Fiemg discute desafios do cenário econômico do leite

No dia 26 de outubro, empresários e entidades representativas do setor de lácteos se reuniram no I Encontro Nacional do Setor Lácteo, realizado na sede da Fiemg-Federação das Indústrias de Minas Gerais, em Belo Horizonte-MG. O evento, organizado pelo Silemg-Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais, foi desenvolvido com o objetivo de compartilhar desafios e boas práticas do segmento que possam contribuir para o seu crescimento e fortalecimento.

Dividido em dois módulos, o encontro discutiu temas inerentes ao cenário econômico enfrentado pelo setor – regulamentação, legislação, tecnologia e institucionais – e as ações realizadas para a promoção dos benefícios do leite e seus derivados.

Os desafios econômicos enfrentados pelo segmento, como o aumento das importações de lácteos, e as orientações da ANVISA sobre a rotulagem de produtos sem lactose foram os assuntos de maior repercussão durante o evento.  Assim como a continuidade e a ampliação das ações em prol da qualidade do alimento e sua promoção, e os novos estudos que reconhecem os benefícios do leite e seus derivados, principalmente, ao que se refere à alta qualidade das proteínas e do cálcio.

Ao final de cada rodada, especialistas e convidados compartilharam suas perspectivas e deram origem a um termo de compromisso que pautará as próximas ações do segmento.  Entre os pleitos estão: a solicitação de que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilize dados sobre as indústrias do setor para a Embrapa, ajudando as empresas na tomada de decisão; e que as experiências de ações de estímulo ao consumo de leite e seus derivados sejam compartilhadas e influenciem o surgimento de novos projetos.

Para o presidente do Silemg, João Lúcio Barreto Carneiro, o encontro foi um passo importante para fortalecimento e união do setor lácteo. “Precisamos fortalecer o nosso setor e mostrar para todos o valor socioeconômico da cadeia do leite. Atualmente, a nossa cadeia produtiva é uma das que mais geram empregos e arrecadação para a economia nacional e, mesmo assim, ainda perdemos oportunidades em função da falta de informação”, afirmou ele.

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