Girolando defende o agro no Carnaval

“Diante de mais uma tentativa de desmerecer o agronegócio brasileiro, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando declara seu apoio à proposta de uma reação coletiva das entidades e empresas do setor e dos empresários rurais contra as inverdades que serão apresentadas pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense no desfile de Carnaval do Rio de Janeiro. É inadmissível que um evento dessa envergadura apresente ao mundo apenas uma imagem distorcida e inverídica do setor, contribuindo para a perpetuação na sociedade do velho preconceito contra o homem do campo.

Graças ao agronegócio os turistas poderão festejar o Carnaval carioca com bebida e comida produzidas com o que sai das lavouras e pastos brasileiros. Desde a cevada da cerveja, a uva dos espumantes e dos vinhos, a carne do churrasco, o bacon da feijoada, todos os alimentos que serão vendidos na festa carioca vieram do esforço e do trabalho incansável dos produtores rurais. Graças ao algodão, ao couro e tantas outras matérias-primas produzidas pelo agronegócio é que foi possível produzir as roupas, as maquiagens, os produtos de higiene pessoal e tantos outros itens que serão usados pelos carnavalescos e foliões. O produtor sempre se orgulhou de contribuir para esses momentos festivos e a sociedade tem o direito de saber a verdade sobre o setor e de não ser enganada com informações equivocadas.

Sabemos que um país para ter paz e prosperidade nos anos vindouros precisa ser autossuficiente na produção de alimentos. O Brasil, com a eficiência de seus produtores, com certeza se manterá como o grande produtor mundial de alimentos, contribuindo inclusive para melhoria da renda  da sociedade já que o setor gera um grande número de empregos e, mesmo em um momento de crise econômica, continua crescendo. Na atual conjuntura que vivemos o AGRO está sustentando a balança comercial do país e sempre sustentará.

O produtor brasileiro vem adotando ao longo dos anos diversas tecnologias para garantir a produção sustentável de alimentos, sendo o único país no mundo com quase 62% de vegetação nativa intacta. Ao contrário do que defende o inverídico samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, o Brasil é uma das nações com maior extensão de área destinada à comunidade indígena. Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional, sendo uma extensão muito superior à destinada ao cultivo de grãos no Brasil. Esses números atestam que a produção de alimentos não coloca em risco o meio ambiente e nem a comunidade indígena, deixando claro que se trata de uma visão preconceituosa da escola de samba em relação ao agro.

A Girolando, que há décadas trabalha pela evolução da pecuária leiteira e para garantir a autossuficiência do Brasil na produção de leite, conclama a todos seus associados a se unirem nessa importante defesa do agronegócio. Vamos mostrar a real contribuição do setor para o avanço do país, que sem adereços, mas com dignidade e trabalho garante ao Brasil e ao mundo alimento de qualidade”

Luiz Carlos Rodrigues, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

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