Produtores de laticínios podem alcançar ganhos significativos de descarbonização e eficiência ao utilizar soluções disponíveis da Tetra Pak e equipamentos já existentes
Um novo estudo da Tetra Pak aponta que a modernização de equipamentos existentes de processamento de laticínios pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 40% a 49%, dependendo do tipo de linha. A pesquisa também mostra que a melhoria de linhas de equipamentos em uso pode levar a reduções significativas nos custos operacionais. Os resultados ressaltam que a redução não exige necessariamente uma reformulação completa das linhas e que pode ser feita com soluções já disponíveis no mercado.
A nova Avaliação de Impacto do Processamento de Laticínios, revisada de forma independente pela Carbon Trust, utiliza uma metodologia alinhada com as principais referências
“Para muitos produtores de laticínios, melhorar a eficiência enquanto gerenciam custos é um desafio diário. Nosso estudo mostra que melhorias práticas nas linhas em uso podem reduzir o consumo de energia, água e as perdas de produto, ajudando os clientes a melhorarem seu desempenho e reduzir o custo total de propriedade sem grandes interrupções”, explica Rodrigo Godoi, Vice-Presidente de Gestão de Portfólio de Processamento da Tetra Pak.
O setor global de laticínios desempenha um papel crítico nos sistemas alimentares mundiais por meio dos alimentos e bebidas que fornece e dos meios de subsistência que sustenta em todo o mundo. Ao mesmo tempo, é um grande consumidor de água e energia e foi responsável por 2,7% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) em 20231.
Apesar disso, esse contexto abre uma oportunidade significativa: ao otimizar linhas de processamento existentes com soluções já disponíveis no mercado, os produtores podem aumentar a eficiência, reduzir custos e melhorar o desempenho ambiental sem precisar esperar por novas tecnologias ou realizar substituições completas de linhas. Essas melhorias comprovadas oferecem um caminho prático e imediato para operações de laticínios mais resilientes e eficientes no uso de recursos.
O estudo da Tetra Pak mostra que a modernização de equipamentos existentes gera ganhos substanciais de eficiência, com reduções médias de 47% nas emissões de gases de efeito estufa, 45% no uso de água e 57% nas perdas de produto. Se essas modernizações fossem implementadas em toda a produção global de laticínios, isso poderia resultar em uma economia global de carbono de até 12,7 MtCO₂e, o equivalente a retirar três milhões de carros das ruas. A implementação de soluções de economia e recuperação de água – por exemplo, sistemas de filtrações por membranas avançados e limpeza no local (Clean in Place, na sigla em inglês) – poderia reduzir o uso de água nas linhas de produção de laticínios em até 455 milhões de m³ por ano globalmente.
“As melhorias, com o auxílio de estruturas regulatórias favoráveis e acesso a incentivos financeiros direcionados, podem ser ampliadas ainda mais, ajudando os produtores a superarem barreiras de investimento inicial e acelerando o progresso em todo o setor de laticínios”, completa Rodrigo Godoi.
Os resultados da avaliação destacam a contribuição que melhorias em linhas de processamento existentes podem trazer para sistemas alimentares mais estáveis e resilientes. Essas reduções podem ser apoiadas pela Tetra Pak por meio de um conjunto de atualizações já disponíveis no mercado para linhas existentes, como:
- Bombas de calor elétricas, substituindo ou reduzindo o uso de energia de origem fósseis em caldeiras e chillers, com o objetivo de diminuir o consumo de combustível e reduzir emissões relacionadas ao calor.
- Eficiência integrada de processos, possibilitada pela tecnologia OneStep para leite UHT e iogurte, que combina múltiplas etapas do processo em um único conceito mais eficiente, gerando economia de eletricidade e vapor.
- Soluções de filtração por membranas e recuperação, que incluem filtração por membranas, recuperação em sistemas de CIP e estações de filtração de água que recuperam perdas de produto e água de fluxos de processo e limpeza.
“Nossos sistemas alimentares oferecem oportunidades de descarbonização