Laticínios gaúchos vão a Minas Gerais comparar processos, tecnologias e modelos de operação com outras realidades do setor

A caravana da Apil reúne 28 integrantes, passa pelo Minas Láctea 2026 e visita quatro indústrias. Na agenda estão temas que pesam no dia a dia das empresas, como mão de obra, carga tributária, equipamentos, ingredientes, insumos e eficiência produtiva

Uma comitiva com 28 integrantes de 13 laticínios associados à Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil) inicia, em 14 de julho, uma agenda técnica em Minas Gerais. O roteiro inclui a participação no Minas Láctea 2026, em Juiz de Fora (MG), e visitas a quatro indústrias do setor.

Durante o evento, os participantes acompanharão tecnologias, equipamentos e soluções voltadas à produção de lácteos. A programação ocorre no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, que concentra as atividades técnico científicas, e no Fiemg Expo Center, onde serão realizadas as exposições ligadas à área de negócios.

O presidente da Apil, Fernando Zimmermann, explica que a comitiva buscará identificar práticas e recursos que possam ser avaliados pelas empresas após o retorno ao Rio Grande do Sul. “Queremos aproximar os associados das principais inovações do setor, acompanhar tecnologias e tendências, absorver conhecimento e identificar oportunidades de melhoria. A ideia é trazer referências que possam ser aplicadas no dia a dia das empresas, com ganhos de eficiência e competitividade”, afirma.

Nas visitas técnicas, os integrantes conhecerão processos industriais e formas de organização adotadas por laticínios mineiros. Segundo Zimmermann, o contato direto permite comparar métodos de produção, produtos e rotinas com a realidade das empresas gaúchas.

A Apil já realizou uma agenda semelhante durante outra edição da feira. “Conhecemos uma realidade diferente, comparamos com a nossa forma de produzir e começamos a avaliar o que pode ser adaptado. Essa troca continua depois da viagem, porque os contatos permanecem e, muitas vezes, ajudam a esclarecer uma dúvida, encontrar um fornecedor ou entender melhor uma solução que vimos em outra empresa”, relata Zimmermann.

Para o presidente da entidade, a concentração de empresas e profissionais de um mesmo segmento também amplia a troca sobre problemas comuns aos laticínios. Entre os temas citados por ele estão disponibilidade de mão de obra, carga tributária, processos produtivos, equipamentos, ingredientes e insumos. “São três dias de imersão no negócio. Conversamos com pessoas que enfrentam problemas e dilemas parecidos, conhecemos máquinas, tecnologias e novas possibilidades e acabamos olhando para a própria empresa de outra maneira”, observa.

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