Abertura Oficial da Colheita do Milho é nesta quinta-feira no Rio Grande do Sul

Plantação de milho na Granja Busnello, em Paulo Bento. A expectativa é colher 200 sacas por hectare. – Foto: divulgação/Granja Busnello

Foi muito agitada a 12ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Milho do Estado do Rio Grande do Sul, que neste ano ocorreu em Paulo Bento, na Granja Busnello, no dia 23 de janeiro. A programação aconteceu no turno da manhã a partir das 7h30 (veja abaixo). A abertura oficial aconteceu às 10h30min.

A família de Belcezar Busnello, anfitriã desta edição, está comprometida em organizar o espaço para acolher produtores de toda a região Norte do Estado, bem como autoridades políticas e lideranças do agronegócio gaúcho. Eles produzem na Granja soja, milho, trigo, aveia e cevada. 

“Nós estamos muito honrados em receber esta edição da Colheita do Milho, um fato inédito para a região Norte gaúcha e mais ainda para o município de Paulo Bento, um município pequeno, perto de Erechim, mas muito bem estruturado”, afirma o filho de Belcezar e produtor rural Delciomar Busnello. Segundo ele, a área cultivada com milho na propriedade passou de 70 para 130 hectares nesta safra 2024/2025, com expectativa de colher 200 sacas por hectare. 

O milho é cultivado em 487 dos 497 municípios gaúchos, com uma ampla janela de semeadura que se estende do mês de agosto a janeiro.

“A produção de milho no Rio Grande do Sul é de extrema importância, tanto para a alimentação humana, quanto para a alimentação animal. As cadeias produtivas das aves, suínos e outros animais utilizam o cereal, principalmente na forma de ração (70% da ração é milho), sendo que o setor leiteiro usa a planta, preferencialmente, na forma de silagem”, destaca Valdomiro Haas, analista agropecuário e florestal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e assessor da Câmara Setorial do Milho. 

De acordo com Haas, a cultura é uma ótima opção técnica para rotação de culturas com a soja por deixar grandes volumes de palhada proporcionando uma maior proteção ao solo nos períodos de pós-colheita. E o milho, destaca, “é a cultura que melhor responde ao uso da irrigação com possibilidade dos rendimentos chegarem a ser 60 a 80% maior quando comparado a lavouras sem utilização de irrigação”.

Fonte: Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul

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