Investimentos em tecnologias impulsionam crescimento dos maiores produtores de leite

Os 100 maiores produtores de leite do Brasil conseguiram em 2017 elevar em 10,4% a produção média diária de seus rebanhos, chegando a 17.929 litros/dia, segundo o Levantamento Top 100 2018 que acaba de ser divulgado pelo Milkpoint.

“Esse crescimento é um indicativo de que os produtores de leite estão cada vez mais adotando novas tecnologias para elevar a eficiência de seus rebanhos”, assegura Cláudio Aragon, Diretor de Mercados da Semex Brasil. A empresa forneceu genética para 44% das fazendas classificadas no Top 100, sendo que, entre as cinco líderes do levantamento, quatro delas utilizam, além da genética, diversos programas e soluções tecnológicas da Semex Brasil. Dentre elas está a Fazenda Colorado, que manteve sua liderança ao elevar em cerca de 7% o volume produzido diariamente, totalizando 67.640 litros/dia.

O aumento da produção também está ligado ao uso de tecnologias para selecionar animais de maior imunidade, o que também contribui para reduzir consideravelmente os custos com medicamentos. Entre as Top 100, os custos operacionais de produção apresentaram queda de 3%. De acordo com Aragon, a maior demanda entre grandes produtores de leite é por animais de boa produtividade, mas também com menor incidência de doenças. “Hoje já é possível utilizar nos acasalamentos apenas reprodutores classificados como Immunity+. Com isso, o produtor consegue agregar muito mais valor ao seu rebanho e elevar a rentabilidade do negócio. Os produtos de touros Immunity+ são comprovadamente mais resistência a doenças, têm maior longevidade, colostro de alta qualidade (no caso das filhas) e conseguem uma recuperação rápida quando têm casos de mastite”, explica.

O levantamento ainda apontou que mais de 50% planejam expandir os negócios. Segundo Aragon, investir em programas de monitoramento do rebanho será fundamental para as fazendas que pretendem atingir essa meta. “Com base nos índices reprodutivos, produtivos e sanitários do rebanho, é possível fazer um planejamento mais preciso de gestão da propriedade. O programa Semex Dairy Track traz todos esses dados em relatórios quinzenais para o produtor, ajudando-o na tomada de decisão relativa ao desempenho do rebanho. Além disso, o programa traz uma comparação com outras nove mil propriedades de diferentes países, permitindo ao produtor tomar medidas para melhorar os índices de seu rebanho, caso estejam abaixo da média mundial”, explica Aragon.

Outra ferramenta que tem revolucionado a pecuária leiteira é a genômica. Hoje, já é possível fazer o gerenciamento genético do rebanho por meio do programa de acasalamento Semex Optimate. A ferramenta permite selecionar as melhores vacas do rebanho para acasalar com os touros de qualidade genética superior, levando em conta as características que a propriedade pretende melhorar em seu sistema de seleção, como saúde, produção, fertilidade, dentre outras. Com isso, a propriedade consegue multiplicar em seu rebanho apenas os melhores touros e vacas, com base no genoma de cada um deles. Já os exemplares classificados como ruins são utilizados para outros fins dentro do rebanho. “Assim a fazenda deixa de multiplicar a genética de animais ruins”, assegura.

Todas essas soluções tecnológicas disponíveis estão ajudando a colocar a pecuária leiteira do Brasil em um nível superior de produção. O levantamento Top 100 revelou que a produtividade por vaca aumentou na maioria das regiões brasileiras. O maior incremento produtivo (em litros/vaca) foi na região Sul (+2,5 litros/vaca), consolidando-se como a região com maior produtividade por vaca do país (32,3 litros/vaca), considerando os 100 maiores produtores. “Os resultados alcançados com a utilização de todas essas tecnologias no rebanho vão aumentando a confiança do produtor na pecuária leiteira. Ele percebe claramente os benefícios das tecnologias e passa a investir cada vez mais. Para nós, enquanto empresa de genética e de soluções, é importante sempre levar ao produtor ferramentas que possam agregar valor dentro da propriedade”, finaliza Aragon.

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