{"id":9407,"date":"2019-10-02T19:43:54","date_gmt":"2019-10-02T22:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/baldebranco.com.br?p=9407"},"modified":"2019-10-02T19:43:54","modified_gmt":"2019-10-02T22:43:54","slug":"cooperar-no-leite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baldebranco.com.br\/portal\/cooperar-no-leite\/","title":{"rendered":"Cooperar no leite"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>\u201cDe acordo com o ex-Ministro da Agricultura, professor Roberto Rodrigues, as pessoas se unem em cooperativas pela necessidade de servi\u00e7os de interesse comum. Mas alerta que cooperativas bem-sucedidas se alicer\u00e7am em tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Dados da Alian\u00e7a Cooperativa Internacional, no seu site na internet, indicam que pelo menos 12% da popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 membro de algum tipo das mais de 3 milh\u00f5es de cooperativas que existem no mundo, hoje. Das 7,7 bilh\u00f5es de pessoas, somos 924 milh\u00f5es de cooperados! Se cada um dos cooperados tiver tr\u00eas dependentes, chega a quase 3 bilh\u00f5es o n\u00famero de pessoas com algum v\u00ednculo com cooperativas. Destes, 40 milh\u00f5es s\u00e3o brasileiros, aproximadamente 20% da nossa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o ex-Ministro da Agricultura, professor Roberto Rodrigues, as pessoas se unem em cooperativas pela necessidade de servi\u00e7os de interesse comum. Mas alerta que cooperativas bem-sucedidas se alicer\u00e7am em tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es. Primeira, que os participantes reconhe\u00e7am a necessidade de se associarem para obter melhores servi\u00e7os que garantam seu progresso social, ou econ\u00f4mico, ou ambos, que dificilmente conseguiriam obter individualmente. A segunda condi\u00e7\u00e3o \u00e9 ter viabilidade econ\u00f4mica, porque cooperativa \u00e9 empresa, tem que buscar resultados econ\u00f4micos para se sustentar. E a terceira condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que os participantes devem escolher sua lideran\u00e7a. <\/p>\n<p>O Cooperativismo do leite brasileiro foi estudado numa parceria entre a Organiza\u00e7\u00e3o de Cooperativas do Brasil, OCB e a Embrapa Gado de Leite em duas ocasi\u00f5es: inicialmente em 2002 e novamente a partir de 2015, com resultados divulgados em 2017.  Do \u00faltimo censo foi poss\u00edvel constatar que, no per\u00edodo de 2013 a 2015, o n\u00famero de associados que entregavam leite nas cooperativas diminuiu em dez por cento, de pouco mais de 77 mil, para 70.483. Em Minas Gerais, por exemplo, no in\u00edcio dos anos 2000 existiam mais de 180 cooperativas de leite, que em geral buscavam solu\u00e7\u00f5es isoladamente, sem estrat\u00e9gias coletivas. Hoje, existem cerca de 80. <\/p>\n<p>Apesar da dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de cooperativas e de cooperados, o volume recebido pelas cooperativas em 2015 nas nossas maiores bacias leiteiras foi de 23,4 milh\u00f5es de litros de leite por dia; 47% desse volume proveniente da regi\u00e3o Sul, e 40%, da regi\u00e3o Sudeste.  A maior capta\u00e7\u00e3o de leite reflete a tend\u00eancia de as propriedades leiteiras aumentarem sua escala de produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o maior profissionalismo das lideran\u00e7as das cooperativas de leite, que por meio de gest\u00e3o eficiente, focada em resultados, est\u00e3o conseguindo atenuar os impactos dos custos elevados de insumos, da oscila\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do leite e de l\u00e1cteos, dentre outros resultados econ\u00f4micos, desta forma garantindo ao produtor seu progresso social e econ\u00f4mico. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as lideran\u00e7as compromissadas com o sucesso das cooperativas est\u00e3o viabilizando seu fortalecimento, ao se unirem em federa\u00e7\u00f5es e \u00e0 OCB, sem que cada cooperativa perca sua identidade. S\u00e3o \u201ccooperativas de cooperativas\u201d, que juntam o que cada uma tem de melhor, desta forma valorizando a colabora\u00e7\u00e3o, o uso eficiente das instala\u00e7\u00f5es e reduzindo custos, com resultados positivos para todos os seus cooperados. <\/p>\n<p>Num balan\u00e7o, os produtores de leite brasileiros t\u00eam mais exemplos de \u00eaxito econ\u00f4mico ao se organizarem em cooperativas do que trabalhando isoladamente. Na repeti\u00e7\u00e3o desse racioc\u00ednio, as cooperativas podem manter sua identidade e se congregar para formarem federa\u00e7\u00f5es de cooperativas. Al\u00e9m de benef\u00edcios econ\u00f4micos as cooperativas unificam a posi\u00e7\u00e3o dos produtores em assuntos complexos como a importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos, barreiras sanit\u00e1rias, rotulagem dos l\u00e1cteos e tantos outros que v\u00eam sendo tratados nesta coluna. E mais, podem explorar melhor os mercados e vender melhor seus produtos. <\/p>\n<p>Unificando esfor\u00e7os e com institui\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de sucesso do professor Roberto Rodrigues, que tamb\u00e9m \u00e9 Embaixador Especial para o Cooperativismo da ONU\/FAO, os produtores de leite estar\u00e3o solidamente representados para obter importantes conquistas para o segmento. Sejamos COOP!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDe acordo com o ex-Ministro da Agricultura, professor Roberto Rodrigues, as pessoas se unem em cooperativas pela necessidade de servi\u00e7os de interesse comum. 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