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Para inten­si­fi­car o com­ba­te à doen­ça, Ada­par res­trin­ge ingres­so
e cir­cu­la­ção em ter­ri­tó­rio para­na­en­se de bovi­nas e buba­li­nas

Paraná proíbe entrada de fêmeas sem vacina contra brucelose

A Agên­cia de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria do Para­ná (Ada­par) proi­biu a entra­da e o trân­si­to de bezer­ras bovi­nas e buba­li­nas sem com­pro­va­ção de vaci­na con­tra a bru­ce­lo­se. A medi­da visa inten­si­fi­car o com­ba­te à doen­ça, que não tem cura, e pre­ci­sa ser fei­to por meio da imu­ni­za­ção dos reba­nhos. As novas regras com rela­ção à bru­ce­lo­se foram ofi­ci­a­li­za­das por meio da Por­ta­ria 215 de 2020, publi­ca­da no dia 14 de setem­bro.

As novas nor­mas deter­mi­na­das pelo órgão de fis­ca­li­za­ção rea­fir­mam que é obri­ga­tó­ria, em ter­ri­tó­rio esta­du­al, a vaci­na­ção de bezer­ras bovi­nas e buba­li­nas entre três e oito meses de ida­de. Para essa fai­xa etá­ria, a imu­ni­za­ção pode ser fei­ta com dois tipos de vaci­na: a viva (amos­tra B19), somen­te para ani­mais até oito meses; ou com a vaci­na não indu­to­ra de anti­cor­pos aglu­ti­nan­tes (RB51).

A RB51 tam­bém ser­ve para pro­te­ger ani­mais aci­ma de oito meses e é espe­ci­al­men­te útil para pecu­a­ris­tas para­na­en­ses que que­rem com­prar ani­mais oriun­dos de Esta­dos onde a vaci­na­ção não é obri­ga­tó­ria. Caso um para­na­en­se com­pre fême­as bovi­nas de San­ta Cata­ri­na, por exem­plo, onde a imu­ni­za­ção não é obri­ga­tó­ria, esses ani­mais deve­rão ser vaci­na­dos com a RB51 antes de ingres­sa­rem no ter­ri­tó­rio do Para­ná. É impor­tan­te lem­brar que as duas vaci­nas sem­pre devem ser apli­ca­das por um médi­co vete­ri­ná­rio habi­li­ta­do.

A com­pro­va­ção des­sa imu­ni­za­ção, con­for­me a por­ta­ria, ago­ra pas­sa a ser tam­bém pré-requi­si­to para a emis­são da Guia de Trân­si­to Ani­mal (GTA) – docu­men­to neces­sá­rio para poder fazer a movi­men­ta­ção de ani­mais pelas estra­das para­na­en­ses. Por­tan­to, seja qual for a fina­li­da­de do trans­por­te, a par­tir de ago­ra esse fica con­di­ci­o­na­do à com­pro­va­ção de vaci­na­ção obri­ga­tó­ria con­tra a bru­ce­lo­se no esta­be­le­ci­men­to de ori­gem dos ani­mais.

Para o geren­te de saú­de ani­mal da Ada­par, Rafa­el Gon­çal­ves Dias, a exem­plo dos avan­ços na erra­di­ca­ção da febre SANI­DA­DE afto­sa, na qual hou­ve a par­ti­ci­pa­ção dire­ta dos pro­du­to­res, as ações para con­tro­le da bru­ce­lo­se e tuber­cu­lo­se devem seguir o mes­mo cami­nho. “Com com­pro­me­ti­men­to e res­pon­sa­bi­li­da­de de todos, tere­mos impor­tan­tes avan­ços na erra­di­ca­ção des­sas doen­ças que tan­to nos tra­zem pre­juí­zos”, res­sal­ta.

Ser­vi­ço

A com­pro­va­ção da vaci­na­ção con­tra bru­ce­lo­se deve ser rea­li­za­da pelo lan­ça­men­to do ates­ta­do emi­ti­do no Sis­te­ma de Defe­sa Sani­tá­ria Ani­mal (SDSA) pelo médi­co vete­ri­ná­rio cadas­tra­do no Pro­gra­ma Esta­du­al de Con­tro­le e Erra­di­ca­ção de Bru­ce­lo­se e Tuber­cu­lo­se (PECEBT). Outra pos­si­bi­li­da­de é a apre­sen­ta­ção do ates­ta­do ori­gi­nal na Uni­da­de Local de Sani­da­de Agro­pe­cuá­ria (ULSA). Para saber mais, bas­ta aces­sar o con­teú­do extra nes­te link ou dire­ta­men­te no site da Ada­par www.adapar.pr.gov.br.

Fon­te: Sis­te­ma FAEP

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