Criadores de búfalos e União avançam discussões para alavancar setor no Rio Grande do Sul

Reunião em Porto Alegre contou com representantes da Ascribu e dos ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Agrário. A presidente da Ascribu, Desireé Möller, destacou aos representantes do governo federal que o búfalo pode ser uma alternativa para o produtor de leite que, neste momento, enfrenta uma queda importante no preço que é pago

Representantes da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) estiveram reunidos no Ministério da Agricultura, em Porto Alegre (RS), com os superintendentes regionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), José Cleber, e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Milton Bernardes. O encontro foi para discutir alternativas no sentido de uma linha de crédito específica para apoio e estímulo ao desenvolvimento da bubalinocultura, em especial a produção de leite e seu beneficiamento, principalmente junto às pequenas propriedades.

A presidente da Ascribu, Desireé Möller, destacou aos representantes do governo federal que o búfalo pode ser uma alternativa para o produtor de leite que, neste momento, enfrenta uma queda importante no preço que é pago. Neste sentido, a dirigente referiu também que o estado enfrenta forte queda no número de propriedades leiteiras. “Sendo assim, o búfalo entra como alternativa, tanto principal quanto secundária da pequena propriedade”, enfatizou.

Outra reivindicação foi relativa à classificação dos bubalinos nos financiamentos dos bancos, visto que na linha de crédito está relacionado apenas o termo “bovino”, o que dificulta o processo para acesso ao crédito aos bubalinos. “Para facilitar a aquisição de animais junto à agroindústria familiar, seria interessante uma linha de crédito para bubalinos de leite ou de corte”, sugere. Outra alternativa levantada foi uma possível reunião com representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) onde se colocaria a carne e o leite bubalino dentro da merenda escolar por meio da agroindústria familiar.

Neste sentido, o superintendente regional do MDA, Milton Bernardes, destacou a base sólida da atividade da agricultura familiar no Rio Grande do Sul. “Muitos dos programas, o próprio conceito de agricultura familiar é relativamente recente, coisa de 30 anos aqui no estado, a gente tem esse pioneirismo, o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) nasceu aqui. Portanto, nós temos uma tradição muito forte na agricultura familiar e é importante ampliarmos essa discussão e nos colocarmos à disposição neste debate que está apenas iniciando”, enfatizou.

Na mesma linha, o superintendente regional do Mapa, José Cleber, enfatizou a necessidade de mais diálogo e que os produtores detalhem melhor as prioridades para que os órgãos governamentais da área possam interceder no sentido de viabilizar as demandas. “Efetivamente é importante estabelecer qual a dificuldade no sentido do acesso ao crédito para bubalinocultura, por exemplo, se o problema está na regulamentação ou se está na operacionalização dos bancos”, ponderou.

Ficou acertada uma segunda reunião durante a Fenasul Expoleite, que acontecerá entre 15 e 19 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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