Campo experimental da Epamig é certificado como livre de Brucelose e Tuberculose Bovina

Rebanho do Campo Experimental de Acauã é o primeiro da instituição a conseguir a certificação

O rebanho do Campo Experimental de Acauã, unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) no município de Leme do Prado foi reconhecido como livre de Brucelose e de Tuberculose Bovina. A certificação foi oficializada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), no dia 25 de fevereiro.

Esta é a primeira propriedade da EPAMIG a obter o certificado, que atende ao Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). O PNCEBT tem como objetivo reduzir a prevalência e a incidência, até a eliminação das doenças e é regido pela Instrução Normativa nº10 do Ministério de Agricultura e Pecuária, de 3 de março de 2017.

O médico veterinário Luiz Gustavo de Araújo Ladeira, responsável técnico pelo rebanho do Campo Experimental de Acauã e pelo processo de certificação, explica que para pleitear a certificação é necessária a realização de dois exames consecutivos no rebanho, com resultado negativo, para brucelose e tuberculose, no intervalo de 6 a 12 meses.

“Entramos com o pedido em março de 2023, quando foi realizado o 1º exame no rebanho, e neste mês solicitamos a renovação do certificado”, conta o pesquisador que acrescenta: “A certificação tem validade de doze meses e a renovação está condicionada à realização e apresentação de novos exames no rebanho, com resultados negativos, no prazo estabelecido, para o órgão estadual de fiscalização, o IMA”.

Luiz Gustavo ressalta o empenho da equipe do Campo Experimental de Acauã na obtenção da certificação e informa que o processo foi desenvolvido pelo Escritório Seccional do IMA em Capelinha (IMA/ESEC Capelinha), por meio da médica veterinária Débora Shirata de Miranda.

Importância Sanitária

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Importância Sanitária

O Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal preconiza medidas compulsórias: como a vacinação e exame de todo o rebanho bovino e bubalino (respeitando os protocolos de idade e as recomendações para fêmeas e machos), e medidas voluntárias: como as certificações de propriedades como livres de brucelose e/ ou de tuberculose.

“Em Minas Gerais são 57 propriedades certificadas (55 livres de brucelose e de tuberculose e duas livres de tuberculose). Para a EPAMIG em Acauã, esse é um pré-requisito para o funcionamento da queijaria artesanal, que tem como base o uso de leite cru”, destaca o médico veterinário.

Para a chefe do Departamento de Pesquisa da EPAMIG Cristiane Viana. “É importante para a EPAMIG ser exemplo, por ser uma empresa pública que, desde 1974, é referência na geração e transferência de tecnologia para o setor agropecuário de Minas Gerais”.

A pesquisadora ressalta que tuberculose e brucelose são doenças zoonóticas de notificação obrigatória, que podem ser transmitidas ao homem por meio de consumo de leite e derivados oriundos de vacas infectadas, sem tratamento térmico.

“O objetivo é levar ao consumidor um alimento seguro, garantir a produção de queijo a partir do leite cru proveniente de vacas livres de brucelose e tuberculose. Começamos em Acauã e vamos expandir para os demais Campos Experimentais da EPAMIG que atuam na pecuária leiteira. Queremos, também, estimular os produtores a certificarem suas propriedades”, finaliza.

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