Agroindústria como ponte entre o campo e alimentação de famílias urbanas

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Dados do IBGE indicam crescimento da captação de leite no primeiro trimestre de 2025, refletindo maior demanda para o abastecimento das famílias

 

A agroindústria tem papel fundamental em garantir que alimentos cheguem com qualidade e segurança à mesa das famílias brasileiras que residem em grandes centros urbanos. Um exemplo claro disso é o setor leiteiro, que registrou crescimento expressivo no início de 2025. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a captação formal de leite no Brasil atingiu 6,48 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2025 — o maior volume para este período nos últimos quatro anos. Esse número representa uma alta de 4,3% na média diária em relação ao mesmo período de 2024.

Para Vinícius Junqueira, diretor geral da Marajoara Laticínios, com sede em Hidrolândia, interior de Goiás, a indústria é a responsável por levar este alimento com segurança e nutrição para a mesa do brasileiro. “A captação e o consumo de leite estão em duas extremidades opostas do setor alimentício, mas entre elas há uma ponte que viabiliza o acesso da população ao leite UHT, que é a indústria leiteira”, explica Vinícius.

O processo do envase do leite UHT (longa vida) permite a disponibilidade do alimento nos lares brasileiros de modo facilitado. O nutricionista João Carlos Cavalcante, que atua no centro clínico do Órion Complex Business & Health em Goiânia, explica que o consumo do leite UHT não oferece riscos à saúde de quem o consome regularmente. “O que preserva a qualidade nutricional do alimento é a tecnologia UHT aplicada durante o processo do envase, e não altera nenhum dos benefícios presentes no alimento, que é rico em proteínas, vitaminas do complexo B e cálcio”, diz o nutricionista.

A sigla UHT significa ultra high temperature, e se refere ao processo de fervura a qual o leite é submetido antes do envase. “O leite cru é transportado dentro de um prazo máximo de 12 horas até a fábrica. Em seguida, é realizada uma bateria de testes de qualidade e depois direcionado para as salas de pasteurização e esterilização, em que o alimento é submetido a processos de fervura e resfriamento para que ele possa ser envasado de maneira asséptica e segura para o consumo, sem alterar sua qualidade nutricional”, explica Vinícius.

Segundo relatório da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), o leite UHT já alcança 90% dos domicílios no país. Esse acesso ampliado é especialmente relevante nas áreas urbanas, onde o leite in natura não circula com facilidade. A industrialização garante a conservação do produto por mais tempo, sem a necessidade de refrigeração constante, e contribui para o cumprimento das recomendações nutricionais. No Brasil, a Secretaria de Atenção à Saúde orienta que adultos consumam, em média, 600 ml de leite por dia.

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