{"id":8951,"date":"2019-09-04T15:04:24","date_gmt":"2019-09-04T18:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=8951"},"modified":"2019-09-04T15:04:24","modified_gmt":"2019-09-04T18:04:24","slug":"milho-mais-uma-revisao-para-cima-na-producao-de-segunda-safra-2018-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/milho-mais-uma-revisao-para-cima-na-producao-de-segunda-safra-2018-19\/","title":{"rendered":"Milho: mais uma revis\u00e3o para cima na produ\u00e7\u00e3o de segunda safra 2018\/19"},"content":{"rendered":"<p>A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou no dia 8\/8 o d\u00e9cimo primeiro levantamento da safra brasileira de gr\u00e3os (2018\/2019). Destacamos mais uma revis\u00e3o para cima na produ\u00e7\u00e3o de milho de segunda safra, que foi estimada em 73,07 milh\u00f5es de toneladas, 1,0% acima do estimado no relat\u00f3rio de julho.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o colhido na safra passada, o volume previsto aumentou 35,6%, o equivalente a 19,17 milh\u00f5es de toneladas a mais. Neste caso, al\u00e9m do crescimento de 7,8% na \u00e1rea semeada, frente ao ciclo passado, o clima foi bastante favor\u00e1vel para o desenvolvimento das lavouras na segunda safra. A expectativa \u00e9 de uma produtividade m\u00e9dia 25,8% maior nesta temporada. A colheita est\u00e1 na reta final no Pa\u00eds.\u00a0 No total (primeira e segunda safras), a produ\u00e7\u00e3o nacional est\u00e1 estimada em 99,31 milh\u00f5es de toneladas de milho em 2018\/2019. \u00c9 a maior safra da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, a Conab estima 34,50 milh\u00f5es de toneladas embarcadas este ano pelo Brasil, frente \u00e0s 33,50 milh\u00f5es de toneladas estimadas anteriormente. Com as exporta\u00e7\u00f5es crescendo mais que o incremento na produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio anterior, os estoques finais foram revisados para baixo. Est\u00e3o previstas 17 milh\u00f5es de toneladas ao final do ciclo 2018\/2019. A previs\u00e3o no relat\u00f3rio de julho era de 18,19 milh\u00f5es de toneladas em estoques finais no ciclo atual. Em 2017\/2018 o Pa\u00eds fechou com 15,30 milh\u00f5es de toneladas em estoques. Apesar da produ\u00e7\u00e3o recorde e de estoques maiores, os pre\u00e7os do cereal firmaram em agosto, em fun\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es aquecidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>USDA: relat\u00f3rio de oferta e demanda de agosto surpreende<\/strong><\/h4>\n<p>O Departamento\u00a0 de\u00a0 Agricultura\u00a0 dos\u00a0 Estados\u00a0 Unidos (USDA) divulgou no dia 12\/8 o relat\u00f3rio de oferta\u00a0 e demanda de gr\u00e3os, que revisou para cima a produ\u00e7\u00e3o de milho dos Estados Unidos, o que fez com que os pre\u00e7os no mercado internacional recuassem.<\/p>\n<p>Segundo o\u00a0 USDA,\u00a0 a produ\u00e7\u00e3o\u00a0 norte-americana de milho dever\u00e1 ser de 353,09 milh\u00f5es de toneladas. Apesar da redu\u00e7\u00e3o de\u00a0 3,6%\u00a0 frente \u00e0 safra passada,\u00a0 o relat\u00f3rio surpreendeu ao revisar a produ\u00e7\u00e3o para cima (0,2%) em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio anterior (julho).\u00a0 A\u00a0 queda de pre\u00e7o no mercado internacional refletiu\u00a0 no\u00a0 mercado interno. Desde a divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio do USDA, a cota\u00e7\u00e3o da saca de 60 kg de milho caiu 2,6%, considerando a pra\u00e7a de Campinas-SP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Exporta\u00e7\u00f5es de milho aquecidas<\/strong><\/h4>\n<p>Nas primeiras duas semanas de agosto, o Brasil embarcou 2,94 milh\u00f5es de toneladas (Secex). Este volume j\u00e1 \u00e9 maior que o embarcado em todo agosto de 2018, quando o Brasil exportou 2,83 milh\u00f5es de toneladas. Na m\u00e9dia di\u00e1ria, foram embarcadas 419,8 mil toneladas. Alta de 52,9% na compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia di\u00e1ria do m\u00eas anterior. O d\u00f3lar em alta (at\u00e9 a escrita desta an\u00e1lise a moeda americana estava custando R$ 4,01) e a boa disponibilidade interna favorecem a exporta\u00e7\u00e3o. A expectativa \u00e9 de que os embarques se mantenham em bom ritmo nos pr\u00f3ximos meses. Com a expectativa de exporta\u00e7\u00e3o recorde em 2019 (segundo a Conab, o Brasil dever\u00e1 exportar 34,5 milh\u00f5es de toneladas este ano) os pre\u00e7os poder\u00e3o ganhar sustenta\u00e7\u00e3o no mercado interno em m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Algod\u00e3o: colheita avan\u00e7a em Mato Grosso<\/strong><\/h4>\n<p>At\u00e9 o dia 9\/8, a colheita do algod\u00e3o atingiu 46,7% da \u00e1rea semeada em Mato Grosso na temporada 2018\/2019, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea). Os trabalhos est\u00e3o adiantados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, quando neste momento 39,2% da \u00e1rea havia sido colhida.<\/p>\n<p>No total (primeira e segunda safras), foram semeados no Estado 1,07 milh\u00e3o de hectares com algod\u00e3o em 2018\/2019, sendo 913,54 mil hectares na segunda safra, o equivalente a 85,2% da \u00e1rea total. Em fun\u00e7\u00e3o dos bons resultados econ\u00f4micos no ciclo passado, a \u00e1rea com algod\u00e3o cresceu 36,5% em Mato Grosso na safra atual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do incremento expressivo na \u00e1rea, a produtividade m\u00e9dia melhorou 0,6% e, com isso, a produ\u00e7\u00e3o de pluma aumentou 35,4% no estado. Est\u00e3o previstas 1,85 milh\u00e3o de toneladas de pluma. Com rela\u00e7\u00e3o ao caro\u00e7o de algod\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o mato-grossense est\u00e1 estimada em 2,47 milh\u00f5es de toneladas, 35,8% mais que no ciclo passado. O avan\u00e7o da colheita e a maior disponibilidade\u00a0 de pluma e caro\u00e7o de algod\u00e3o mant\u00eam os pre\u00e7os calmos no mercado interno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Adubos: entregas aumentaram no pa\u00eds o primeiro semestre<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional para Difus\u00e3o de Adubos (Anda), em mar\u00e7o deste ano as entregas de fertilizantes somaram 1,61 milh\u00e3o de toneladas ao consumidor final no Pa\u00eds. Estes s\u00e3o os \u00faltimos n\u00fameros divulgados pela\u00a0 Associa\u00e7\u00e3o.\u00a0 O volume diminuiu 9,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2018. Entretanto, no acumulado do primeiro trimestre deste ano, as entregas totalizaram 6,54 milh\u00f5es de toneladas de adubos, 3,2% acima do registrado\u00a0 no mesmo per\u00edodo do ano passado, lembrando que no per\u00edodo em quest\u00e3o (janeiro a mar\u00e7o) as vendas internas s\u00e3o basicamente para atender aos setores de cana-de-a\u00e7\u00facar e safra de inverno. Estes segmentos vinham mais aquecidos e com expectativas de aumento de \u00e1rea semeada, por exemplo, o milho de segunda safra.<\/p>\n<p>Para os meses seguintes, ou seja, j\u00e1 considerando as compras para o plantio da safra 2019\/2020, a expectativa \u00e9 de que este ritmo tenha sido prejudicado, em fun\u00e7\u00e3o das quedas nos pre\u00e7os das principais commodities agr\u00edcolas (principalmente a soja, que somente a partir de julho registrou alta de pre\u00e7os) e piora nas rela\u00e7\u00f5es de troca com os fertilizantes para os agricultores.<\/p>\n<p>Para 2019, a expectativa\u00a0 daScot\u00a0 Consultoria \u00e9 de que as entregas totalizem entre 35,5 milh\u00f5es e 36,0 milh\u00f5es de toneladas, ou seja, pr\u00f3ximo ou ligeiramente acima do registrado em 2018 (35,51 milh\u00f5es de toneladas). Com rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os dos adubos, estes se mostraram firmes at\u00e9 a primeira quinzena de julho, mas recuaram na segunda metade do m\u00eas e tamb\u00e9m na primeira quinzena de agosto.<\/p>\n<p>Uma grande parte das\u00a0 compras\u00a0 internas\u00a0 para a\u00a0 safra de gr\u00e3os 2019\/2020 j\u00e1 foi realizada, para a entrega nos pr\u00f3ximos meses que antecedem o plantio, o que diminuiu a press\u00e3o do lado da demanda. Para os pr\u00f3ximos meses a tend\u00eancia \u00e9 de queda gradual na demanda por fertilizantes no Pa\u00eds. Essa menor movimenta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 tirar a sustenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos adubos em reais em curto e m\u00e9dio prazo, mas \u00e9 importante atentar ao c\u00e2mbio (d\u00f3lar) e \u00e0s cota\u00e7\u00f5es no mercado internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou no dia 8\/8 o d\u00e9cimo primeiro levantamento da safra brasileira de gr\u00e3os (2018\/2019). Destacamos mais uma revis\u00e3o para cima na produ\u00e7\u00e3o de milho de segunda safra, que foi estimada em 73,07 milh\u00f5es de toneladas, 1,0% acima do estimado no relat\u00f3rio de julho. 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