Grande Campeã leva o título pelo segundo ano seguido e jurado argentino destaca alto nível do rebanho apresentado na feira
O julgamento morfológico da raça Holandesa organizado pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), foi uma das atrações do sexto dia da 49° Expointer na quinta-feira (2). A atividade integra a programação da feira no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e que vai até domingo (6).
A campeã Fêmea Jovem foi Ferraboli 2533 Doce, Campeonato Bezerra Júnior, dos expositores e criadores Paulo A. Ferraboli e/ou Diego e/ou Diogo Ferraboli de Anta Gorda (RS). Também ganhou o título de Vaca do Futuro.
A Campeã Vaca Jovem foi a Granja Letícia Nobreza Negrita Haniko, campeonato Três Anos Junior, dos expositores/criadores Beatriz, Jean e Eloi Gallina, de Carlos Barbosa (RS).
A Vaca Vitalícia é a ainda detentora do recorde de 110 kg de leite em 1 dia na Expointer 2023 e campeã do concurso leiteiro Vaca Adulta da Expointer 2026 com 85,27 kg de leite, Festleite P. Ferraboli 407 Supersire dos expositores/criadores Paulo A. Ferraboli e/ou Diego e/ou Diogo Ferraboli de Anta Gorda (RS).
A vaca Grande Campeã da Raça Holandesa foi C.A.M. Custódia Hotjob 156, do Expositor Carlos Jacob Wallauer, de Salvador do Sul (RS) e do criador Reinaldo J. Schmidt e/ou Noemia A. Schmidt de Carambei (PR).
O proprietário, Carlos Jacob Wallauer, afirmou que o trabalho de longo prazo é o principal segredo para alcançar o topo nas pistas da Expointer. Questionado sobre o que explica a sequência de conquistas, o produtor foi direto: “Não tem segredo. Trabalho”.
A declaração resume a filosofia do criador, que vem acumulando resultados expressivos nas principais exposições de pecuária leiteira do país. Na Expointer, Wallauer conquistou pelo segundo ano consecutivo o título de Grande Campeã da raça Holandesa. Em 2025, também venceu com a vaca C.A.M Custódia Hotjob 156.
Já a Super campeã Vermelha e Branca foi Sand 622 Holliman Red, do expositor e criador Juliano Gabriel Sand, de Ibiruba (RS).
O jurado argentino Horacio Larrea elogiou a qualidade dos animais. O especialista voltou a julgar na feira após 20 anos e afirmou ter ficado impressionado com o nível do rebanho. “Estou muito honrado de estar aqui nesta exposição, depois de 20 anos da última vez que tinha julgado, e comprovar o nível de progresso genético que tem atendido aos criadores do Rio Grande do Sul”, afirmou.
Larrea classificou o grupo de vacas apresentado na pista como “fantástico” e atribuiu o resultado ao trabalho realizado pelos criadores ao longo de anos. Para ele, a qualidade exibida em uma exposição é consequência de um processo contínuo de seleção, manejo e dedicação. “Isto é trabalho de todos os dias, de toda a vida”, concluiu. Segundo Larrea, não é possível preparar um animal para uma competição de alto nível apenas às vésperas de uma exposição.
O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou a qualidade do plantel da raça Holandesa apresentado no julgamento. Para o dirigente, os comentários positivos do jurado argentino Horacio Larrea confirmam o nível alcançado pelos produtores gaúchos e recompensam o trabalho desenvolvido ao longo do ano. “Estão de parabéns nossos produtores. A gente chega nessa hora da exposição, nesse dia, já mostra um certo cansaço, mas vale a pena pelos produtores, pela qualidade que eles estão trazendo em pista”, afirmou Tang.
O presidente da Gadolando disse que, embora pudesse ser considerado suspeito para avaliar o próprio trabalho da entidade, a qualidade observada na pista era difícil de dimensionar. “Eu falar seria suspeito, mas é muita, muita, muita qualidade. Não tem como expressar a qualidade do nosso sistema”, disse.
Segundo Tang, o julgamento mostrou animais com elevado padrão morfológico e confirmou a evolução do rebanho apresentado na feira. “São vacas morfologicamente corretas, preenchendo essa pista, preenchendo nosso coração, nós que gostamos da vaca leiteira, gostamos dessa atividade”, declarou.
Para o dirigente, a participação dos criadores na Expointer também representa uma oportunidade de comparar o trabalho desenvolvido nas propriedades e medir a evolução dos rebanhos. “Os produtores da outra ponta respondem, vêm aqui, suportam a pista pesada, no sentido de compararem os trabalhos que estão fazendo com os outros colegas”, afirmou.