acordo n\u00e3o ocorresse.<br \/>\nNo entanto, algumas quest\u00f5es relacionadas ao clima (excesso de chuvas nas regi\u00f5es produtoras) poder\u00e1 levar a alguma altera\u00e7\u00e3o nas expectativas iniciais.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Adubos: momento \u00e9 favor\u00e1vel para a compra<\/strong><\/p>\n<p>Os pre\u00e7os  dos  adubos  ca\u00edram  em  mar\u00e7o,  na  compara\u00e7\u00e3o  mensal.  A  press\u00e3o  de  baixa  \u00e9  decorrente  da  menor  movimenta\u00e7\u00e3o no mercado neste per\u00edodo do ano e da menor press\u00e3o advinda do c\u00e2mbio, com o d\u00f3lar oscilando menos e em um patamar mais  baixo que o verificado no primeiro semestre do ano passado.<br \/>\nSegundo levantamento da Scot Consultoria, os pre\u00e7os dos fertilizantes nitrogenados ca\u00edram, em m\u00e9dia,  0,6% em mar\u00e7o, em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro deste ano.<br \/>\nPara os adubos pot\u00e1ssicos e fosfatados, as quedas foram de 0,4% e 1,0%, respectivamente, no mesmo per\u00edodo. O momento \u00e9 favor\u00e1vel para a compra do insumo, j\u00e1 que a partir de abril\/maio aumenta a demanda interna por fertilizantes, com as compras para a safra 2019\/2020. Esta maior movimenta\u00e7\u00e3o tende a dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s cota\u00e7\u00f5es no Pa\u00eds.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>L\u00e1cteos: vendas n\u00e3o evolu\u00edram em mar\u00e7o, com o carnaval <\/strong><\/p>\n<p>O mercado atacadista de produtos l\u00e1cteos fechou a primeira quinzena de mar\u00e7o com ligeira queda. Na m\u00e9dia de todos os produtos pesquisados pela Scot Consultoria o recuo foi de 0,6%, frente \u00e0 quinzena anterior.<br \/>\nO  pre\u00e7o  do  leite  longa  vida  (UHT)  ficou  praticamente est\u00e1vel no per\u00edodo, com queda de 0,1%. O produto ficou cotado, em m\u00e9dia, em R$ 2,55\/litro. Desde a segunda quinzena de janeiro as cota\u00e7\u00f5es do produto v\u00eam andando de lado, sem muitas altera\u00e7\u00f5es. O consumo de leites flu\u00eddos mais fraco na primeira quinzena de mar\u00e7o, devido ao feriado de Carnaval, contribuiu para que esse cen\u00e1rio de estabilidade nos pre\u00e7os continuasse.<br \/>\nNo varejo, em S\u00e3o Paulo, a situa\u00e7\u00e3o foi de pre\u00e7os mais firmes. Na m\u00e9dia de todos os produtos pesquisados pela Scot Consultoria o aumento foi de 0,3% nos primeiros quinze dias de mar\u00e7o.<br \/>\nO pre\u00e7o do leite longa vida tamb\u00e9m ficou praticamente est\u00e1vel, com alta de 0,1% na compara\u00e7\u00e3o quinzenal. O produto foi comercializado,  em  m\u00e9dia,  em  R$ 3,36\/litro.  Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado a cota\u00e7\u00e3o do produto subiu 20,0% nas g\u00f4ndolas paulistas este ano.<br \/>\nEm curto e m\u00e9dio prazo, a expectativa \u00e9 de mercado firme, e altas nas cota\u00e7\u00f5es no atacado e varejo n\u00e3o est\u00e3o descartadas, devido \u00e0 queda de produ\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima (leite cru) nas principais regi\u00f5es produtoras.<br \/>\nDo lado da demanda tamb\u00e9m se espera uma melhora em abril. \u00c9 importante destacar que a intensidade destas altas depender\u00e1 de como evoluir\u00e1 a demanda interna por leite e derivados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\ufeffAs expectativas positivas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda safra no Pa\u00eds (2018\/2019) e a maior inten\u00e7\u00e3o do vendedor em negociar o cereal tiraram a sustenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no mercado interno em mar\u00e7o. A maior oferta advinda de outros estados colabora com este cen\u00e1rio. 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