Instalações de compost barn no estado de Minas Gerais

Pesquisa mostra as características deste sistema em diversas fazendas, destacando suas adequações e os resultados em incremento na produção leiteira, melhoria da sanidade e conforto do rebanho

(Flavio Damasceno e Victor Crespo de Oliveira)

Apesar de ser o maior produtor de leite do País, Minas Gerais ainda amarga uma baixa produtividade de leite/animal, quando comparada à de outros países produtores de leite. Esta situação tem motivado muitos produtores a buscarem alternativas viáveis para elevar a produtividade. Um dos meios utilizados para aumentar a produtividade está nos sistemas de confinamento, e dentre estes sistemas, o compost barn (CB) vem sendo o adotado por um número cada vez maior de produtores. “O CB tem sido assunto de grande discussão e de procura por novas informações, uma vez que são poucos os estudos brasileiros que mostram mais detalhes sobre o sistema, seu funcionamento, manejo, e os resultados em acréscimos produtivos e financeiros”, observa o professor Flávio Alves Damasceno, do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras-UFLA.

O professor, juntamente com estudantes e colaboradores da universidade, desenvolveu recentemente uma pesquisa em que analisou a caracterização arquitetônica, tecnológica, ambiental e do rebanho das instalações de confinamento para gado de leite do tipo CB presentes no sul de Minas Gerais.

Como resultado deste estudo, se observou que das fazendas avaliadas, todas já estavam envolvidas com a atividade leiteira antes de adotar o sistema CB para alojamento dos animais, e na maioria dos casos avaliados, os animais eram criados em sistema extensivo e semiextensivo. A maioria dos proprietários afirmou que o fator que os motivou a adotar o sistema CB, foi a necessidade de elevar a produção e qualidade de leite na fazenda e reduzir os índices de mastite que o rebanho apresentava. Cerca de 75% das instalações foram projetadas e construídas, não existindo adaptações, o restante foram adaptadas em função da infraestrutura previamente existente no local.


Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 655 (julho/2019)

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