Eficiência reprodutiva: como medir em rebanhos leiteiros

Os indicadores para se aferir o nível de eficiência da reprodução das vacas do rebanho são taxas de serviço, de concepção e de prenhez. Confira como utilizá-las

Por Ernane Campos e Guilherme Pontes Corrêa

Uma boa eficiência reprodutiva é primordial como componente de lucratividade nos sistemas de produção de leite. Seu impacto na rentabilidade da exploração é muito grande, já que quanto mais partos por ano e mais vacas no início da lactação, mais leite será produzido e com melhor conversão alimentar. Ao mesmo tempo, haverá menor número de vacas secas no rebanho, reduzindo, consequentemente, o custo da dieta.

A explicação para tal conceito vem da própria fisiologia dos animais em fase produtiva. Vacas em início de lactação priorizam os nutrientes ingeridos através do consumo de alimentos e também da mobilização de reservas corporais para a produção de leite. Já as vacas em final de lactação têm a produção de leite reduzida, pois a prioridade não é mais a produção de leite, mas, sim, a recomposição das reservas de energia e o desenvolvimento do feto.

Por tal razão, vacas em início de lactação convertem, com maior eficiência, os alimentos ingeridos em leite, produzindo com menor custo por litro. Para se atingir essa situação, é preciso reduzir o tempo pelo qual as vacas ficam vazias no rebanho. Este tempo é conhecido como período de serviço, ou seja, o intervalo entre o parto e a concepção em dias. O período de serviço somado ao período de gestação nos indica o intervalo entre partos (IEP) do animal.

As tabelas 1 e 2 mostram o impacto da eficiência reprodutiva no número de vacas em lactação de um rebanho, considerando um período de lactação de 10 meses, na produção de leite e no número de animais na recria. No entanto, avaliar o desempenho reprodutivo em função dos partos não é uma boa estratégia, pois para isto eles precisariam ocorrer, tornando a avalia¬ção tardia, ou seja, o índice obtido hoje refletirá uma condição vivida há pelo menos nove meses atrás, ou seja, as ações para correção do problema deve¬riam ter sido tomadas bem antes. E, também, incluem somente os animais que já estão prenhes, desconsiderando as vacas vazias e os descartes.

Mas afinal, como gerenciar a eficiência reprodutiva do rebanho? Precisamos, então, de índices de monitoramento que sejam obtidos de forma rápida, permitindo a identificação precisa dos problemas e em tempo hábil, para que as medidas sejam tomadas a tempo de corrigir as falhas. São eles conhecidos por taxas de serviço, de concepção e de prenhez.

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 627, de janeiro 2017

Posts Relacionados

ABCZ e ABCGIL consolidam regras do Gir Leiteiro para a ExpoZebu

Os criadores de Gir Leiteiro que estarão na pista da 91ª ExpoZebu terão uma mudança estratégica nesta edição. O regulamento adotado para os julgamentos da raça na maior feira da...

Brasil e China iniciam intercâmbio tecnológico na criação de asininos

Segundo Lucena, que vem liderando estudos de identificação e viabilidade da produção leiteira de fêmeas asininas na UFAPE desde 2018, além de promover importante intercâmbio científico, a visita evidenciou o...

Cooperativa Frísia monitora 23,5 mil vacas por IA, equivalente a quase 70% da sua produção leiteira

A Frísia Cooperativa Agroindustrial monitora atualmente 23,5 mil vacas leiteiras com o uso de inteligência artificial (IA). Os animais estão distribuídos em 109 propriedades do Paraná e fazem parte do...