33ª edição da feira, realizada em Olinda (PE), superou expectativas de visitação, movimentou vendas e destacou produtos regionais, incluindo queijos e outros derivados de leite
A 33ª edição da Agrinordeste encerrou sua programação no último domingo (6), no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda (PE), com um balanço positivo em negócios, capacitação, inovação e integração entre os diferentes segmentos do agronegócio nordestino. Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), o evento reuniu, durante quatro dias, produtores rurais, empresas, cooperativas, instituições, técnicos, estudantes e consumidores, em uma estrutura com mais de 300 estandes.
Para o presidente da Faepe, Pio Guerra, o resultado da edição ficou acima das expectativas, especialmente diante da realização do evento em um período de feriado prolongado. Segundo ele, a movimentação permaneceu intensa durante toda a programação e os expositores registraram bons resultados comerciais.
“Para nossa surpresa, a visitação foi acima do normal desde o começo da semana. Estávamos com todos os estandes preenchidos e todos realizaram suas vendas até o final da tarde. As chuvas não atrapalharam os shows nem tiraram a nossa clientela. Ficamos muito satisfeitos com tudo o que aconteceu”, avaliou.
Integração entre os estados
Um dos destaques da Agrinordeste foi a presença de produtores e caravanas de diferentes estados da região. A participação interestadual ampliou a diversidade de produtos apresentados ao público e possibilitou a troca de experiências entre produtores, empresas e instituições.
De acordo com Pio Guerra, a presença de produtos de diferentes regiões também contribuiu para mostrar a diversidade e a qualidade da produção nordestina.
“Vieram produtos de outros estados nordestinos, trazidos pelas caravanas. As pessoas puderam não só ter acesso a essa variedade, mas também comparar os produtos pernambucanos com os dos outros estados. Isso mostra que estamos juntos, unidos pelo cenário nacional e pelo desenvolvimento do Nordeste”, afirmou.
A integração também envolveu entidades do setor agropecuário. O Sistema CNA/Senar, com a participação de diferentes administrações regionais, o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária estiveram presentes em ações durante o evento. Segundo a Faepe, o Ministério da Agricultura também articulou a participação de aproximadamente 30 expositores de outros estados.
As cooperativas tiveram papel relevante na programação, apresentando produtos e realizando negócios. Para Guerra, a participação dessas organizações reforça a importância do cooperativismo para a comercialização e o desenvolvimento da produção regional.
Capacitação aproxima conhecimento da produção
Além da área comercial, a Agrinordeste manteve uma programação técnica voltada à disseminação de conhecimento e à capacitação dos profissionais do campo. O 33º Seminário da Agrinordeste reuniu especialistas, produtores, técnicos e representantes de instituições para discutir temas relacionados ao desenvolvimento do setor agropecuário.
As ações do Sistema Senar também tiveram forte participação do público. Durante os quatro dias, técnicos de diferentes áreas realizaram demonstrações, oficinas e atividades práticas envolvendo bovinos, equinos, cães e outros animais.
“As oficinas e atividades com cavalos, bovinos, cães e outros animais tiveram uma presença maciça dos nossos visitantes. Foram demonstrações, provas, orientações e atividades práticas que completaram a programação”, destacou Guerra.
A feira contou ainda com atrações como a Feira de Produtos do Campo, o Festival Gastronômico Sabor do Campo, o Show de Churrasco, o Show de Lácteos, o Espaço Moda Agro, a Arena Agrinordeste – Doma Gentil de Equinos e a Vila Pet.
Lácteos valorizam produção regional
Para o setor leiteiro, um dos espaços de destaque foi o Show de Lácteos, iniciativa que já integra a programação da Agrinordeste há 18 anos. A atividade colocou em evidência queijos e outros produtos derivados do leite, valorizando a qualidade e a diversidade da produção regional.
Segundo o presidente da Faepe, a edição deste ano novamente apresentou produtos de alto nível, incluindo queijos premiados em competições internacionais.
“Teve queijos muito bons, que foram valorizados, inclusive queijos com prêmios internacionais dentro dos nossos destaques. O Show de Lácteos, que já tem 18 anos, também fez muito sucesso”, ressaltou.
A presença dos lácteos dentro da programação também reforça a importância da cadeia leiteira para a economia rural nordestina, ao aproximar produtores, agroindústrias, consumidores e demais integrantes da cadeia de valor.
A gastronomia teve papel complementar nessa estratégia. O Festival Gastronômico Sabor do Campo e outras ações culinárias permitiram ao público conhecer e consumir produtos provenientes da agricultura e da pecuária, aproximando a produção rural do consumidor final.
Diversidade da produção nordestina
Outro espaço de destaque foi o Moda Agro, voltado à valorização do trabalho de artesãos e produtores pernambucanos. A iniciativa apresentou produtos e manifestações características de diferentes regiões do Estado.
“É uma moda feita por cada região, com artistas e artesãos pernambucanos que usam esse espaço como um dos momentos mais privilegiados para mostrar um volume significativo do que produzem. Muitos visitantes não imaginavam que pudéssemos ter tanta coisa”, afirmou Guerra.
A diversidade apresentada ao longo da feira reforçou uma das principais características do agronegócio nordestino: a capacidade de reunir diferentes sistemas produtivos, cadeias e atividades econômicas em torno da produção rural.
Diálogo entre setor público e privado
A presença de autoridades e representantes de instituições públicas e privadas também marcou a 33ª Agrinordeste. Entre os participantes destacados pela organização estiveram representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, o presidente do Banco do Nordeste e o secretário estadual de Agricultura.
Na avaliação da Faepe, a presença institucional contribui para aproximar produtores e empresas das políticas públicas, linhas de financiamento, programas e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Para Pio Guerra, a participação das instituições reforça a relevância da feira como espaço de diálogo e articulação.
“São presenças que mostram a relevância da Agrinordeste e a capacidade que temos de reunir diferentes setores em torno do desenvolvimento do agro”, afirmou.
Balanço positivo
Ao avaliar a edição, o presidente da Faepe destacou que a Agrinordeste conseguiu cumprir o objetivo de integrar negócios, conhecimento, produção e sociedade.
“Encerramos mais uma Agrinordeste com a certeza de que cumprimos nosso papel de aproximar quem produz, quem empreende, quem pesquisa e quem consome. Foram quatro dias de muito conhecimento, capacitação, negócios e troca de experiências, com resultados positivos para os expositores e para todo o público que participou”, afirmou.
Para Guerra, o evento também evidencia a força e a diversidade do agronegócio nordestino e sua contribuição para o desenvolvimento econômico da região.
“A Agrinordeste mostra a diversidade e a capacidade de inovação do campo nordestino. É um espaço que gera oportunidades, fortalece a produção e conecta pessoas e empresas, contribuindo para o crescimento do agro e da economia”, acrescentou.
Com o encerramento da 33ª edição, a organização já projeta a continuidade da feira. Apesar do desgaste provocado pelos quatro dias de programação, Guerra classificou o resultado como motivo de satisfação e indicou a intenção de manter o evento como uma das principais vitrines do agronegócio regional.
“Ficamos até muito satisfeitos e cansados, mas muito felizes com o que aconteceu. Agora esperamos que, na próxima Agrinordeste, possamos fazer um evento no mesmo período, com a mesma perspectiva de sucesso”, concluiu.
Parcerias
A 33ª Agrinordeste contou com patrocínio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Senar Nacional, Senar Pernambuco, Banco do Nordeste, Sudene/Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional/Governo Federal, Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Pecuária e Pesca de Pernambuco/Governo de Pernambuco e Bayer. O evento também teve apoio do Sebrae-PE, Universidade Federal do Agreste Pernambucano (UFAPE), por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Sistema OCB/PE, entre outros parceiros.