Acordo entre Mercosul e UE em fase final

CNA e IPA divulgaram documento com cinco demandas e ganham o apoio de entidades do agronegócio

 A CNA-Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o IPA-Instituto Pensar Agropecuária divulgaram um documento que pede ao governo brasileiro a inclusão de pontos considerados “imprescindíveis” nas negociações entre Mercosul e União Europeia para a conclusão do acordo comercial entre os dois blocos.  As duas entidades defendem que qualquer decisão sobre barreiras sanitárias e fitossanitárias leve em conta a prevalência da ciência e da análise de risco, além de outros tópicos referentes a questões sanitárias.

Outra demanda se refere ao desenvolvimento sustentável. CNA e IPA querem uma cláusula que evite a interferências nas políticas ambientais e trabalhistas de um bloco sobre o outro e solicitam também a inclusão dos Limites Máximos de Resíduos (LMRs) e dos temas de biotecnologia no capítulo de SPS. O último ponto faz alusão ao diálogo sobre concessões em Indicações Geográficas (IGs) com a participação do setor privado para inserir o uso de termos genéricos para produtos agropecuários, como os queijos.

“São pontos bastante delicados que ainda estão pendentes nas negociações e precisam ser sintonizados. Geram preocupação especialmente as questões que podem resultar no fechamento desse importante mercado para produtos brasileiros no médio ou longo prazo”, diz o documento. Ainda no texto, as duas entidades se mostram confiantes na conclusão de um acordo “justo, ambicioso e equilibrado” entre sul-americanos e europeus e que o mesmo terá benefícios para os setores de proteína animal, grãos, frutas, alimentos processados e bebidas, entre outros segmentos que enxergam grandes oportunidades na UE.

“O mercado europeu é o nosso segundo principal destino, com mais de 500 milhões de consumidores de relevante poder aquisitivo. Mais do que nunca precisamos que as nossas exportações tenham acesso sólido e crescente a esse mercado, e a conclusão do acordo de forma responsável é chave para essa missão”, finaliza o texto, assinado por entidades como Associação das Empresas de Biotecnologia na Agricultura e Agroindústria (Agrobio); Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), entre outras.

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