Resfriar as vacas é coisa muito séria!

Dentre os maiores desafios está a gestão do processo com a elaboração de protocolos para orientação da rotina dos funcionários (Luiz H. Pitombo)

 

Em propriedades profissionalizadas,  com boa administração, que zelam pela alimentação de seus animais, que fazem duas ordenhas e utilizam inseminação artificial, um dos melhores retornos que se pode obter com os recursos aplicados vem do resfriamento das vacas secas no pré-parto e das vacas em lactação. É possível, por vezes, dobrar a margem de lucro por animal.

Uma pessoa comum produz o calor equivalente a uma lâmpada de 100 watts, enquanto que numa vaca seca esse número vai para nove lâmpadas e para uma vaca em lactação sobe para 18. Com este animal sob o sol o número equivalente de lâmpadas estoura para 36 e o simples movimento de se colocar esta vaca na sombra sua produção poderá se elevar entre 1,4 litros a 4,1 litros de leite/dia.

Esta sensibilidade ao calor está muito mais atrelada ao nível de produção do que à composição racial do animal. Assim, vacas de 30 litros de leite/dia começam a entrar em estresse térmico aos 19° C, enquanto as fêmeas rendendo 15 litros/dia esse linear vai para 21° a 23° C.

O estresse térmico é problema grave que afeta a produção, o sistema imunológico, a composição do leite e a reprodução. Pode levar animais à morte, como acontece em ondas de calor na Califórnia e no Texas, EUA, que apesar de serem produtores de leite muito bons, cometem falhas nessa área. “Pelas informações que temos, tanto no Brasil como no exterior a quase totalidade das fazendas não resfriam adequadamente seus animais”, afirma Adriano Seddon, médico veterinário e pioneiro em compost barn no Brasil. Neste ano, associou-se ao pesquisador Israel Flamenbaum, referência mundial em resfriamento de vacas leiteiras, e criou a empresa de consultoria Cowcooling.

 


Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 659 (novembro/2019)

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