Setor leiteiro considera positiva medida que prevê financiamento para transferência de embriões

transferência de embriões

Anúncio foi feito pelo governo Federal ao divulgar o Plano Safra 2025/2026 para a agricultura familiar

Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Plano Safra 2025/2026 e a proposta de transferência de embriões

O novo Plano Safra voltado à agricultura familiar para o biênio 2025/2026, apresentado segunda-feira, 30 de junho, pelo Governo Federal, trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considerou positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para os seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

Avanço genético e importância da assistência técnica

Conforme Tang, é muito interessante pensar em tecnologia para avançar geneticamente de uma forma mais rápida, ou seja, “a multiplicação dos animais diferenciados”. “Desta forma, o produtor realmente pode ter as filhas das melhores vacas que já se provaram. Mas aí entra a questão da assistência técnica, que é fundamental. Como irão ser escolhidas essas matrizes que serão as reprodutoras, as mães das futuras vacas?”, questiona o dirigente, dizendo que para ser uma doadora de embriões a vaca deve ter, em primeiro lugar, o seu registro oficializado, controle leiteiro e análise morfológica. “Portanto, o produtor precisa ter esse apoio técnico, científico, para realmente escolher bem as matrizes que serão as mães das futuras gerações”, observa.

Responsabilidade e papel das associações

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem terá direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.

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