Sistema de monitoramento traz mais eficiência no manejo dos animais

Sistemas de produção tecnificados e de alta produtividade adotam plataforma de monitoramento para ter informações sobre a situação reprodutiva, de saúde, nutricional e de bem-estar das vacas
João Antônio dos Santos

Produtores que chegam a um patamar de eficiência bastante razoável buscam com tecnologias de ponta refinar o manejo dos animais e da gestão, ganhando em produtividade, eficiência e bem-estar animal. É o caso, por exemplo de dois produtores da região de Campos Gerais do Paraná, com que adotaram o uso de um sistema de monitoramento do comportamento dos animais por meio de um colar dotado de um sensor. Essa solução fornece, em tempo real, informações de cada animal sobre suas condições de saúde, reprodução, nutricional e de bem-estar. O produtor e funcionários as recebem no computador ou no celular por meio de um aplicativo, que lhes permite tomar providência imediatamente.

O produtor Rodrigo Feijó da Costa Zarski, proprietário da Fazenda Ômega, em Arapoti, utiliza o colar de monitoramento em 250 vacas e novilhas, como uma ferramenta para ganhar maior eficiência na gestão do rebanho. E logo, segundo diz, vai colocar nas bezerras brinco de monitoramento. “Meu propósito, desde o início na atividade leiteira, era tocá-la de modo profissional, com o uso intensivo de tecnologias, nada de amadorismo e de improvisação. Então, adotar esse sistema de monitoramento só veio a somar e seus resultados em pouco tempo vêm atendendo às minhas expectativas”, relata.

Ao adquirir a fazenda, em 2014, começou a por em prática seu planejamento para reformular o sistema de produção e gestão, visando colocar a atividade em novo patamar de gestão profissional para elevar a produtividade. “Começamos, eu e meu sócio na época, a investir em tecnologias, no melhoramento genético, com a compra de animais de alto padrão, na produção de alimentos de melhor qualidade nutricional, produtividade, qualidade do leite, com base no bem-estar animal e sustentabilidade, e, obviamente, buscando o retorno financeiro”, diz Rodrigo Zarski.

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 658 (outubro/2019)

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