Formulação da MSD Saúde Animal promove redução expressiva da enfermidade, permitindo menos inflamação e menos retrabalho
Enquanto muitos parasiticidas enfrentam altos índices de resistência parasitária, a molécula fluralaner oferece um novo mecanismo de ação, atuando como um potente inibidor de parasitas. A MSD Saúde Animal, pioneira no lançamento dessa molécula para uso na pecuária bovina, agora comprova a eficácia do Exzolt 5% (fluralaner 5%) para combater a bicheira de umbigo. Estudo de campo realizado pela empresa em conjunto com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) demonstra um efeito preventivo expressivo, com a proporção de bezerros protegidos de 96%.
Problema comum no campo, a bicheira de umbigo (miíase cutânea) é um prejuízo que começa cedo e promove dor intensa, infecção e risco elevado de mortalidade. Causada pela larva da mosca Cochliomyia hominivorax, ela não é apenas um problema estético, mas uma fonte real de dano econômico. Em bovinos, a categoria mais suscetível a essa parasitose é a de bezerros recém-nascidos, devido ao fato de o umbigo atrair as moscas adultas, que colocam ovos ao redor da mucosa exposta e, em menos de 24 horas, já ocorre a invasão pelas larvas.
Quando não são devidamente tratadas, as bicheiras podem causar lesões graves e mortalidade de 7 a 10 dias após o início da infestação. “Os animais sobreviventes podem desenvolver um quadro popularmente chamado de ‘umbigo duro’, que pode evoluir para a ‘junta inchada’. Isso ocorre pois, após a miíase, há invasão da lesão por bactérias, que causa um processo infeccioso e inflamatório no umbigo”, explica o Prof. Dr. Fernando Borges, médico-veterinário, mestre e doutor em Medicina Veterinária.
Quem também fala sobre o tema é o médico-veterinário Daniel Rodrigues, gerente técnico da unidade de negócio de Ruminantes da MSD Saúde Animal. Ele pontua que, dentro da realidade das fazendas, o ambiente extensivo favorece a proliferação, ainda mais quando o manejo não ocorre no momento ideal. “Somado a isso, soluções tradicionais já não resolvem o problema, devido à resistência de C. hominovorax à Doramectina, molécula de grande uso para a enfermidade.”
A Doramectina tem sido amplamente usada no manejo de maternidade há mais de três décadas para a prevenção de bezerros recém-nascidos, esclarece o Prof. Dr. Fernando Borges. Segundo o especialista, a exposição contínua da mosca a esse antiparasitário levou à seleção de populações resistentes, com relatos científicos recentes no Brasil e Argentina de casos de falta de eficácia na prevenção de bicheiras em bovinos.
“Considerando um cenário em que haja resistência à Doramectina, sobram poucas alternativas terapêuticas práticas e com longo período de efeito preventivo para serem recomendadas a essa categoria animal. Além disso, há a possibilidade de intoxicação de bezerros, com relatos de mortalidade, caso a dose aplicada não seja a descrita na bula do produto”, ressalta.
Molécula de alta eficácia
Entre as alternativas terapêuticas atualizadas e eficazes, destaca-se a molécula Fluralaner, que chegou ao mercado bovino pela MSD Saúde Animal, em 2022, com o Exzolt 5%, que já soma mais de 8 milhões de doses vendidas. Agora, a solução ganha holofote no tratamento contra bicheira de umbigo.
Com ação sistêmica e persistente, o Exzolt® 5% é uma solução pensada para os desafios atuais, com segurança para quem aplica e para o bezerro. Com uso prático via pour-on (no dorso do animal), é fácil de aplicar no manejo neonatal. “O umbigo é uma porta de entrada para a bicheira, por isso, se não proteger, o prejuízo começa no primeiro dia de vida do animal. Agora, associando o manejo correto ao uso do Exzolt® 5%, tem-se mais tranquilidade na maternidade, evitando tratamentos corretivos e diminuindo perdas e o uso de antibióticos”, diz Daniel Rodrigues.