ASBRAM empossa nova diretoria em fevereiro e reforça transparência para parceiros

A última reunião da entidade em 2025 debateu novas alianças, apontou otimismo para o mercado de carne bovina nos próximos dois anos e alertou para a nova legislação tributária brasileira

 

 

Manter as sucessões programadas das diretorias para fomentar um trabalho mais próximo com todos os parceiros de negócios, preparar-se ainda mais para atender os clientes no ciclo virtuoso da Pecuária até 2028 e comemorar a coesão e o entrosamento entre as equipes das cem corporações que compõem o quadro da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Esse foi o objetivo cumprido pelos executivos e profissionais das empresas do segmento nesta passagem de ano, ratificado durante a última reunião promovida pela entidade no fim de 2025.

 

ASBRAM 2O encontro marcou a eleição dos novos membros do Conselho de Administração da Associação para o biênio 2026 – 2027. O executivo Rodrigo Miguel assume a presidência no lugar de Fernando Cardoso Penteado Neto, com Leonardo Matsuda como Vice-Presidente. Elizabeth Chagas segue como Vice-Presidente Executiva da entidade. A nova diretoria toma posse no próximo dia 25 de fevereiro.

 

“Confio demais na pecuária brasileira. Basta ver o que conseguimos fazer em 2025, quase empatando nossas vendas com 2024, que teve um segundo semestre histórico. Tenho certeza de que em 2026 não vai ser diferente. E tenho orgulho em apontar a ASBRAM como uma entidade sadia financeiramente e estruturada para permanecer atuando forte”, analisou Fernando Penteado. “Chego muito otimista e com energia para atuarmos em nome de nossas empresas, do nosso mercado e para atender cada vez melhor e mais de perto os pecuaristas de todos os estados produtores brasileiros”, acrescentou o novo presidente, que mandou sua mensagem pela web, direto da Holanda.

 

Foram quase noventa pessoas presentes no encontro realizado na capital paulista e outras duzentos acompanhando pela internet, atentos a quatro palestras, aos debates e à apresentação dos números de comercialização de suplementos minerais no Brasil neste ano. “Estamos muitos felizes, as palestras foram ótimas, todos os convidados muito entrosados e felizes. Nesta casa, todos se dão bem. Todos conversam e eu até pareço a mãe deles. 2025 não foi um período fácil. Teve tarifaço dos EUA, impostos, insegurança, mas fizemos um ano com um resultado positivo face ao que passamos. Também porque a base de comparação, principalmente com o segundo semestre do ano passado, que foi ‘fora da curva’. Trabalhei muito tempo com fertilizantes e sonhava com a soja na ponta das exportações. E conseguimos. E agora é a carne bovina, liderando o mundo em produção e exportação. Estamos no caminho certo, ajudando o Brasil a consolidar-se como o maior fornecedor e embarcador da nossa proteína no planeta”, comentou Beth Chagas.

 

O encontro ressaltou a força ambiental do Brasil, que protege 66% da vegetação original, economiza 164 milhões de hectares cultivados graças ao aumento da produtividade agrícola, além de quase 400 milhões de hectares destinados à Pecuária. E com métodos preservacionistas de sucesso, como Boas Práticas na Agricultura; Agricultura de Baixo Carbono; Integração Lavoura, Pecuária e Floresta; Plantio Direto; Tratamento de Resíduos; Bioinsumos; Agricultura Regenerativa e muito mais. Assim, conseguiu atingir a quarta posição mundial em produção e vendas externas, além de ser responsável por metade da balança comercial brasileira, com um superávit de quase 150 bilhões de dólares. “Realmente, o Brasil consolida sua presença como potência agroambiental tropical, tendo clima, terras, água e recursos humanos para avançar mais. Agora, é importante destacar, também, que esses resultados redundaram em alimentos mais baratos para os brasileiros”, apontou o professor da Universidade de São Paulo José Otávio Menten.

 

O encontro da ASBRAM também cravou um futuro vitorioso da Pecuária, com bons preços para o boi gordo e consumo interno estável, mesmo com a economia crescendo menos daqui para a frente. “O cenário é positivo mesmo com os criadores sabendo que precisam ficar atentos aos temas da reposição, incerteza política, custos, preços de venda e o caixa da fazenda”, aconselhou Hyberville D’Athayde, médico veterinário e consultor.

 

“O Brasil não viveu grandes efeitos econômicos internos em 2025. E em 2026, a economia vai crescer menos, mas ainda ficando positiva. A inflação vai continuar caindo por forte influência dos alimentos. De novo, o grande problema, deve ser o Governo Federal e os gastos públicos crescentes”, advertiu Felippe Cauê Serigati, professor de economia na Fundação Getúlio Vargas, pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV e coordenador do Painel de Estatísticas de Comercialização de Suplementos Minerais da Associação.

 

E esses gastos também acabam sufocando os pecuaristas por causa da taxa de juros imposta pelo Banco Central para derrubar os preços. O que vem obrigando os produtores a continuarem vendendo vacas mesmo com o bom preço dos bezerros, racionalizando o uso de toda a nutrição e gastando parte das margens para bancar o crédito oficial contraído em 2024, sem ter acesso a dinheiro novo dos cofres públicos.

 

“O Agro segue com recordes aqui dentro, lá fora e ajudando a baixar os preços nas gôndolas dos supermercados. Entretanto, vive, ao mesmo tempo, grandes problemas para equacionar. Logo, 2026 deve exigir concentração total à gestão do negócio. Diante do que foi 2025, se o segmento de suplementos minerais finalizar o ano com 2,5 milhões de toneladas vendidas, será ótimo”, finalizou Felippe Serigati. O último ponto de atenção sugerido pela reunião da ASBRAM foi sobre a nova legislação tributária do país, que entra em fase de transição e testes a partir de janeiro.

 

“A reforma agora é realidade e todos os produtores rurais precisam montar e treinar equipes especiais para escolher as melhores alternativas em cada fazenda, sistema produtivo e tipo de comercialização. As novidades vão afetar todas as empresas, todos os negócios. E tudo dentro de um ambiente digital, que transfere a responsabilidade do conhecimento do recolhimento da União para o contribuinte”, insistiu Lincoln Diones Martins, advogado, contador, sócio do Grupo Voilier e da LDM Sociedade de Advogados. O encontro ASBRAM terminou com um jantar de confraternização na Churrascaria Fogo de Chão, nos Jardins, em São Paulo.

 

 

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