Cooperativas do Paraguai querem importar embriões da raça Girolando

Será a primeira importação de genética da raça feita pelo grupo da região do Chaco Paraguaio

Por Larissa Vieira – comunicação Girolando

Para dobrar a produção de leite em propriedades localizadas na região do Chaco, cooperativas do Paraguai decidiram investir na raça Girolando, que surgiu no Brasil e hoje é a que mais vende sêmen e embriões no segmento de leite. Médicos-veterinários do Departamento de Leite das três maiores cooperativas paraguaias Chortitzer, Fernheim e Neuland visitaram o Brasil na última semana para conhecer projetos de melhoramento genético e seleção da raça.

O intuito das cooperativas paraguaias é importar embriões de Girolando para melhorar a eficiência dos rebanhos do Chaco Paraguaio, que é uma região de baixo índice pluviométrico e temperaturas. Com a genética brasileira, eles esperam praticamente dobrar a produção das vacas, que hoje gira em torno de 3.200 kg de leite/lactação, chegando a uma média de 6.000 kg de leite/lactação.

Esta será a primeira importação de embriões Girolando feita pelas três cooperativas. Atualmente, o Girolando é a raça leiteira nacional que mais produz embriões no Brasil, chegando a quase 100 mil embriões apenas no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Index Asbia Embriões 2025. “O Girolando consolidou-se no Brasil por ser uma raça capaz de manter boas produções de leite nos mais variados sistemas de manejo, desde o pasto até o confinamento, sendo altamente adaptada às regiões dos trópicos e a climas como o do Chaco”, explica o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Celso Menezes.

Juntamente com o coordenador do PMGG, Edivaldo Ferreira Júnior, Menezes recebeu a comitiva paraguaia na sede da entidade, em Uberaba/MG, na última quinta-feira (12/02). Eles conheceram as tecnologias de seleção do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) e as características produtivas e reprodutivas dos animais, além dos sistemas de produção utilizados no Brasil. No grupo estavam os veterinários Eduardo Knelsen, Gabriel Scholler, Mathias Giesbrecht, Rudolf Klassen e o consultor brasileiro da IntelPec Fernando Vilela.

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