Bahia: região Oeste do Estado lidera irrigação por pivôs centrais no Brasil

Segundo levantamento da Embrapa, o oeste da Bahia já é a maior área irrigada por pivôs centrais no Brasil, superando a região Noroeste de Minas Gerais, que aparecia como primeira no uso dessa tecnologia. Esse avanço foi impulsionado por condições favoráveis, como o relevo do solo, a facilidade de implantação dos sistemas de irrigação, o uso eficiente das águas do Aquífero Urucuia e o armazenamento de água em tanques de geomembrana

A irrigação por pivôs centrais é um sistema que utiliza equipamentos giratórios para distribuir água de forma uniforme sobre a área cultivada. Esse método oferece diversas vantagens para os produtores baianos. Entre os principais benefícios estão o aumento expressivo da produtividade por área, que pode ser de duas a três vezes maior em comparação com cultivos não irrigados. Além disso, a irrigação garante uma produção agrícola mais estável e de alta qualidade e produtividade, possibilitando colheitas durante a entressafra e reduzindo a necessidade de expandir a fronteira agrícola.

Quando o recorte é feito por estado e não por região, a Embrapa revela que Minas Gerais continua sendo o estado com maior área irrigada por pivôs centrais no País (637 mil hectares), e a Bahia superou Goiás, ocupando atualmente o segundo lugar, com uma área irrigada de 404 mil hectares. “A utilização de pivôs centrais permite que a produção agrícola ocorra durante todo o ano, contribuindo significativamente para a segurança alimentar. Essa prática assegura que a Bahia continue a ser um dos principais celeiros produtivos do Brasil, com cultivos irrigados de soja, algodão, milho”, pontua o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum.

Os resultados obtidos com o levantamento da Embrapa mostraram uma área de 2.200.960 hectares irrigada por 33.846 pivôs centrais em todo o Brasil. Os municípios com as maiores áreas irrigadas por pivôs centrais no País são São Desidério, na Bahia, com 91.687 hectares; Paracatu, em Minas, com 88.889 hectares; Unaí, também em Minas Gerais, com 81.246 hectares; Cristalina, em Goiás, com 69.579 hectares; e Barreiras, na Bahia, com 60.919 hectares, revela a pesquisa.

Embora existam riscos associados ao grande consumo de água dos mananciais, a Bahia se destaca pelo uso eficiente da água e o monitoramento contínuo do nível do Aquífero Urucuia. Esse acompanhamento frequente assegura a sustentabilidade e a segurança hídrica a longo prazo, mitigando os impactos negativos e garantindo a disponibilidade de água para as futuras gerações.

Urucuia – O Aquífero Urucuia, uma das principais fontes de água para a irrigação na Bahia, é um manancial subterrâneo de grande importância. Com uma área estimada de 14 milhões de hectares, ele abrange não apenas a Bahia, mas também partes de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí. Esse aquífero é crucial para a perenização dos rios Grande e Corrente, que influenciam significativamente as bacias hidrográficas da região e contribuem para a vazão do Rio São Francisco.

 

Posts Relacionados

MSD Saúde Animal reforça unidade de Ruminantes com novo gerente técnico

A MSD Saúde Animal anuncia a chegada de Fabrício Dias Torres como o novo gerente técnico da unidade de negócio de Ruminantes da MSD Saúde Animal. A ação é parte...

4º Mundial do Queijo Brasil reúne cadeia do setor, programação internacional e experiências gastronômicas em São Paulo

São Paulo será sede, entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, da 4ª edição do Mundial do Queijo Brasil, evento que se consolidou como um dos principais...

Pesquisa da Tetra Pak mostra que modernizar linhas de processamento de laticínios pode reduzir emissões em até 49%

Um novo estudo da Tetra Pak aponta que a modernização de equipamentos existentes de processamento de laticínios pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 40% a 49%,...