Qualidade do leite rastreada

Quando o assunto é leite, não há consenso. Até mesmo quando se trata de homenageá-lo. No dia primeiro de junho comemorou-se o Dia Mundial do Leite. Já no próximo dia 24 é o Dia Internacional do Leite. Por que duas datas? Não sei… Mas, no Dia Mundial, proferi palestra na Câmara dos Deputados, em Brasília, em evento organizado pela Associação G100. No Dia Internacional pretendo estar em Ijuí, Rio Grande do Sul, saindo de Chapecó, Santa Catarina, para também proferir palestra, a convite do Sindilat-RS. Nos dois casos, o assunto é o mesmo: o SIMQL. Mas, o que é o SIMQL?

A amostra de leite da sua propriedade todo mês é encaminhada para um dos 10 laboratórios credenciados pelo Mapa-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o objetivo de avaliar a qualidade e, por consequência, definir o adicional a ser incorporado ao preço a ser pago. Todavia, a utilidade desta amostra vai muito mais além de formar preço. Se agrupados os dados, é possível monitorar a qualidade do leite brasileiro. Isso, todavia, não acontece facilmente. Ou não acontecia, até agora.

O Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro, traduzido pela sigla SIMQL, é uma ferramenta inovadora, que permite conhecer a qualidade do leite de diferentes formas, sob as óticas espacial, temporal e temática. Em termos espaciais, é possível fazer um zoom nos dados e ir da macrorregião até ao município, considerando as variáveis que traduzem a qualidade do leite: contagem total de bactérias (CBT), contagem de células somáticas (CCS), teor de gordura, teor de proteína, lactose, extrato seco e extrato seco desengordurado.

É possível comparar regiões entre si ou aferir o comportamento dessas sete variáveis ao longo de anos ou de meses. Também é possível monitorar a qualidade do leite entregue em cada um dos entrepostos ou unidades fabris, que tenham a certificação do SIF-Serviço de Inspeção Federal em todo o Brasil.

Confira a coluna completa na edição de junho de Balde Branco

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