Sergipe: programa estadual fomenta melhoramento genético de pequenas propriedades leiteiras via IATF

Através do programa Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) Sergipe, a taxa de prenhez alcançada desde o início do iniciativa foi de 52,25%, maior que a média nacional

Pequenos produtores de gado de corte e leite de Sergipe vêm contando com um grande apoio do Governo do Estado para melhorar geneticamente seu rebanho, aumentar a produtividade e garantir uma renda maior para toda a família. O programa Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) Sergipe, que tem como finalidade levar biotecnologia reprodutiva, foi iniciado no segundo semestre deste ano, em continuidade ao Programa Mais Pecuária Brasil. 

Desde que assumiu o comando do programa, o Governo de Sergipe investiu R$17.740,00 na aquisição de insumos necessários para a inseminação de 300 animais, no segundo semestre deste ano. Deste total previsto, 186 matrizes já foram inseminadas e a previsão é de inseminar outras 100 matrizes ainda este ano. O programa é desenvolvido por meio da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

De acordo com a zootecnista da Emdagro, Diana Silva Maynard Garcez, responsável pelo programa no estado, a iniciativa vem alcançando resultados muito satisfatórios. “A taxa média de prenhez em Inseminação Artificial em Tempo Fixo, no Brasil, é de, aproximadamente, 51,2% a 51,6%, já a taxa de prenhez alcançada desde o início do programa IATF Sergipe foi de 52,25%, o que representa uma melhora muito significativa no programa realizado de forma exclusiva pelo Governo do Estado”, destacou ao observar que no programa anterior a melhor taxa foi de 40%.

Beneficiário do programa desde 2022, o pequeno produtor Eduardo Eleutério de Andrade, do povoado Saco do Tigre, no município de Lagarto, viu sua produção ganhar um novo impulso com a inseminação artificial oferecida pelo programa. Com uma propriedade modesta, contando com 20 cabeças de gado para corte, ele já contabiliza 10 novos animais da raça Nelore, frutos do programa IATF. “No último mês de novembro, nasceram mais três bezerras, graças a essa iniciativa do Governo do Estado que ajuda muito a nós, pequenos produtores, visto que o sêmen bom é muito caro e não teríamos condições de arcar com os custos” afirmou.

Segundo ele, os materiais genéticos usados são de primeira qualidade e a assistência técnica prestada pelo pessoal da Emdagro é muito boa. ”Basta olhar para a beleza dos meus novos animais, para ver que o investimento vale a pena”, relata Eduardo, orgulhoso. Ele destaca que os novos animais têm mostrado um ganho de peso expressivo, o que significa maior produtividade e maior rotatividade no pasto.

O produtor de gado de leite Gilvan Santos Silva também está bastante satisfeito. Morador do povoado Pastor, no município de Boquim, há dois anos ele participa do programa IATF e já contabiliza três animais gerados graças à iniciativa. “Agora em dezembro estou aguardando o nascimento de mais um bezerro”, destacou Gilvan que tem nessa atividade a fonte de renda de sua família. “Criei meus dois filhos [um casal] e, agora, ajudo na criação de meus três netos, comercializando leite na cidade”, observou o pequeno produtor se referindo à sua criação de 10 cabeças de gado leiteiro.

Resultados satisfatórios

Conforme levantamento feito pela Emdagro, no ano de 2023, pelo programa “Mais Pecuária Brasil”, foram inseminadas 428 fêmeas bovinas de 60 produtores, em nove municípios sergipanos. Em 2024, foram 511 fêmeas bovinas inseminadas, de 67 produtores, em 14 municípios atendidos no estado.

No primeiro semestre de 2025, foram inseminadas 218 matrizes, de 26 produtores, em sete municípios, ainda pelo programa do ano anterior. “Já no programa IATF Sergipe, exclusivo do Governo do Estado, foram 186 fêmeas bovinas inseminadas, de 29 produtores em sete municípios, até o mês de novembro, sendo que ainda neste mês de dezembro o programa vai atender os municípios de Boquim e Lagarto, com 14 produtores inscritos e mais de 100 vacas cadastradas para serem avaliadas”, ressaltou a zootecnista Diana Garcez.

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