Sucesso do cooperativismo da Castrolanda inspira cadeia do leite de Sergipe

A Castrolanda e o Expo Center, palco onde acontece o Agroleite, receberam a visita da prefeita do município de Nossa Senhora da Glória, estado de Sergipe, Luana Oliveira, acompanhada de parceiros e produtores de leite da região que integram a Cooperativa Sertaneja do Agronegócio (COOPSEA), e de representantes da empresa GEA.

O exemplo do cooperativismo da Castrolanda aliado ao sucesso do Agroleite foram inspiração para o poder público de Nossa Senhora da Glória que realiza anualmente a Expo Glória, feira agropecuária e principal evento realizado no município que possui cerca de 43 mil habitantes. 

A cidade é reconhecida como a Capital do Sertão e a Capital do Ouro Branco, por ser a maior bacia leiteira de Sergipe, com produção diária de 500 a 700 mil litros de leite/dia. Além disso, o município de Glória, nome abreviado pelos moradores, são beneficiados 2 milhões de litros de leite por dia, provenientes do município e cidades vizinhas. 

“A nossa feira agropecuária já existia, porém com outros nomes como Festa do Leite e Expo Ouro Branco. Com a parceria da COOPSEA nós mudamos o nome do evento para Expo Glória com o objetivo de consolidar esse evento em nosso município. E a nossa visita aqui na Castrolanda foi para conhecer de perto o modelo de negócio da cooperativa que é tão bonito e reconhecido em todo país”, comenta a prefeita. 

De acordo com Luana, o município ainda não está consolidado no cooperativismo e a prefeitura deseja mostrar à sociedade o quanto esse modelo é importante. “A nossa cidade não tem muito forte essa cultura, mas imagina se esse modelo começasse a ser introduzido para os pequenos produtores para que eles vejam a importância do cooperativismo. E hoje na visita fiquei impressionada porque a Castrolanda e o Agroleite transformaram a cidade de Castro. Queremos estudar e levar tudo o que vimos aqui para o nosso município. Queremos ver ‘Glória’ crescer e ser reconhecida por esse modelo de negócio assim como aconteceu aqui”, destaca. 

Expo Center como exemplo 
Além de conhecer a cooperativa, os sergipanos visitaram o Castrolanda Expo Center, futuro Parque Tecnológico, para conhecer de perto o local onde acontece o Agroleite. Segundo Sidcley Teles Costa, presidente da Expo Glória e diretor da COOPSEA, o grupo já percorreu diversas feiras agropecuárias em todo o Brasil, mas foi o Agroleite que mais chamou a atenção para levar como exemplo para Sergipe.

“O nosso evento também conta com o julgamento das raças Holandesa, Girolando e Jersey, além do julgamento de raças de ovinocultura. Assim como no Agroleite, temos a parte comercial no evento com as empresas de laticínios, empresas de sêmen e máquinas agrícolas. Somente no evento de 2024 participaram 84 expositores no Parque de Exposições do município que possui 15 hectares”, aponta Sidcley.

Para o presidente da Expo Glória, a visita à Castrolanda, é uma forma de ajudar o Expo Glória a crescer cada vez mais. “A cada visita que fazemos aqui voltamos com mais força para a nossa cidade, levando a experiência de vocês e com vontade e vigor para implantar o sistema cooperativista em nossa região. Somos gratos pelo apoio que estão nos dando para levarmos esse modelo para a nossa feira”. 

Agroleite como plataforma de conexão 
O gerente do Expo Center, Gustavo Viganó, comenta que o Agroleite é mais do que um evento, mas uma verdadeira plataforma de conexão, aprendizado e inovação, que transforma o modo como o setor leiteiro é visto e praticado em todo o Brasil. 

“Ele representa o que há de mais moderno em tecnologia e boas práticas, sendo um motor essencial para o crescimento e a sustentabilidade da cadeia produtiva. Essa visita traz uma mensagem essencial: a atividade leiteira é um motor de desenvolvimento para qualquer região. Além disso, reforça a relevância de parcerias estratégicas entre a iniciativa privada e pública como ferramentas indispensáveis para impulsionar o crescimento e beneficiar toda a sociedade”, reforça. 
Segundo Gustavo, para a Castrolanda é um orgulho ser referência em qualidade, produtividade e inovação na cadeia do leite para outros estados. “Foi mais do que uma visita, foi uma valiosa troca de experiências, que destacou a resiliência do povo sergipano, capaz de superar desafios climáticos como a escassez de água e, ainda assim, alcançar uma produção significativa de leite. Esta visita reafirma que os pilares da cooperativa – fé, educação e cooperação – são a base sólida que sustenta e projeta nossa atuação no Brasil e no mundo”, finaliza Gustavo. 

COOPSEA
A Cooperativa Sertaneja do Agronegócio nasceu há dois anos quando um grupo de pequenos produtores de leite se reuniu para comprar uma máquina para a manutenção do Compost Barn – sistema de confinamento para acomodação das vacas. 
“Como ficaria muito caro para cada produtor adquirir essa máquina, resolvemos nos unir. Nunca pensamos em criar uma cooperativa e quando fomos até um contador, ele nos orientou que essa seria a melhor forma. Foi então que surgiu a COOPSEA, a partir da necessidade de um produtor. Hoje fazemos compras e trabalhamos juntos. Estamos com 26 cooperados, mas ainda é pouco por conta da dificuldade que temos na região com o sistema cooperativista”, lembra Sidcley.

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