Oitava edição do evento da Ascribu e Santa Úrsula Remates será realizada em outubro, em Glorinha (RS), e entidade prevê nova oferta ainda na primavera
A chegada da primavera, marcada pela retomada do crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul, também tem movimentado o mercado de bubalinos. Diante da procura crescente por animais, a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) realiza, no dia 6 de outubro, a partir das 18h, em Glorinha (RS), a oitava edição do Remate de Bubalinos, em parceria com a Santa Úrsula Remates.
De acordo com a presidente da Ascribu, Desireé Möller, o período é considerado favorável para a aquisição de animais justamente pela recuperação das condições das pastagens, impulsionada pela elevação das temperaturas e pelo aumento do fotoperíodo. Com dias mais longos e quentes, os campos passam a apresentar maior oferta de forragem, criando condições mais favoráveis para a entrada de novos animais nos sistemas de produção. “A primavera é uma época muito boa para a compra de animais, porque agora os campos começam a brotar de forma intensa com o passar dos dias mais longos e mais quentes”, afirma.
Além dos criadores especializados em bubalinocultura, a procura também tem partido de produtores de outras atividades pecuárias que acompanham os leilões promovidos pelas casas de remates. Segundo Desireé, o interesse crescente demonstra que as características produtivas dos búfalos vêm chamando a atenção de um público mais amplo.
Entre os aspectos observados pelos produtores está a capacidade de conversão alimentar dos animais, característica que contribui para ampliar as possibilidades de utilização da espécie em diferentes sistemas de produção. “É muito bom ver que os criadores de gado geral pedem nas casas de leilões eventos também com búfalos”, relata a presidente da Ascribu.
Demanda mantém calendário de remates
A maior procura também tem influenciado o calendário de comercialização da entidade. Embora esta seja a oitava edição do remate, a sequência não representa oito anos consecutivos de realização do evento. Segundo Desireé, a demanda tem sido suficiente para justificar mais de uma oferta de animais durante a primavera. “Estamos indo para a oitava edição e não é uma edição anual. Geralmente são duas por ano, porque os remates de outubro acabam tendo tanto sucesso e faltam animais para venda”, explica.
A estratégia adotada pela Ascribu é realizar uma primeira oferta em outubro e avaliar a disponibilidade de animais e o comportamento da demanda para definir uma nova edição ao final da estação. Dessa forma, caso a oferta não seja suficiente para atender aos compradores, a entidade poderá promover outro remate no fim de novembro ou início de dezembro.
A possibilidade de uma nova venda demonstra também o momento de maior movimentação da bubalinocultura durante a primavera, quando a melhoria das condições de campo favorece a aquisição e a formação ou expansão dos rebanhos.
Para os criadores, o período representa uma oportunidade de comercialização, enquanto para os compradores os remates concentram a oferta de animais em uma época considerada estratégica para o planejamento dos sistemas de produção.
A expectativa da Ascribu é de que o remate de outubro mantenha o ritmo observado nas edições anteriores e, dependendo da disponibilidade de animais, abra espaço para mais uma oportunidade de negócios ainda em 2026.