Especialistas reforçam que a prevenção contra parasitas é fundamental para preservar o desempenho dos bovinos durante o período de utilização das pastagens de inverno, reduzindo perdas produtivas e protegendo os investimentos realizados nas propriedades
A chegada das pastagens de inverno representa um dos momentos mais estratégicos para a pecuária de corte e leite no Rio Grande do Sul. Além de proporcionar uma importante fonte de alimento de elevada qualidade para os rebanhos durante os meses mais frios do ano, esse período também exige atenção redobrada ao manejo sanitário dos animais, especialmente em relação ao controle de parasitas internos e externos.
Embora muitas vezes passem despercebidas, as infestações parasitárias figuram entre os fatores que mais comprometem o desempenho produtivo dos bovinos. A presença desses agentes reduz o ganho de peso, prejudica a conversão alimentar, afeta a eficiência reprodutiva e limita o aproveitamento dos nutrientes ingeridos, provocando perdas econômicas significativas ao produtor.
Com a entrada dos animais em novas áreas de pastejo, aumenta a possibilidade de contato com formas infectantes de diferentes parasitas presentes nas pastagens. Essa condição eleva a pressão parasitária sobre o rebanho justamente em um período em que o objetivo do produtor é aproveitar ao máximo o potencial nutritivo das forrageiras de inverno.
Segundo Janaina Giordani, gerente de Produtos de Antiparasitários da Zoetis Brasil, o controle sanitário deve fazer parte do planejamento produtivo das propriedades e não apenas ser adotado quando surgem problemas clínicos.
“O controle parasitário não deve ser visto apenas como uma medida para tratar um problema quando ele aparece, mas como uma estratégia para preservar o potencial produtivo dos animais. Quando o produtor atua de forma preventiva, ele protege os ganhos obtidos com manejo e nutrição, melhora a eficiência do sistema e reduz perdas que muitas vezes não são percebidas imediatamente, mas impactam o resultado final da propriedade.”
Desafios do inverno exigem manejo integrado
Além da maior exposição aos parasitas, o inverno no Rio Grande do Sul apresenta uma série de desafios que interferem diretamente no desempenho dos rebanhos. Geadas, excesso de umidade, oscilações na qualidade das forrageiras e condições climáticas que dificultam o desenvolvimento uniforme das pastagens fazem parte da rotina dos pecuaristas durante a estação.
Nesse cenário, manter os animais saudáveis torna-se um fator determinante para que consigam aproveitar adequadamente os nutrientes disponíveis. Um bovino acometido por verminoses ou infestações de ectoparasitas apresenta menor capacidade de transformar alimento em produção, reduzindo a eficiência do sistema justamente em um período considerado estratégico para a atividade pecuária.
Por isso, especialistas destacam que o manejo sanitário deve caminhar lado a lado com o planejamento nutricional e a gestão das pastagens. A combinação entre boa oferta de alimento, monitoramento constante do rebanho e protocolos preventivos permite reduzir perdas invisíveis que, ao longo do ciclo produtivo, podem representar impactos expressivos na rentabilidade da fazenda.
Prevenção protege investimentos da propriedade
Os prejuízos causados pelos parasitas vão além das perdas produtivas imediatas. A redução da eficiência alimentar, o atraso no desenvolvimento dos animais e os reflexos negativos sobre os índices reprodutivos comprometem investimentos realizados em genética, nutrição, manejo e melhoramento das pastagens.
Para Janaina Giordani, preservar esses investimentos depende da adoção de estratégias preventivas.
“Quando falamos em produtividade, é importante lembrar que ela é resultado da soma de diversos fatores. O controle parasitário é uma dessas ferramentas que ajudam a preservar os investimentos realizados em genética, nutrição e manejo, permitindo que os animais expressem melhor seu potencial produtivo. Em um período estratégico para a pecuária gaúcha, como a entrada das pastagens de inverno, a prevenção faz toda a diferença nos resultados obtidos ao longo do ciclo.”
Ferramentas para o controle estratégico
Como parte dessa estratégia sanitária, a Zoetis disponibiliza soluções voltadas ao controle estratégico de parasitas que acometem os bovinos.
Entre elas está o Valcor, endectocida formulado à base de doramectina e levamisole, indicado para o controle simultâneo de importantes parasitas internos e externos dos bovinos.
Outra alternativa é o Cydectin, desenvolvido com moxidectina, amplamente utilizado no controle de nematódeos gastrointestinais e de outros parasitas de elevada relevância econômica para a pecuária brasileira, contribuindo para preservar a saúde dos animais e manter elevados índices de desempenho produtivo.
A empresa ressalta, no entanto, que o sucesso do controle parasitário depende da utilização dessas ferramentas dentro de um programa sanitário estruturado, aliado ao monitoramento constante das condições do rebanho e das características de cada propriedade.
Assistência técnica fortalece a sustentabilidade da produção
Mais do que disponibilizar produtos para o controle de parasitas, a Zoetis afirma atuar junto aos pecuaristas oferecendo suporte técnico especializado, programas de capacitação e recomendações baseadas em evidências científicas.
A adoção de estratégias integradas de manejo, associando diagnóstico, prevenção, monitoramento e uso racional de antiparasitários, contribui para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos, reduzir perdas econômicas e promover uma pecuária mais sustentável.
Com a chegada das pastagens de inverno, especialistas reforçam que investir na prevenção é uma das decisões mais importantes para garantir que os animais expressem seu potencial produtivo ao longo da estação, transformando qualidade nutricional em desempenho, rentabilidade e maior competitividade para a atividade pecuária.